Saito, Milton iniciou no jornalismo publicando coluna sobre cinema no Correio da Sorocabana de Presidente Prudente. Na cidade trabalhou no jornal O Diário, colaborou com a assessoria de imprensa da prefeitura divulgando releases sobre Cultura, atuou como colaborador da coluna social Nikkey News do Oeste Notícias e como repórter no programa TV Dicas, do Japão, exibidos pela IPC/TV, afiliada internacional da Rede Globo. Como membro do Ciate [Centro de Informação e Apoio ao Trabalhador no Exterior] produziu releases para imprensa nacional e internacional. Publicou artigos no Espaço do Dekassegui do colunista social Sinomar Calmona do O Imparcial. É geógrafo licenciado, bacharelado e com mestrado pela Universidade Estadual Paulista de Presidente Prudente [UNESP]. Desenvolveu pesquisa no Japão que culminou na dissertação: “Japoneses aqui, brasileiros lá?: Uma leitura sobre (e dos) Dekasseguis.
Cristiane Nagafuti foi colunista social do jornal Oeste Notícias de Presidente Prudente produzindo a Nikkey News. No Japão a Nikkey News foi veiculada pelo jornal Folha Mundial.
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| O Brasil no Baseball | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 19/05/2012 às 05:57:19 | ||||||||||||||
*Por Dino Slender ![]() Foto/Arte: Dino Slender
19/05/2012 Após a estreia do primeiro brasileiro na MLB – Yan Gomes – no dia 17 de maio de 2012, os norte americanos viram também o primeiro Homerun do mesmo atleta. Este é o início e o final de uma era. O final de uma era dominada pelos japoneses e seus descendentes no esporte do diamante de 4 bases. Desde a chegada dos primeiros japoneses no Brasil, o baseball foi disputado e organizado pelos orientais. A partir do sucesso momentâneo de Gomes, os norte americanos começam a enxergar um país que apesar de ter paixão pelo futebol, pode gerar bons jogadores para a MLB e suas empresas parceiras. Os maiores motivos são o acesso as informações devido a popularização da internet e os baixos índices de sucesso (no futebol) das cidades fora do eixo São Paulo (Capital) – Rio de Janeiro (Capital) – Belo Horizonte. O Brasil tem tudo para ser um grande mercado no esporte, só precisa de investimento e coragem para arriscar. E já há pessoas corajosas e com histórias de sucesso. Edno de Souza e seu parceiro Andres Reiner, conseguiram se associar ao Rays (time da MLB) para fundar, junto ao governo de Marília, a primeira academia de Baseball de um time da MLB. Apesar do Rays ser um dos times mais fracos da liga, se eles apresentarem bons resultados nos 5 anos de contrato, com certeza outros times irão se interessar por investir também. O único projeto grande até hoje no Brasil pertence a Yakult, em Ibiúna. Mas há um problema para os jogadores brasileiros se estabelecerem no Baseball japonês. Há uma regra geral de que cada time pode ter apenas 4 estrangeiros no elenco. Somente os exepcionais ficam, pois os brasileiros geralmente competem com jogadores da MLB e outros latinos onde o Baseball é mais estruturado. Com a chegada de Gomes a MLB, a mídia brasileira pode se interessar mais pelo assunto e acompanhar o atleta. Assim, há uma maior divulgação e interesse por parte dos jovens. Os salários na MLB são formidáveis e há muito mais jogos do que no futebol. Um time da MLB joga 162 vezes por temporada normal e se for as finais há mais jogos ainda. No futebol, são menos jogos e se o time não vence o campeonato estadual, fica de molho. As cidades do interior de São Paulo são muito propícias ao desenvolvimento do Baseball, visto que poucos times de futebol se destacam. Por ter Ibiúna (Yakult) e Marília (Rays) com academias, os próximos locais na rota para iniciar investimentos seriam Botucatu e Bauru que ficam entre as duas cidades. Será que algum político dessas cidades lê o blog? Olhem a oportunidade criada por apenas um atleta vencedor! Acredito que Gomes seja apenas o primeiro de muitos brasileiros que irão seguir carreira na MLB. Infelizmente os japoneses terão que dividir seu espaço agora com os melhores no marketing esportivo. Se o futebol é dominado pelos europeus, as outras modalidades foram difundidas pelos norte americanos para o mundo, NBA, NHL, NFL, NBA, MLB e até um pouco a nova NSL, devido ao astro Beckam. A NPB (Nippon Professional Baseball) teve a chance de desbravar e difundir o Baseball no Brasil, bebeu água limpa durante anos, agora tem um concorrente de peso e quem ganham são os apreciadores deste esporte. Comecei a gostar do Baseball vendo Hideo Nomo (ex Buffaloes) e Ichiro (ex Orix) jogando na Pacific League. Os mesmos japoneses que me influenciaram a gostar também da MLB (depois de suas transferências para EUA). Hoje com a ida de Darvish para o Texas Rangers, acompanho mais a MLB do que a NPB, só vejo alguns jogos do Chunichi Dragons, mas o time está ganhando tanto que perdeu a graça assistir hehe. Fontes: Wikipedia.Org, Mlb.com, Npb.or.jp e sites linkados acima. Dino Slender: Começou a escrever em blogs nos anos 90, no site LiveJournal.com, quando as pessoas precisavam de convites para se cadastrar. Depois passou para o Blogger no início de 2000, e em 2005 descobriu a plataforma WordPress, que utiliza até hoje, pelo design e funcionalidades. |
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| O índice de desemprego no Japão fica em 4,5% no mês de março | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 05/05/2012 às 03:18:32 | ||||||||||||||
Taxa de desemprego na União Europeia fica em 10,9% no mês de março ![]() Foto Br/Japan: Permanecer ou retornar?
Com Renata Giraldi Repórter da Agência Brasil - 02/05/2012 - 9h56 Brasília – A média de desemprego registrada na União Europeia em março foi 10,9%, segundo o Eurostat, o Instituto de Estatística do bloco. No mesmo mês do ano passado, a taxa ficou em 9,9%. Em março deste ano, o índice de desemprego nos Estados Unidos atingiu 8,2% e no Japão, 4,5%. As taxas mais elevadas foram identificadas na Espanha (24,1%) e na Grécia (21,7% em janeiro de 2012). Os menores números foram registrados na Áustria (4%), em Luxemburgo (5,2%) e na Alemanha (5,6%). As quedas mais acentuadas ocorreram na Lituânia, Letônia e Estônia. Na União Europeia, o desemprego atinge principalmente os trabalhadores com menos de 25 anos. Só em março, aumentou em 303 mil o número de jovens sem emprego. Com isso, o total de desempregados com menos de 25 anos ficou em 5,516 milhões. Os países da Europa, principalmente os da zona do euro, tentam combater os impactos da crise econômica internacional, que elevam os números de desemprego e das dívidas internas na região. O assunto foi tema de manifestações ontem (1º) no Dia do Trabalho em vários países. Edição: Juliana Andrade |
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| Pimentel defende cooperação japonesa na exploração de petróleo e construção naval | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 01/05/2012 às 10:14:17 | ||||||||||||||
O ministro japonês elogiou os incentivos brasileiros para a atração de investimentos e adiantou que o governo do Japão está disposto a ajudar ![]() Por Rodrigo Cintra: Os japoneses
30/04/2012 - 19h53 Com Agência Brasil Brasília – O Brasil deseja ampliar a parceria estratégica com o Japão, principalmente em setores que carecem de alta tecnologia, como petróleo e gás e indústria naval, disse hoje (30) o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, durante visita do ministro japonês para a Estratégia Nacional, Motohisa Furukawa. Pimentel destacou que, além da importante relação com a comunidade japonesa no Brasil, “temos com o Japão uma experiência de integração tecnológica e transferência de conhecimento” que deve ajudar na tarefa governamental de estimular o avanço tecnológico nas empresas nacionais. Ele revelou ao visitante que a Petrobras vai encomendar cerca de 600 navios nos próximos dez anos. O assunto consta da pauta de negociações que levará a Tóquio, no fim de maio, em missão oficial do governo brasileiro. Oportunidade em que terá encontros com empresários japoneses na tentativa de vencer a resistência de investidores que deixaram o país depois das sucessivas crises econômicas. O ministro japonês elogiou os incentivos brasileiros para a atração de investimentos e adiantou que o governo do Japão está disposto a ajudar. “Vim ao Brasil para isso”, disse ele. Furukawa ressaltou que a parceria com o Brasil é muito importante e enfatizou que o país está disposto a colaborar com o intercâmbio de estudantes do Programa Ciência sem Fronteiras nos dois sentidos. Ele também foi o portador do convite do governo do Japão para que a presidenta Dilma Rousseff faça uma visita oficial ao país asiático. |
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| Lei vai obrigar empreiteiras a informar margem de comissão para trabalhadores | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 23/04/2012 às 08:24:51 | ||||||||||||||
Japão registra 17 milhões de trabalhadores com contrato irregular em 2011 Com Ipcdigital.com - 23/04/2012 O Japão não proibirá as empreiteiras de mandar seus trabalhadores para as fábricas, mas há dois anos o parlamento discute a proibição ou não do envio de trabalhadores temporários ao setor industrial. No fim de março, o congresso japonês aprovou de forma discreta a reforma na Lei de Trabalhadores Enviados por Empreiteiras conhecida como “Lei Haken”. A maior mudança será a obrigação que as empreiteiras (haken gaisha) terão de informar aos seus trabalhadores sobre a margem de comissão estabelecida entre a empresa contratante e as fábricas. Por outro lado, ainda existem questões a serem discutidas como quando a reforma aprovada entrará em vigor e se será proibido o contrato de haken (envio de trabalhadores) com vigência de 30 dias ou menos. Depois da crise desencadeada pela falência do Lehman Brothers em 2008, muitas fabricantes no Japão demitiram de forma radical seus funcionários terceirizados contratados por empreiteiras. Começou, então, o debate sobre a proibição do envio de trabalhadores terceirizados às fábricas e a obrigatoriedade das companhias em contratar somente trabalhadores com contrato regular ou fixo (sei shain). No entanto, o governo japonês desistiu de levar a proposta adiante porque a proibição deixaria muitas pessoas sem emprego. “É melhor que os trabalhadores que tenham contrato de trabalho com empreiteiras confirmem com elas se a reforma os afeta”, recomenda Akie Nakamura, pesquisadora do centro de pesquisa da empresa Works Institute Recruit. “Devemos ficar atentos às próximas notícias porque sobre este tema há muitas coisas que não foram decididas ainda”, acrescenta a especialista. Um terço tem contrato irregular No mercado de trabalho japonês há um crescente aumento de trabalhadores com contratos irregulares incluindo “haken” (envio de trabalhadores), “ukeoi” (contratação por serviço), “arubaito” ou “paato” (trabalho eventual ou por hora), entre outros. Segundo a última pesquisa do Ministério do Interior do Japão publicada em fevereiro, foram registrados 17 milhões de trabalhadores com contrato irregular em 2011, número que representa 35% do total de trabalhadores. |
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| Acordo da previdência assinado entre Brasil e Japão em vigor | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 20/04/2012 às 09:33:14 | ||||||||||||||
Agências do INSS recebem média de 18 pedidos de aposentadoria Com Ipcdigital.com 20/04/2012 As agências do INSS têm recebido uma média de 18 pedidos de aposentadoria pelo acordo da previdência assinado entre Brasil e Japão. O documento entrou em vigor no início de março e já tem gente recebendo o benefício depois de somar o que pagou aqui com o que foi pago no Brasil. Todos os pedidos feitos em qualquer parte do Brasil são encaminhados para o escritório do Instituto Nacional de Seguro Social. No prédio que fica na Vila Mariana, em São Paulo, funcionários checam documentos e tempo de contribuição. Inclusive informações que chegam do Japão para aposentadoria pelo acordo bilateral. “Se ele precisar de uma informação sobre o benefício, ele procura uma agência do INSS mais próxima de sua casa, de sua conveniência, eles darão informações”, assegura Lícia Helena Paquier, da agência de acordos internacionais. “Nós temos um cadastro nacional de informação social. Então ele solicita através do formulário, informa o período trabalhado e a gente faz a verificação e confirma esse período”, explica. Segundo a gerente executiva da agência que cuida de acordos internacionais, o atendimento tem sido ágil. “Nos outros convênios que temos, a gente tem seis meses, mas do Japão, a resposta sai em até 30 dias”, acrescenta. Depois de contribuir 25 anos para a previdência do Brasil e 10 para o Japão, o ex-dekassegui Shodi Takamoto tinha esperanças de já se aposentar pelo acordo. “Segundo eles me explicaram agora, esses 35 anos na verdade eu vou perder, porque só vale a partir dos 65 anos, e como não tenho 65 anos, para mim não vai resolver muita coisa”, diz. “No caso não vai beneficiar porque não foi firmado acordo por tempo de contribuição”, explica o gerente Anderson Rocha. Ele lembra que o acordo inclui a aposentadoria por idade, pensão por morte e aposentadoria por invalidez. Com 58 anos de idade, Shodi teve que refazer os planos. “Satisfeito não estou, mas fazer o que, acordo é acordo. Não me ajudou muito. Eu pensava que fosse por tempo de contribuição, agora é trabalhar mais um pouco”, admite. Como já contribuiu o mínimo exigido no Brasil, agora é só esperar até completar 65 anos de idade para curtir a aposentadoria. A agência da previdência de acordos internacionais concedeu a primeira aposentadoria pelo acordo bilateral para uma brasileira que mora em Nagano. Ela vai receber o benefício no Japão. |
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| Japão vai desativar seis reatores da Usina de Fukushima | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 19/04/2012 às 11:52:18 | ||||||||||||||
Os vazamentos e explosões afetaram a região em volta da usina, provocando o esvaziamento de cidades Por Renata Giraldi* Repórter da Agência Brasil Brasília – Após 13 meses dos acidentes nucleares no Japão, o clima de apreensão permanece no país. Por motivo de precaução, foi anunciado que quatro dos seis reatores da Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, no Nordeste do país, serão desativados no dia 20. A decisão foi comunicada hoje (16) pela administradora da usina, a empresa Tepco. A Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, uma das maiores do Japão, passará a operar com 50 reatores, e não mais 54. De acordo com especialistas, os reatores desativados ficaram condenados depois de atingidos pelo terremoto seguido por tsunami, em 11 de março do ano passado. Os vazamentos e explosões afetaram a região em volta da usina, provocando o esvaziamento de cidades. Para as autoridades japonesas e a empresa Tepco, serão necessários pelo menos quatro décadas para desativar de forma definitiva todas as unidades da Usina de Fukushima. A Agência de Segurança Nuclear do Japão elabora um pacote definindo novas regras de segurança para as usinas do país, que incluem as orientações baseadas na experiência do acidente de Fukushima. As medidas ainda devem ser submetidas ao primeiro-ministro, Yoshihiko Noda, pelo ministro e porta-voz do governo do Japão, Osamu Fujimura, e os responsáveis pelo Ministério da Indústria, Yukio Edano, e do setor de energia nuclear de Fukushima, Goshi Hosono. |
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| Empresa de RH visa a recolocação de decasséguis no mercado | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 18/06/2011 às 06:18:46 | ||||||||||||||
O projeto recebeu o nome de “Pororoca” Postado por Ipcdigital.com Tokyo, 17 Junho 2011 Vários empresários japoneses foram convidados por uma empresa de recursos humanos para conhecer mais sobre o Brasil. E por que não, também investir no país. A Fujiarte quer estimular novos empreendimentos no Brasil, para que esses negócios possam contratar os brasileiros que retornam do Japão. O projeto recebeu o nome de “Pororoca”. “Acredito que a experiência adquirida no Japão, não só o nihongo, mas a educação adquirida nas fábricas, seguir as normas, seja uma das condições essenciais requeridas na empresa japonesa no Brasil, diz o funcionário da empresa de recursos humanos Masahito Morishita. Durante a palestra, o professor Kotaro Horisaka fez um breve apanhado histórico do país. Ele falou das vantagens que o Brasil pode oferecer, como o desenvolvimento da infraestrutura, de olho nos grandes eventos esportivos previstos para os próximos cinco anos: a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016. Com o Brasil ganhando destaque no cenário econômico internacional, é cada vez maior o número de empresas que querem conhecer melhor o país. Fato que pôde ser comprovado pelo número de participantes na palestra. Esse interesse não é novo. É apenas um retorno do desejo do empresariado japonês em estreitar as relações econômicas com brasil. “A relação empresarial entre Japão e Brasil tem três etapas. A primeira na época de 1950, e outro de 1960 a 1972, e agora, de novo, depois de 1995”, explica Horisaka enfatizando que nos dois períodos anteriores, a procura pelo Brasil era maior entre as grandes empresas. Agora a situação é outra. Empresas de portes pequeno e médio têm demonstrado interesse em expandir os negócios na América do sul, principalmente no Brasil. Por isso, dentre os pontos apresentados por Horisaka, está, por exemplo, o salário mínimo, que atualmente é de R$545. Já o presidente da empresa de recursos humanos, fez questão de valorizar a mão-de-obra decasségui, explicando todo o caminho percorrido pelos descendentes desde a imigração japonesa no brasil. |
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| Código Florestal como foi aprovado na Câmara poderá agravar mudanças climáticas, alertam cientistas | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 29/05/2011 às 04:44:20 | ||||||||||||||
A cientista alertou que haverá mudanças climáticas imediatas no Brasil e na América do Sul com o aumento da derrubada de florestas 28/05/2011 Vladimir Platonow Rio de Janeiro – Quatro dos cientistas brasileiros que fazem parte do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), da Organização das Nações Unidas (ONU), alertaram para o possível agravamento sobre o clima com a entrada em vigência da atual versão do Código Florestal aprovada pela Câmara. Segundo eles, o aumento da pressão sobre as áreas de florestas comprometerá os compromissos internacionais firmados em 2009 pelo Brasil na Conferência de Copenhague, de diminuir em até 38,9% a emissão de gases de efeito estufa (GEE) e reduzir em 80% o desmatamento na Amazônia até 2020. Os cientistas, que são ligados à Coordenação de Programas de Pós-Gradução de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), falaram sobre o assunto durante um seminário que abordou as conclusões de um relatório do IPCC sobre energias renováveis, realizado na última quinta-feira (26). Para a cientista Suzana Kanh, as posições internacionais assumidas pelo país serão prejudicadas, se o Senado não mudar o texto do código aprovado pela Câmara ou se a presidenta da República, Dilma Rousseff, não apresentar vetos. “O impacto do código é muito grande, na medida em que o Brasil tem a maior parte do compromisso de redução de emissão ligada à diminuição do desmatamento. Qualquer ação que fragilize esse combate vai dificultar bastante o cumprimento das metas brasileiras”, afirmou. A cientista alertou que haverá mudanças climáticas imediatas no Brasil e na América do Sul com o aumento da derrubada de florestas para abrir espaço à agricultura e à pecuária, como vem ocorrendo no Cerrado e na Amazônia. “Com o desmatamento, há o aumento da liberação de carbono para a atmosfera, afetando o microclima, influindo sobre o regime de chuvas e provocando a erosão do solo, prejudicando diretamente a população”. O cientista Roberto Schaeffer, professor de planejamento energético da Coppe, disse que a entrada em vigor do Código Florestal, como aprovado pelos deputados, poderá prejudicar o investimento que o país faz em torno dos biocombustíveis, principalmente a cana, como fontes de energia limpa. “Hoje os biocombustíveis são entendidos como uma das alternativas para lidar como mudanças climáticas. No momento em que o Brasil flexibiliza as regras e perdoa desmatadores, isso gera desconfiança sobre a maneira como o biocombustível é produzido no país e se ele pode reduzir as emissões [de GEE] como a gente sempre falou”, disse. O geógrafo Marcos Freitas, que também faz parte do IPCC, considerou que o debate em torno do código deveria ser mais focado no melhor aproveitamento do solo, principalmente na revitalização das áreas degradadas. “O Brasil tem 700 mil quilômetros quadrados de terra que já foi desmatada na Amazônia, e pelo menos dois terços é degradada. Se o código se concentrasse nessa terra já seria um ganho, pois evitaria que se desmatasse o restante. A área de floresta em pé é a que preocupa mais. Pois a tendência, na Amazônia, é a expansão da pecuária com baixa rentabilidade”, afirmou. Para ele, haverá impactos no clima da região e do país, se houver aumento na devastação da floresta decorrente do novo código. “Isso é preocupante, porque a maior emissão [de GEE] histórica do Brasil, em nível global, tem sido o uso do solo da Amazônia, que responde por cerca de 80% de nossas emissões. Nas últimas conferências [climáticas], nós saímos bem na foto, apresentando cenários favoráveis à redução no desmatamento na região. Agora há uma preocupação de que a gente volte a níveis superiores a 10 mil quilômetros quadrados por ano”. A possibilidade de um retrocesso ambiental, se mantida a decisão da Câmara sobre o código, também foi apontada pelo engenheiro Segen Estefen, especialista em impactos sobre os oceanos. “Foi decepcionante o comportamento do Congresso, uma anistia para quem desmatou. E isso é impunidade. Uma péssima sinalização dos deputados sobre a seriedade na preservação ambiental. Preponderou a visão daqueles que têm interesse no desmatamento. Isso sempre é muito ruim para a imagem do Brasil”, disse. O diretor da Coppe, Luiz Pinguelli, enviou uma carta à presidenta Dilma, sugerindo que ela vete parte do código, se não houver mudanças positivas no Senado. Secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Pinguelli alertou para a dificuldade do país cumprir as metas internacionais, se não houver um freio à devastação ambiental. “O problema é o aumento do desmatamento em alguns estados, isso é um mau sinal. Com a aprovação do código, poderemos estar favorecendo essa situação. Seria possível negociar, beneficiando os pequenos agricultores. Mas o que passou é muito ruim”, afirmou Pinguelli, que mantém a esperança de que o Senado discuta com mais profundidade a matéria, podendo melhorar o que foi aprovado na Câmara. |
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| O Pólo Norte pode ficar sem gelo no verão de 2019 e no inverno de 2033 | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 22/05/2011 às 01:28:56 | ||||||||||||||
Processo acelera aquecimento global do planeta ![]() *Postado por Leonardo Moreira Sales O aquecimento global está derretendo o gelo do Ártico a uma velocidade acelerada. Um gráfico feito recentemente pela equipe do Centro de Ciência Polar da Universidade de Washington dá uma ideia do que significa a tendência atual. Seguindo o histórico de encolhimento da superfície gelada dos últimos anos, a projeção é que o Pólo Norte fique sem gelo por volta de 2019, durante algumas semanas de setembro. O mais impressionante é que, segundo a mesma projeção, o Ártico pode ficar sem gelo também no inverno a partir de 2033. O gráfico abaixo mostra o recuo da superfície total de gelo no Ártico nos últimos anos. Cada linha representa um mês. A linha inferior, em vermelho, corresponde a setembro, no fim do verão, o ápice do derretimento. O período observado vai de 1979 a 2009. A partir desta data, uma projeção da tendência decrescente da linha vermelha, de abril, levaria a um verão sem gelo em 2019. A linha mais alta, em roxo, corresponde a abril, no fim do inverno, quando há mais gelo acumulado. A projeção da evolução da linha roxa chegaria a um momento sem gelo em 2033. ![]() O derretimento do Ártico não eleva diretamente o nível dos mares porque ele já está flutuando sobre a água. Mas tem vários impactos no clima da Terra. Primeiro, muda correntes marinhas importantes, como as que regulam o clima do Atlântico Norte. Também acelera o aquecimento geral do planeta porque acaba com a camada branca reflexiva do gelo, que hoje representa o maior mecanismo de resfriamento da Terra. O derretimento do Ártico pode apressar o colapso das grandes geleiras da Groenlândia. Essas sim têm capacidade para elevar em alguns metros o nível do mar. |
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| Honda demite 400 funcionários no interior de São Paulo | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 20/05/2011 às 13:36:55 | ||||||||||||||
O tsunami ocorrido no Japão em março afetou os fornecedores de componentes eletrônicos Agência Brasil 18/05/2011 São Paulo – A montadora japonesa Honda anunciou no dia (18) a demissão de 400 funcionários da fábrica localizada em Sumaré, interior paulista, o que representa 12% do efetivo da unidade. Segundo a empresa, o tsunami ocorrido no Japão em março afetou os fornecedores de componentes eletrônicos, itens que não puderam ser substituídos. “A partir de junho, a empresa terá de reduzir em 50% sua produção de automóveis, de 600 para 300 unidades diárias. Com isso, a unidade de Sumaré, que atualmente opera em três turnos, passará a trabalhar em dois turnos, e esta situação acarretará a ociosidade de aproximadamente 1,2 mil colaboradores”, informou a nota divulgada pela fabricante. De acordo com a Honda, a decisão foi tomada após se esgotarem as opções negociadas com o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região. A empresa afirmou ainda que “tão logo a situação se regularize, espera poder retomar seu ritmo normal de atividade”. Agora, a empresa estuda “alternativas para os demais funcionários que estarão ociosos no período de redução da produção”. A reportagem da Agência Brasil não conseguiu contato com os representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região. |
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| Enem deve ser nos dias 22 e 23 de outubro; edital anunciará outra prova em maio de 2012 | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 13/05/2011 às 14:05:37 | ||||||||||||||
A intenção do MEC é aplicar duas edições do Enem por ano ![]() Por Amanda Cieglinski Agência Brasil Brasília - O Ministério da Educação (MEC) confirmou hoje (12) que deve anunciar na próxima semana as datas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011/2012. A edição deste ano será em outubro provavelmente nos dias 22 e 23. A outra prova deve ser marcada para maio de 2012, nos dias 5 e 6. Os técnicos do MEC trabalham nos últimos detalhes do edital que deverá ser publicado na próxima semana. Com uma prova marcada para o primeiro semestre de 2012, confirma-se a intenção do MEC em aplicar duas edições do Enem por ano. Em 2009 o MEC deu início a um projeto de substituição dos vestibulares tradicionais pelo Enem. A partir do resultado da prova, os alunos se inscrevem no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e podem pleitear vagas em instituições públicas de ensino superior de todo o país. No ano passado, foram ofertadas 83 mil vagas em 83 instituições, sendo 39 universidades federais. A participação no Enem também é pré-requisito para os estudantes interessados em uma bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni). Os benefícios são distribuídos a partir do desempenho do candidato no exame e podem ser integrais ou parciais, dependendo da renda da família. Para participar do programa é necessário ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou em colégio privado com bolsa integral. Em 2010, mais de 4 milhões de candidatos se inscreveram para participar do exame. |
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| Japão: o cotidiano dos brasileiros nas cidades atingidas pelo terremoto | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 17/03/2011 às 23:59:39 | ||||||||||||||
“Vivenciamos todo o pânico do maior terremoto no país, e mesmo já decorridos seis dias da tragédia, percebe-se que a situação de pavor e medo toma conta da vida de muitos dos brasileiros" ![]() A cozinha de casa após o terremoto
*Por Milton Saito O fato de mantermos residência na cidade de Otawara (Província de Tochigi), a exatamente 100 km da cidade de Fukushima, explica o porquê da interrupção nos postes no nosso blog do Portal UNIOL. Vivenciamos todo o pânico do maior terremoto no país (11/03/2011), e mesmo já decorridos seis dias da tragédia, percebe-se que a situação de pavor e medo toma conta da nossa vida e da vida de muitos dos brasileiros que vivem no Japão. Ainda perplexos e traumatizados com a magnitude e intensidade (9.0 da escala Richter), parece que o país, ao contrário do que se pensava, não está totalmente preparado para enfrentar as causas e consequências deste desastre. ![]() Apagão paralisa a venda de produtos nas máquinas
Se adaptar à nova realidade é o grande desafio do cotidiano. Enfrentamos uma série de problemas. Encontrar uma nova residência - com uma infraestrutura não comprometida e que ofereça certo nível de segurança, encarar a falta de energia elétrica, falta de alimentos prontos e in natura, falta de água em prédios e residências, água potável (mineral) e combustível para locomoção dos automóveis – são situações novas colocadas pelo pós-desastre. Os transtornos afetam também as empresas que, com os apagões, não conseguem manter a regularidade da jornada de trabalho dos operários e, consecutivamente, reduzem seus salários, já que parte dos prestadores de serviços é terceirizada e ganha por hora/trabalho. Caos e a omissão governamental Faltam alojamentos e suprimentos necessários para o enfrentamento do frio e das nevascas para parte da população que perdeu suas casas. Soma-se a tais carências o fato de alguns dos municípios terem prédios públicos condenados pela defesa civil e que dificulta o acesso da população a estes serviços. É o caso dos prédios da Prefeitura e do hospital de Otawara, com grande demanda de atendimento ao público, e vetados pela defesa civil. Mas o pânico maior persiste, pois os tremores diários são uma constante e ameaçam a aparente calmaria. Variam de intensidade, tempo de duração e quantidade diária. Um carnaval de insegurança. ![]() Rede de supermercado popular fecha algumas unidades e só abrem outras parcialmente
Nas províncias e cidades vizinhas a situação permanece. Enfrentam-se filas para aquisição de tudo. Os japoneses, famosos pelo consumismo, na atualidade estocam alimentos e também produtos de necessidades básicas. A falta destes artigos provoca a elevação de preço das poucas mercadorias ainda nas prateleiras. O que faz o Estado? Tenta amenizar o caos, por meio de informações, a meu ver, contraditórias e que não condizem com a nossa realidade. Como também perdemos nossa residência, e não temos ainda como pagar preços elevados para aquisição de novas, só nos restou a opção de morar dentro do carro. ![]() Áreas comerciais inteiras paralisadas
Assim, parte dos brasileiros que tiveram suas residências afetadas, recorrem à casa de amigos e parentes, e quem possui uma reserva financeira, contrata uma nova locação. Combustíveis – No que se refere aos combustíveis, enfrenta-se filas de até 200 veículos para abastecer com quantidades estabelecidas pelo racionamento. O querosene, usualmente consumido nas residências para manter os aquecedores, sumiu. Se, por um milagre, encontrar arroz nos supermercados, dentre os poucos que permanecem abertos – pois alguns destes estabelecimentos fecharam as portas por terem seus prédios comprometidos com o terremoto –, a compra se faz de forma racionada. Indecisão – No máximo, um pacote de 5 quilos por família. Por essas e outras, há filas enormes nestes departamentos. ![]() Os veículos se transformam em moradia
Como se vê, vive-se uma situação de indecisão, que a cada dia colabora para que membros da comunidade deixem o país o mais rápido possível. Contudo, há de se ter paciência, pois encontrar uma passagem aérea é o outro grande desafio. ![]() Nos automóveis os produtos básicos para o consumo diário
![]() Filas com mais de 200 carros para abastecer
![]() A porta de entrada do apartamento após o terremoto
![]() Rachaduras comprometem todo o prédio
![]() O reboco se desfaz
![]() O medo do prédio ruir
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| Terremoto/Japão: Consulado divulga nota de esclarecimento à comunidade; leia na íntegra | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 17/03/2011 às 12:43:47 | ||||||||||||||
Leia abaixo a nota divulgada divulgada pelo Consulado-Geral do Brasil em Tóquio na quarta (16): 18/03/2011 Ipcdigital.com Devido a informações desencontradas veiculadas pela imprensa e por meio de redes sociais, o Consulado-Geral do Brasil em Tóquio esclarece o seguinte: - O Governo Federal Brasileiro, o Itamaraty, a Embaixada do Brasil no Japão e os Consulados-Gerais do Brasil em Tóquio, Nagóia e Hamamatsu estão monitorando atentamente os acontecimentos no Japão desde o terremoto e o tsunami de sexta-feira e estudando quais medidas serão tomadas caso a situação da Usina Nuclear de Fukushima venha a representar risco concreto às comunidades brasileiras. Neste momento, entretanto, as informações disponíveis indicam não haver risco sério de contaminação nuclear das populações fora do perímetro estabelecido pelo governo japonês ao redor da Usina de Fukushima. As informações de que haveria aviões brasileiros a caminho para buscar cidadãos são neste momento falsas; - O Consulado-Geral organizou missão para a retirada dos brasileiros que o quiserem das regiões de Sendai e Fukushima, regiões severamente afetadas pelo terremoto e pelo tsunami. Esta missão encontra-se agora em andamento. Não há previsão, neste momento, de missões de retirada de brasileiros de Ibaraki ou outras regiões; - O Consulado-Geral sugere que os brasileiros mantenham a calma, economizem recursos e energia e mantenham-se informados junto às prefeituras de suas localidades quanto a eventuais medidas emergenciais a serem tomadas. Terremoto no Japão - Atendimento Emergencial O Consulado-Geral do Brasil em Tóquio está funcionando em regime de emergência, 24 horas por dia, desde o dia 11 de março, com vistas a prestar toda a assistência possível à comunidade brasileira em sua jurisdição neste momento de extremas dificuldades. A sede do Consulado-Geral, no bairro de Gotanda em Tóquio, está operando normalmente para atendimento ao público, e em horário ampliado, das 9h às 16 horas. O Setor de Assistência a Brasileiros do Consulado-Geral do Brasil em Tóquio está operando de forma ininterrupta, 24 horas, sete dias por semana, desde o dia 11 de março. O Setor de Assistência pode ser contactado pelos seguintes telefones: 03-5488-5665 (a partir do Brasil, ligue 00-XX-81-3-5488-5665) 050-6860-6242 (a partir do Brasil, ligue 00-XX-81-50-6860-6242) O e-mail do Setor de Assistência a Brasileiros é assistencia@consbrasil.org Sugerimos aos brasileiros que têm acesso à internet que enviem suas consultas preferencialmente por e-mail, para facilitar o atendimento. O Consulado-Geral também pode ser contactado, em casos de emergência, pelo telefone celular 090-6949-5328. IMPORTANTE: Este número de celular é apenas para emergências envolvendo brasileiros afetados pelo terremoto e pelo tsunami. É importante manter a linha desocupada para que as pessoas efetivamente em emergência possam contactar o plantão prontamente. O Consulado-Geral pede a colaboração de todos para usar esta linha SOMENTE EM EMERGÊNCIAS. Membros da imprensa devem dirigir suas consultas ao Consulado-Geral por e-mail, para o endereçoassistencia@consbrasil.org, ou por telefone fixo, no horário comercial no Japão, para o número 03-5488-5665 (a partir do Brasil, ligue 00-XX-81-3-5488-5665). |
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| Brasileiro causa acidente e é preso por dirigir embriagado | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 24/02/2011 às 15:18:30 | ||||||||||||||
O que diz a lei? ![]() Foto/Arte: G1
Com Portal Web News e G1 – 24/02/2011 A delegacia de Ashikaga (Tochigi) prendeu ontem (23), um brasileiro de 49 anos residente em Oizumi (Gunma) com acusação de dirigir sob influência de álcool (Shukiobi Unten). Segundo o website do jornal Shimotsuke, o brasileiro estava dirigindo um carro compacto (keijidousha) na cidade com dosagem de álcool acima do permitido na lei e colidiu com outro veículo que estava parado no semáforo. Não há informações de vítimas. O que diz a lei: Punição para o motorista Direção alcoolizada (Sakeyoi Unten): prisão de até cinco anos ou multa de até um milhão de ienes. Direção sob influência de álcool (Shukiobi Unten): prisão de até três anos ou multa de até 500 mil de ienes. Pontos na habilitação Direção alcoolizada (Sakeyoi Unten): 35 pontos. Direção sob influência de álcool (Shukiobi Unten): Punição para quem emprestou o veículo Motorista com direção alcoolizado (Sakeyoi Unten): prisão de até cinco anos ou multa de até um milhão de ienes. Motorista com direção sob influência de álcool (Shukiobi Unten): condenação de até três anos ou de até 500 mil de ienes. Punição para quem ofereceu bebidas (RESTAURANTE, AMIGOS, ETC) e para o passageiro Motorista com direção sob influência de álcool (Shukiobi Unten): condenação de até dois anos de prisão ou multa de até 300 mil de ienes. Direção perigosa causando acidente com morte ou ferimento Acidente com morte ou ferimento causado por direção perigosa sob efeito de álcool, é aplicado punição que impõe no máximo 20 anos de prisão. FONTE: Polícia de Tóquio |
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| Brasil questiona na OMC subsídios japoneses para exportação de aviões | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 19/02/2011 às 02:00:04 | ||||||||||||||
O mercado de jatos comerciais de pequeno e médio portes é dominado, atualmente, pelo Brasil, com a Embraer, e pelo Canadá, sede da empresa Bombardier ![]() Embraer ERJ-190 (Foto: Airlinesnet)
Com Agência Brasil – 17/02/2011 Brasília – Para evitar que a Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) perca mercado na exportação de aviões, o Brasil decidiu questionar, na Organização Mundial do Comércio (OMC), os subsídios concedidos pelo Japão à empresa Mitsubishi Regional Jet, potencial competidora do Brasil no mercado mundial de aviação. ![]() Bombardier (Foto: Aviationnews)
Apesar da preocupação do governo brasileiro, os esclarecimentos japoneses não terão impacto jurídico. O pedido brasileiro por informações serve como alerta para que não haja uma disputa comercial. O mercado de jatos comerciais de pequeno e médio portes é dominado, atualmente, pelo Brasil, com a Embraer, e pelo Canadá, sede da empresa Bombardier. O Japão é um importante candidato para entrar nessa disputa. No entanto, o governo brasileiro levanta dúvidas sobre as facilidades que o governo do Japão oferece para financiar as operações da indústria local. Edição: Vinicius Doria ![]() Mitsubishi MRJ90 (Foto: JRLucarinyModels)
![]() Mitsubishi MRJ90 (Foto: JRLucarinyModels)
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| Brasileiros vindos do exterior terão apoio para reinserção ao mercado de trabalho | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 16/02/2011 às 13:56:12 | ||||||||||||||
Em São Paulo, ministro Carlos Lupi inaugura centro que auxiliará brasileiros que retornarem do exterior, principalmente do Japão ![]() Ministro do Trabalho e Emprego Carlos Luppi (Foto: Elza Fiúza/ABr)
Com Osvaldo Bertolino – 16/02/2011 (www.outroladodanoticia.com.br) Brasileiros que retornarem do exterior e estiverem em busca de recolocação profissional no mercado de trabalho terão um auxílio especial a partir desta segunda-feira (10). Foi inaugurado o Núcleo de Informação e Apoio aos Trabalhadores Brasileiros Retornados do Exterior, que terá como principal função orientar os brasileiros que, de volta ao país, busquem acesso aos serviços públicos e a reinserção ao mercado de trabalho. Inaugurado pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, o núcleo de apoio prestará serviço aos trabalhadores que retornarem do exterior, principalmente do Japão. Segundo estudos do Conselho Nacional de Imigração (CNIg), os maiores fluxos de retorno de brasileiros do exterior são oriundos do Japão e dos Estados Unidos, países que tiveram forte impacto da crise financeira, iniciada em 2008. No caso do Japão, informações de autoridades japonesas apontaram para um retorno de cerca de 80 mil brasileiros entre outubro de 2008 e abril de 2010. “Muitos desses brasileiros residiram durante anos no exterior e, em vários casos, apresentam dificuldades em se reintegrar ao mercado de trabalho brasileiro. Estes trabalhadores têm conhecimentos e qualificações adquiridas no exterior, mas, por falta de orientação, desperdiçam importantes oportunidades”, avalia o coordenador-geral de Imigração do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e presidente do Conselho Nacional de Imigração (CNIg), Paulo Sérgio de Almeida. Para Almeida, o Núcleo de Informação e Apoio a Trabalhadores Brasileiros Retornados do Exterior significa o reconhecimento de uma nova tendência migratória dos fluxos internacionais do Brasil: o aumento no retorno de brasileiros que viviam no exterior e que decidiram voltar para ‘casa’. O coordenador explica que tal movimento tem ocorrido por vários fatores, entre eles a crise que assola as principais economias desenvolvidas, gerando desemprego e redução de salários para muitos brasileiros emigrantes. “Além disso, outros fatores também têm sido considerados, como o endurecimento das políticas em relação aos imigrantes nos EUA e nos países europeus, gerando uma onda de discriminação e xenofobia; e especialmente o crescimento da economia brasileira, com uma sensível melhora no mercado de trabalho, aliada à melhora da imagem do Brasil no exterior.” Serviço: O endereço do Núcleo de Informação e Apoio aos Trabalhadores Brasileiros Retornados do Exterior é: Rua São Joaquim, 381, no bairro da Liberdade, na capital paulista. Da Rede Brasil Atual |
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| Japoneses fazem passeata pelo fim do sistema imperial | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 13/02/2011 às 04:29:40 | ||||||||||||||
Para eles, a manutenção do sistema imperial seria a origem da discriminação na sociedade japonesa ![]() Foto: Press/TV
Japão – Ipcdigital.com: 13/02/2011 Centenas de japoneses fizeram na sexta-feira (11) uma passeata em Tóquio pedindo o fim do sistema imperial no país, informou o site Press TV. A manifestação aconteceu no feriado, Dia Nacional da Fundação do Japão. Os manifetantes gritavam slogans contra a guerra e pediam a saída das bases norte-americanas do país. Para eles, a manutenção do sistema imperial seria a origem da discriminação na sociedade japonesa. Um grupo de ultranacionalistas apareceu durante a passeata e ameaçou os manifestantes. A polícia acompanhou e filmou o protesto. Os principais veículos da mídia japonesa ignoraram a manifestação. |
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| Estudante de 16 anos é aprovada em nove vestibulares para medicina | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 10/02/2011 às 08:02:30 | ||||||||||||||
Marcela Malheiro, de 16 anos, passou na USP, Unicamp, Unesp, UFRJ, Unifesp… ‘Sempre fui exigente demais comigo’, diz Marcela. Garota vai estudar na Universidade de São Paulo (USP) Fonte: G1 - 09/02/2011 ![]() Marcela Malheiro, de 16 anos, passou na USP, Unicamp, Unesp... (Foto: Raul Zito/G1)
Marcela Malheiro Santos, de 16 anos, tem o privilégio de escolher entre o curso de medicina de nove universidades brasileiras. A estudante foi aprovada nas principais instituições de ensino do país, entre elas: Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No total, Marcela prestou 13 vestibulares. Passou em nove, não passou em quatro (veja quadro ao lado). A estudante já decidiu: vai fazer o curso de medicina da USP. Filha de um bancário e uma profissional de biblioteconomia, a estudante diz que seus pais nunca exigiram que ela fosse uma aluna excelente e tivesse sucesso no vestibular. A mãe, inclusive, avisou que a família faria um esforço para mantê-la em uma universidade particular caso ela não conseguisse vaga nas públicas. Porém, Marcela nem trabalhou com esta hipótese. Instituições em que Marcela foi aprovada: Universidade de São Paulo (USP) Instituições em que Marcela não foi aprovada Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) “Sempre fui exigente demais comigo. Na escola se eu tirasse nove ficava mal e ia questionar o professor”, disse Marcela ao receber a reportagem do G1 em sua casa, no bairro de Pirituba, em São Paulo, na manhã desta quarta-feira (9). Em plena entrevista, o nome da vestibulanda aparecia em mais uma lista, a dos aprovados em medicina pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Mesmo antes de concluir o ensino médio, o nome da estudante já aparecia na lista de classificados da USP. No ano passado, ela foi aprovada como treineira na área de biológicas, e no primeiro ano do ensino médio também passou para a segunda fase, mas não fez a prova porque foi viajar. ![]() Estudante já havia sido aprovado como treineira na Fuvest em 2010 (Foto: Raul Zito/G1)
Quando criança, ela ‘pulou’ um ano Ainda criança, Marcela mostrou seu potencial. Quando tinha 6 anos, sua mãe foi informada pela professora de educação infantil da escola onde estudava que a menina já estava alfabetizada e portanto atrapalhava o andamento da turma, por isso deveria ser matriculada no primeiro ano do ensino fundamental, ou seja, “pular” um ano. A mãe, na época, teve dificuldades de encontrar um colégio que aceitasse a matrícula já que a menina ainda não havia completado 7 anos. Aluna do Colégio Integrado Objetivo, em São Paulo, Marcela diz que não esperava passar em nenhum dos vestibulares que prestou. Tanto que chegou a se matricular como garantia na PUC-Paraná, uma das primeiras instituições a divulgar o resultado. “Toda vez que via meu nome na lista de aprovados ficava muito surpresa”, afirma. Dedicação Tanto sucesso não foi à toa. Marcela sempre foi boa aluna, ama ler e reservou o ano de 2010 para se preparar ao vestibular. Desistiu das aulas de balé, jazz e sapateado, das conversas com os amigos pela internet, e dos passeios. No máximo, dava uma volta de meia hora de bicicleta, pelo bairro onde mora, em Pirituba, aos domingos. De manhã, frequentava as aulas regulares do terceiro ano do ensino médio, e à tarde aproveitava as atividades extras da escola, como plantão de dúvidas e aulas de redação. Em casa estudava na escrivaninha no quarto, sob silêncio total. “Nunca fui de ficar estudando o tempo todo, mas prestava muita atenção nas aulas. Os professores dão dicas do que vai cair e há questões modelo que você pode treinar”, destacou. ![]() Nas horas de descanso dos estudos, Marcela gostava de andar de bicicleta (Foto: Raul Zito/G1)
A tática de Marcela foi inversa da maioria dos vestibulandos. Entre janeiro a maio de 2010, ela pegou pesado nos estudos, e relaxou no segundo semestre. “Não dá para estudar como maluca. Você fica muito cansada e dá mais nervosismo na hora da prova.” Escolha A opção por estudar medicina veio de empurrão dos pais que consideram que ela tem perfil para carreira. A garota não imagina como será o curso, nem tem ideia da especialidade que pretende seguir. No momento, está ansiosa com o trote. “Estou com um pouco de medo, mas conheço uma menina que está no segundo ano que pode me ajudar”, brinca. Concluída a missão de passar no vestibular, Marcela tem planos de fazer dança de salão e voltar a viajar – uma de suas paixões. Quando fez 15 anos pode escolher entre uma festa e uma viagem. Fez a segunda opção e passou 30 dias viajando pela Europa com a irmã que também seguiu carreira em saúde e é dentista. Para comemorar o sucesso nos vestibulares, Marcela pretende fazer uma nova viagem com os pais. Veja dicas de estudos da vestibulanda - Se possível, dedicar o ano aos estudos e dispensar demais compromissos; |
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| JSA cancela o Torneio da Primavera de sumô | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 07/02/2011 às 01:21:40 | ||||||||||||||
Os casos de combates combinados foram descobertos na semana passada Japão - Com Ipcdigital.com: 07/02/2011 A Associação de Sumô do Japão (JSA) decidiu neste domingo (6) cancelar o Torneio da Primavera, que deveria ser realizado em março, por causa de um escândalo sobre supostos combates combinados. ![]() Foto: Sumô Gabu-Chan
O torneio deveria começar em Osaka no dia 13 de março, mas a JSA, em reunião extraordinária, decidiu cancelá-lo por causa da investigação em curso. É a primeira vez que um torneio de sumô é suspenso por causa de um escândalo. Em 1946 também se cancelou o Torneio de Verão, mas foi porque o local das lutas em Tóquio teve que ser reformado após os danos sofridos na Segunda Guerra Mundial. O caso dos combates combinados foi descoberto na semana passada, após a polícia descobrir várias mensagens de texto nos telefones celulares de um lutador e de um treinador que, aparentemente, revelavam acordos para pactuar resultados. A polícia tinha apreendido os celulares no ano passado, no marco de outra investigação sobre uma suposta rede de apostas irregulares controlada por grupos mafiosos. Após publicar-se o escândalo, dois lutadores, Chiyohakuho e Enatsukasa, admitiram para a JSA terem combinado o resultado de vários combates em torneios e resolveram deixar o sumô. ![]() Foto: Blondell Net
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| Missão brasileira discute exportação de carne suína para o Japão | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 01/02/2011 às 06:25:19 | ||||||||||||||
O Japão é o maior importador mundial do produto Com Agência Brasil - 28/01/2011 Brasília - O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Francisco Jardim, tem reunião hoje (28) com integrantes do Ministério da Agricultura, Floresta e Pesca do Japão. No encontro, ele deve apresentar proposta de roteiro para a vinda de missão japonesa ao Brasil, no primeiro trimestre deste ano, a fim de visitar indústrias de carne suína. ![]() Chashu men misso (Foto: Blog Cru e Cozido)
O Japão é o maior importador mundial do produto e representa um mercado de US$ 4 bilhões por ano. Uma missão do governo brasileiro visita desde o começo da semana a China e o Japão para ampliar o mercado de carne de aves e de suínos aos dois países. A China é o país que mais compra produtos agrícolas do Brasil. Em 2010, as exportações do agronegócio para o país asiático renderam US$ 11 bilhões. Para o Japão, o total exportado alcançou US$ 2,4 bilhões, o que equivale a 32,6% a mais que em 2009, com US$ 1,8 bilhão. ![]() Tonjiru (Foto: Blog Cozinha Japonesa)
![]() Tonkatsu (Blog To com fome)
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| Justiça proíbe queimada de cana na região de Franca (SP) | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 29/01/2011 às 05:37:25 | ||||||||||||||
![]() Imagem - InovaBrasil
Com JULIANA COISSI - 28/01/2011 DE RIBEIRÃO PRETO - Folha.com A 1ª Vara Federal de Franca concedeu liminar que proíbe a queima da palha da cana-de-açúcar no município e em mais nove cidades vizinhas. Cabe recurso. A decisão, da última quarta-feira, determina que a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) e o Estado não emitam novas licenças e autorizações para a queima da palha, que serve para facilitar a colheita manual pelo boia-fria. Além de Franca, estão incluídas na decisão as cidades de Cristais Paulista, Itirapuã, Jeriquara, Patrocínio Paulista, Pedregulho, Restinga, Ribeirão Corrente, Rifaina e São José Da Bela Vista. Apesar de a decisão judicial entrar neste mês em vigor, as autorizações só valem durante a safra, que deve começar no final de abril, segundo o gerente regional da Cetesb, Marco Artuzo. Na decisão, a juíza federal Fabíola Queiroz afirma que, se existe efeito ao meio ambiente e "consequente degradação", apresentar o estudo de impacto ambiental, chamado EIA/Rima é uma obrigação, "não tendo o poder público autorização constitucional para dispensá-lo". Ainda segundo a juíza alega na decisão, "ficou demonstrado que os danos causados pela queima da palha de cana são muito graves e provocam impacto ambiental de proporções extremamente elevadas." A Cetesb, em nota, disse que ainda não foi notificada. O órgão não soube estimar quantas queimas ocorrem por dia na microrregião de Franca durante a safra. A Procuradoria Geral do Estado disse que em tese deve recorrer da decisão. USINEIROS O representante regional da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), Sérgio Prado, disse que a entidade não comenta decisões que não sejam de caráter definitivo pela Justiça. A Unica, diz Prado, orienta as associadas de que a queima é uma prática transitória que, pela lei estadual, deve se encerrar até 2017. |
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| Japão tem recorde de furtos feitos por aposentados em lojas | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 28/01/2011 às 00:28:11 | ||||||||||||||
Um total de 27.362 aposentados foram presos em 2010 sob acusação de furto DA BBC BRASIL e Folha.com Um relatório anual divulgado pela polícia no Japão revelou que o número de furtos em lojas atribuídos a aposentados atingiu um nível recorde no país no ano passado. Segundo o documento da Agência Nacional de Polícia, 26,1% dos acusados de furtos em lojas detidos em 2010 tinham mais de 65 anos. Um total de 27.362 aposentados foram presos em 2010 sob acusação de furto em lojas, um número quase igual ao de adolescentes. De acordo com a polícia, este recorde representa uma tendência constante nos últimos anos. Alimentos e roupas Em 2010 a maioria dos aposentados furtou alimentos ou roupas em vez de objetos mais caros, segundo a agência. Uma autoridade da polícia informou ao jornal Mainichi que os aposentados não furtam apenas por uma questão financeira, mas "também devido a um sentimento de isolamento, peculiar à idade". A sociedade japonesa está passando por um rápido processo de envelhecimento e sua economia continua enfrentando dificuldades. Mais de 20% da população do país tem mais de 65 anos, um número que deve aumentar para cerca de 40% em 2050. Nas últimas décadas as residências japonesas mudaram. Tradicionalmente três gerações de uma mesma família moravam em uma única casa, mas esta estrutura mudou. Muitos jovens se mudaram para as cidades maiores para encontrar emprego, e os idosos acabaram morando sozinhos. Os aposentados que querem trabalhar têm dificuldade em encontrar um emprego devido à crise econômica. |
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| Japão: associações oferecem asilo de luxo para cães labradores aposentados | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 27/01/2011 às 02:54:39 | ||||||||||||||
Descanso merecido para os cães guias ![]() Quando os labradores morrem, ganham até túmulos com homenagens (Foto: Made in Japan)
Por Redação Made in Japan - 20.01.2011 Banho de sol em terraço especial, leitos confortáveis e um programa de spa - tudo sob os olhares e cuidados de enfermeiras treinadas para lidar com pacientes fisicamente debilitados por causa da idade. Engana-se quem achou que os idosos da clínica são seres humanos: os velhinhos que tem direito a todas essas regalias são cães. Para os que estão aposentados, os cachorros da raça labrador podem desfrutar os últimos suspiros de suas vidas na Associação para Cães Guias de Hokkaido. Lá, os velhinhos caninos dispõem da atenção das veterinárias e de uma infra-estrutura de dar inveja a qualquer asilo. Mas nem todos podem aproveitar a aposentadoria plenamente. Após a vida inteira servindo os homens, ajudando deficientes visuais, alguns encontram-se em estado tão crítico que mal podem caminhar, ficando a maior parte do tempo sob as cobertas. ![]() Labrador toma banho de sol na Associação para Cães Guias de Hokkaido (Foto: Made in Japan)
E para aqueles que já partiram dessa para melhor, altares com fotos, lápides especiais e estátuas em homenagem ao falecido. Não é raro ver seus familiares - ou melhor, antigos donos - visitarem o túmulo canino, orando e deixando oferendas, as guloseimas que o fiel amigo mais gostava. Tanto privilégio pode parecer exagero, mas independentemente de como levam a terceira idade, nenhum desses cães teve uma vida nos padrões dos animais de estimação comum. Logo após o nascimento, o filhote é levado para a casa de uma família que esteja disposta a oferecer carinho - mas só até o cãozinho completar um ano de idade. Segundo adestradores, esse é um período delicado, em que o animal precisa ter o máximo de contato com humanos para poder, mais tarde, retribuir o amor que recebeu. ![]() Para os que estão aposentados, há um asilo onde são tratados com todos os mimos (Foto: Made in Japan)
Depois da temporada com os donos provisórios, o labrador volta ao canil, onde não é mais permitido rever a família. Lá, passa por um rigoroso treinamento até ser apto a lidar com deficientes visuais. Desde então, devota sua vida a servir o homem. Esta reportagem foi publicada originalmente na revista Made in Japan 142, de julho de 2009. |
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| Toyota mantém liderança mundial mesmo com crise de recall | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 26/01/2011 às 00:36:27 | ||||||||||||||
A Toyota superou por pouco a americana GM Na mídia – Da France Presse, em Tóquio (São Paulo) A montadora japonesa Toyota manteve a liderança do setor automobilístico em 2010 com 8,42 milhões de veículos vendidos, apesar da crise dos recalls que afetou a empresa no início do ano passado, segundo números divulgado pelo grupo nesta segunda-feira. O resultado representa uma alta de 8% nas vendas na comparação com 2009, segundo a empresa. A Toyota superou por pouco a americana GM (General Motors), que vendeu 8,39 milhões de unidades, segundo números apresentados pela empresa que tem sede em Detroit. No final de 2009 e início de 2010, a Toyota convocou recalls para quase nove milhões de carros no mundo em consequência de diversos problemas técnicos, em particular nos pedais de aceleração, que podiam ser bloqueados, e no sistema de freio, que reagia com atraso, em uma da piores crises da história do grupo. Imagem A número um do setor automotivo, que fez sua fama com base na qualidade e alta tecnologia de seus modelos, tem enfrentado situações difíceis e responde por mais de 200 ações judiciais separadas nos Estados Unidos -- que foram encaminhadas a cortes federais. O caso consiste de ações por fraude ao consumidor, além de ações em casos de morte e pedidos de indenização por ferimentos, partindo da queixa de que carros e caminhões da Toyota aceleraram inesperadamente, sem o controle do motorista. Problemas com aceleração involuntária e repentina levaram a Toyota a convocar o recall de mais de 6,5 milhões de veículos nos Estados Unidos para corrigir dois defeitos que a montadora apontou como responsáveis --tapetes inadequados que prendiam o acelerador e pedais que ficavam presos. Além disso, a japonesa passa por uma séria crise de imagem, desde o começo de 2010, quando anunciou sucessivos recalls em diversos mercados do mundo. O número alto de reparos ou substituições levou o presidente da companhia, Akio Toyoda, a pedir desculpas públicas no mês de março pelos problemas técnicos e pelas falhas no controle de qualidade de seus veículos na China. Uma grave crise no fim de 2009 e início de 2010 obrigou a Toyota a convocar o recall de mais de 10 milhões de automóveis no mundo por uma série de problemas técnicos, em particular nos pedais de aceleração, que poderiam ficar bloqueados. O recall de milhões de veículos do mercado não se restringe apenas à China. Só nos Estados Unidos e Japão, a empresa foi obrigada a reparar cerca de 1,33 milhão de veículos. No Brasil, cerca de 107 mil veículos do modelo Corolla foram chamados para substituição de peças que não ofereciam segurança adequada na utilização do carro. Em 2009, a companhia passou ainda por perdas históricas provocadas pela recessão mundial. |
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| Desaparecido desde setembro, brasileiro é encontrado morto | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 22/01/2011 às 05:29:58 | ||||||||||||||
No dia em que saiu de casa, Aristóteles Yamada tinha ido fazer uma consulta no hospital e o médico diagnosticou que ele tinha diabetes Com Revista Alternativa e Portal Webnews.com O brasileiro Aristóteles Yamada, 35 anos, que estava desaparecido desde setembro do ano passado, foi encontrado morto no último dia 15 em uma região montanhosa de Tochigi (cidade localizada na província de mesmo nome). A identificação do corpo foi possível graças a um exame de DNA, cujo resultado saiu na quinta-feira 20. Segundo o jornal Shimotsuke, um japonês de 64 anos encontrou o corpo ao caminhar pelo local com a intenção de colher batatas silvestres. Havia uma barraca improvisada de plástico e a polícia acredita que o brasileiro estava vivendo nela nesse período em que ficou desaparecido. ![]() O irmão da vítima, Alexandre Yamada, informou que a cerimônia de cremação vai acontecer neste domingo. "Quero que as pessoas se lembrem dele como um cara alegre, divertido e brincalhão", disse ele nesta sexta-feira. Aristóteles saiu de casa em setembro e não deu mais notícias ao irmão, que morava com ele em Sano (Tochigi). Até hoje, Alexandre não sabe explicar precisamente o motivo que o levou a cometer tal atitude. No dia em que desapareceu, Aristóteles tinha ido fazer uma consulta no hospital e o médico diagnosticou que ele tinha diabetes. Além disso, precisaria ser internado para tratar de inflamações que tinha nos pés. |
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| Tem japonês no samba | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 20/01/2011 às 05:13:18 | ||||||||||||||
Grupo de Toyota dá aulas gratuitas de samba para moradores ![]() Associação Brasileira de Homigaoka (Abrahomi) é a responsável pelas aulas que acontecem na escola Nishi Homi Shoogakoo (Foto: Ipcdigital.com)
Japão / Com Ipcdigital.com – 20/01/2011 Há quatro anos um grupo de moradores de Toyota, Aichi, se reúne aos fins de semana para ensaiar bateria de samba e ensinar os interessados em aprender a tocar os instrumentos gratuitamente. A iniciativa começou com Sérgio Matsuda, 55, que desde criança na zona norte de São Paulo, sempre preferiu a batida dos tambores do samba ao taikô japonês. “Éramos uma família japonesa que fazia batucada de samba”, lembra. Residindo no arquipélago há 20 anos, dos quais 10 no conjunto residencial Homi Danchi que concentra a maior parte dos brasileiros da cidade, Matsuda e o grupo da Associação Brasileira de Homigaoka (Abrahomi) ensina o manejo dos instrumentos de percussão para os moradores e visitantes interessados num espaço cedido pela escola japonesa Nishi Homi Shoogakoo. O grupo se apresenta regularmente em festivais culturais e internacionais da cidade representando a cultura do Brasil. As aulas acontecem todos os sábados das 9h às 12h, e a escola Nishi Homi Shoogakoo em frente ao conjunto Homi Danchi. Acesso: desça na estação Homi da linha Aichi Kanjoo Sen. Pegue o ônibus e desça dez minutos depois na parada Nishi Homi Shoogakoo Mae ou venha caminhando da estação (10 minutos). Mais informações pelo telefone: 080-4304-2442 (Luiz). |
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| Drauzio Varella entrevista o professor e geógrafo Aziz Ab´Saber | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 15/01/2011 às 12:11:10 | ||||||||||||||
* Por Drauzio Varella Aziz Ab’Saber nasceu em São Luiz do Paraitinga, no dia 24 de outubro de 1924. Estudou em Caçapava e Taubaté, onde descobriu o interesse pelas humanidades. Entrou no curso de História e Geografia da USP, em 1941, com apenas 17 anos. Já no segundo curso, na primeira visita a campo para a aula de Geografia, decidiu-se pela disciplina. Foi diretor do Instituto de Geografia de 1969 a 1982 e presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência de 1993 a 1995. ![]() Aziz Ab’Saber (Foto: Luiz Felipe Barcelos / UnB Agência)
Drauzio - Na série de programas de entrevistas veiculada pela TV Universitária, tive o privilégio de encontrar pessoas que me ensinaram muito. Não sei se o mesmo acontece com os telespectadores, mas eu aprendo bastante. No programa em que o convidado foi o geógrafo e professor da USP Aziz Ab’ Saber, essa sensação repetiu-se intensa. Nessa conversa, foram abordados temas tão complexos e díspares quanto a formação geológica do Brasil, o desenvolvimento sustentável para a Amazônia e a importância dos índios tupis para a geografia brasileira. Para quem acompanha a evolução da ciência, Aziz Ab’ Saber dispensa apresentações. Ele é o autor da Teoria dos Redutos que se desenvolveu na mesma linha de pensamento da Teoria da Evolução das Espécies do biólogo inglês Charles Darwin. Professor há muitos anos, Ab’ Saber formou gerações e gerações de geógrafos e todos os seus alunos o admiram por sua dedicação à pesquisa, à transmissão do conhecimento adquirido e pela defesa intransigente dos interesses e da cultura de nosso país. Pouco tempo antes da entrevista com o prof. Ab’ Saber, entrevistei outro grande cientista brasileiro, o zoólogo Paulo Vanzolini, autor da Teoria dos Refúgios e conhecido compositor de sambas antológicos. Na ocasião, Vanzolini referiu-se, de modo muito especial, ao professor Ab’ Saber, afirmando ter sido fundamental para chegar à Teoria dos Refúgios, o trabalho elaborado por Aziz Ab’ Saber de análise das variações climáticas, responsáveis por mudanças na vegetação que, por sua vez, indicavam as migrações da fauna (objeto de estudo de Vanzolini) em busca de condições ideais de sobrevivência. Para começar a conversa, escolhi tratar do assunto que ocupou mais de 50 anos da vida do professor: a pesquisa científica. Drauzio – Professor, num sentido mais amplo, o que o senhor entende por pesquisa? Aziz Ab’ Saber – A pesquisa é uma ferramenta da cultura para entender fatos que pertencem ao universo da Terra, da vida, da sociedade e dos mais variados valores culturais. Meu interesse sempre foi a pesquisa científica, a ciência como resultado da observação. Parto do princípio de que as pessoas precisam, em primeiro lugar, entender o que é cultura para, depois, entender o que é ciência. Assim, cultura é o conjunto de valores do homem, algo que vem sendo conquistado desde a pré-história até a contemporaneidade. A pesquisa agrega conhecimento à cultura, alimenta a ciência e acelera os processos evolutivos das sociedades. Drauzio – Quais os reflexos do conhecimento científico na sociedade humana? Aziz Ab’ Saber - A ciência em si é inocente. Posso trabalhar em todos os níveis do conhecimento e sei que a ciência básica não tem conotações beligerantes com a vida e com a natureza. Para que as ciências sejam úteis às sociedades é preciso que estejam combinadas entre si. Não existe uma ciência aplicada. Existem ciências que, se combinadas, aplicam-se a descobertas novas. As ciências, no entanto, têm de dirigir-se à sociedade, à comunidade humana, e isso torna o tema mais complexo. Por isso, as ciências do homem são fundamentais em todo o corpo geral das ciências, a fim de que o progresso científico não fique por demais distanciado da realidade das comunidades humanas às quais será aplicado. De um lado, temos o bloco da consciência social, científica, ética e jurídica e, de outro, temos a pirâmide social. A ética científica deve zelar pelo cruzamento dessa consciência social com todos os segmentos da pirâmide social. Drauzio – Quando o senhor descobriu a vocação para a ciência? Aziz Ab’ Saber – Fiz o secundário no interior, tive um bom professor de História e escolhi o campo da História e da Geografia para entrar na USP. No primeiro dia de aula na faculdade, o professor Pierre Mombeig, um dos fundadores do curso de Geografia da USP, onde lecionou entre 1934 e 1946, marcou uma excursão de campo que transformou minha vida. Fui obrigado a desistir de cursar História, disciplina de que eu gostava mais no secundário, pois tive melhores professores (os de Geografia foram péssimos; por isso, me senti na obrigação de ser um professor um pouquinho melhor). Nessa primeira aula de campo, comecei a interessar-me pela leitura da paisagem, as formas, a presença da vegetação, as plantações, os sítios das cidades, ora em fundo de vales, ora em patamares. A experiência foi tão marcante que virei geógrafo a partir do segundo ano do curso. Drauzio - Houve algum acontecimento decisivo que determinou seu interesse pelo campo científico? Aziz Ab’ Saber - Uma vez, num trabalho de classe em que eu fazia várias análises, ousei um pequeno avanço no terreno da teoria. O professor Mombeig não gostou. Disse que eu era muito jovem e não tinha conhecimento polivalente para chegar a qualquer teoria. Então, ele escreveu: ”Aziz, gostei do seu trabalho, porém aconselho-o a primeiro fazer análises para um dia chegar à teoria que você merece”. Aquilo foi decisivo na minha vida. Mergulhei em uma série de pesquisas regionais: pesquisei o domínio dos morros florestados, seu processo de povoamento, o domínio dos cerrados, as chapadas e cheguei à Amazônia e ao Rio Grande do Sul. Drauzio – O senhor conheceu o país inteirinho? Aziz Ab’ Saber – Uma das vantagens que tive na vida foi ter gostado de viajar para entender melhor as coisas. Senti, num certo momento, que as informações contidas nos livros, nas revistas, pelo menos no meu tempo, na década de 40, não me permitiam entender a imensa variedade de compartimentos topográficos do país. Então, me empenhei em conhecer o Brasil de norte a sul, sobretudo dentro do princípio de transectos, e é isso que me liga muito ao Vanzolini. Ele gostou da idéia dos transectos (rotas lineares que cruzam diferentes áreas topográficas e ecossistemas). Meu método era sair de um ponto, caracterizando-o, e observar a sucessão dos compartimentos, das formas de ocupação, dos remanescentes de natureza. Isso me levou a um conceito muito utilizados pelos geógrafos, o conceito de espaço total. Espaço total é aquele que contém os remanescentes da natureza, os agroecossistemas (a vida rural) e as cidades, sob a forma de uma rede ou de uma bacia urbana. Além desses três elementos, existem as ligações por terra, água e ar que completam esse espaço total. Drauzio – Professor, o senhor é o autor da Teoria dos Redutos, uma referência essencial para o estudo da vida e da formação dos solos, dos relevos. Ao estudar as camadas do solo, o senhor verificou que, no Estado de São Paulo, havia cactus que só eram encontrados no sul da Bahia. Isso lhe serviu de base para desenvolver uma teoria que pode ser resumida da seguinte forma: no passado distante, as florestas foram divididas por zonas de clima seco que alteraram profundamente o ecossistema da região. A vegetação original migrou para áreas de maior umidade e, em seu lugar, surgiu a vegetação característica do clima semiárido, formada principalmente por cactáceas. Com a separação das áreas de florestas, os animais que as habitavam, acabaram isolados. Mais tarde, a volta da umidade permitiu que as florestas reocupassem o espaço que antes dominavam. A essa altura, porém, tantas gerações haviam passado sem contato, que as espécies que nelas viviam antes da divisão, haviam se tornado tão distintas a ponto de constituírem espécies isoladas. O senhor relacionou essa observação com as conclusões do biólogo inglês Charles Darwin. Segundo Darwin, quando uma espécie é isolada em um ambiente, acumula tantas mutações que, depois de certo tempo, acaba constituindo uma espécie diferente. Eu gostaria agora, professor, que o senhor explicasse como foi o processo de investigação que o levou à Teoria dos Redutos. Aziz Ab’ Saber - Desde os primeiros estudos de Geologia, senti a necessidade de entender a evolução dos quadros paleogeográficos e paleoclimáticos, ou seja, como foram os climas do passado, as condições ecológicas do passado. Drauzio – Quando se refere ao passado, o senhor está falando de quanto tempo atrás? Aziz Ab’ Saber – De 100, 200, 300 milhões de anos, de uma era geológica em que África e Brasil estavam ligados e as drenagens (rios) antigas iam para o lado do Oceano Pacífico. A drenagem paleoamazônica, por exemplo, ia para o Pacífico. Durante o levantamento dos Andes, através de processos geológicos complexos, essas drenagens tiveram de dirigir-se para leste. Drauzio – Isso é uma coisa que pouca gente sabe. O Rio Amazonas já correu para o Pacífico? Aziz Ab’ Saber – Não especificamente o Amazonas, mas uma drenagem anterior a ele. Depois da formação dessa massa de água fantástica entre a África e o Brasil, representada pelo Oceano Atlântico, houve correntes marítimas e modificações grandes. Eu queria entender como os climas mudaram depois que o Atlântico surgiu entre esses dois blocos de terra, mas não tinha condições de fazer estudos detalhados. Então, em 1956, por ocasião do Congresso Internacional de Geografia (UGI), desceram no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, alguns dos cientistas que conhecia pelos livros de texto. Foi assim que encontrei o professor Jean Tricart, geomorfologista (o que estuda as formas do relevo, suas origens e evolução) e o professor André DeKilleux, geomorfologista e sedimentologista (quem estuda as rochas e o processo pelo qual são formadas). No decorrer do aprendizado com os dois, percebi que olhava as formas, o revestimento vegetal e a ocupação humana, mas não olhava a estrutura superficial da paisagem, enquanto eles não estavam querendo olhar o conjunto, mas sim o que estava embaixo do solo. Esses dois mestres descobriram uma pequena faixa de pedras, a um metro e meio abaixo da superfície, que se estendia do Rio Grande do Sul à Bahia com algumas descontinuidades. Senti que precisava entender aquilo. Só mais tarde, quando voltou ao Brasil, o professor Tricart me explicou: “Você conhece o nordeste seco, sabe que tem chão pedregoso e que as raízes dos arbustos penetram pelo meio das pedras e se fixam. Então, essa linha de pedras representa outro ambiente, outro clima, outra combinação de fatos fisiográficos e ecológicos que existiram no Nordeste em outra época”. Foi uma observação científica iluminadora para mim. Bastou isso e comecei a olhar as linhas de pedra no Brasil inteiro. De Roraima até fora do Brasil, no Uruguai. Fiz um mapa baseado nas áreas de maior intensidade de aparecimento dessas linhas de pedra. Estava trilhando o caminho que me levou à Teoria dos Redutos. Em linhas gerais, posso explicá-la da seguinte forma: compreendi que, no momento em que a semiaridez predominou, as florestas recuaram para certos pontos mais úmidos. Durante o processo de retropicalização climática (período posterior à última Era Glacial) as caatingas (próprias do clima semiárido) foram abafadas, cedendo espaço para florestas densas, úmidas, com grande biodiversidade. Ora, não se cria nada do nada. Não se cria uma biodiversidade fantástica, onde não houve refúgios nem redutos. As florestas se espalharam para os lados e a caatinga se concentrou no interior. Eu não os chamei de refúgios. Chamei-os antes de redutos de florestas. Os biólogos meus amigos, entre eles o professor Vanzolini, criaram a expressão refúgios. Hoje, chamo de redutos de florestas e refúgios da fauna. Drauzio – Em que medida Charles Darwin representou uma fonte de inspiração para o desenvolvimento de seu trabalho? Aziz Ab’ Saber - Eu já sabia que os oceanos tinham baixado pelo menos 100 metros, quando as águas ficaram concentradas nas geleiras e nos polos. Nesse período, em Galápagos, os animais podiam atravessar de uma ilha à outra. Quando as temperaturas se elevaram e o nível do mar subiu cerca de 100m naquela região, eles ficaram presos, cada qual em uma ilha do arquipélago. Darwin, que não sabia disso, e por isso foi genial, descobriu que as espécies isoladas por muito tempo diferenciam-se tanto das outras a ponto de constituírem espécies distintas. Eu disse: “Meu Deus, quando ele esteve em Galápagos, há mais de 100 anos, descobriu os refúgios insulares”. Drauzio – Darwin estava estudando os refúgios sem saber? Aziz Ab’ Saber – Sim, os refúgios insulares. Agora, o nosso caso é diferente, porque estamos estudando os refúgios dentro de áreas continentais e não em ilhas, que são mais fáceis de entender, se considerarmos a variação do nível do mar. Darwin é um homem muito especial. O homem mais genial da história da ciência. Formou-se geólogo e, um dia, dentro daquela vida religiosa das comunidades inglesas, tornou-se missionário. Certa ocasião, alguém lhe fala de uma viagem à aurora do mundo e ele se candidata, contrariando a família. Percorre o lado atlântico do Brasil e visita diversas áreas além das florestas na encosta de Salvador. Quando retorna à Europa, escreve duramente contra o escravismo. Diz que os lamentos e gritos dos escravos aprisionados nas casas-grandes do Recife eram a lembrança mais triste que trazia da viagem. Drauzio – Ninguém pode negar que ele era um grande escritor, não é verdade? Aziz Ab’ Saber – Era um excelente escritor, mas era melhor ainda como cientista. O pioneiro em estudar os refúgios é certamente Darwin. Drauzio – O senhor poderia explicar como se formou a Bacia e a Floresta Amazônica? Aziz Ab’ Saber - A região amazônica é um mega domínio de natureza, localizado na faixa equatorial e subequatorial. Ocupa uma área grande e homogênea, que chega a 4 milhões e 200 mil quilômetros quadrados. Sua formação remonta ao tempo em que África e Brasil formavam um só continente. Entre o Escudo das Guianas e o Escudo Brasileiro, havia um enorme golfo. Os mares vinham do oeste e depositavam, nesse golfo, camadas marinhas com elementos biogênicos que deram origem ao petróleo existente na região de Caraguari e Urucum. Até o momento da separação dos dois continentes, havia uma drenagem (rio) que se dirigia para oeste, para a região correspondente à atual Venezuela. A formação dos Andes, porém, bloqueou o caminho dessa drenagem, forçando-a a correr no sentido oposto, para o leste. Drauzio – Quais os problemas que enfrenta a Amazônia atualmente? Aziz Ab’Saber - Atualmente, a Amazônia apresenta problemas mais urgentes do que explicar sua história geológica. O principal deles iniciou-se quando da criação de Brasília. Era necessário promover a integração daquele verdadeiro “arquipélago” brasileiro, constituído de regiões totalmente diferentes e isoladas entre si, e a primeira idéia foi construir estradas que ligassem Brasília e Belém, a Belém-Brasília. Pois bem, naquele momento, falou-se em expansão da fronteira agrícola, mas o que aconteceu, na verdade, foi a expansão da fronteira fundiária. Hoje, existem muitos caminhos de devastação na Amazônia. No sul do Pará, região que estudo com mais cuidado, descobri de 8 a 10 caminhos de devastação da floresta ao longo da BR-150. O mesmo ocorre ao longo dos ramais que seguem para Serra Pelada e Carajás. Nos primeiros dois anos de ocupação, ainda é possível plantar alguma coisa na terra devastada, mas o solo, ruim demais, não oferece rentabilidade agrícola. Além disso, não há onde vender a pequena produção e o transporte é muito caro. O incrível é que há quem chame aquelas fazendas enormes de agropecuária. Como a dimensão das propriedades torna inviável o aproveitamento agrícola, as ervas daninhas rebrotam e logo tudo é abandonado. Esse deplorável resultado advém de as pessoas terem comprado terras sem planejamento algum para transformá-las em propriedades adaptadas a uma economia ecologicamente autossustentada. Ouço, com frequência, das populações nativas: “Por que os paulistas (termo pejorativo, na Amazônia, para os ricos compradores de grandes áreas improdutivas) não procuram fazer parcerias conosco? A única atividade a que se dedicam é a pecuária; é só o que conseguem implantar. Não seria melhor que utilizassem nossa experiência de séculos com o extrativismo do látex e a colheita da castanha? Eles ganhariam economicamente.” Drauzio – O que há de surpreendente na cultura dos tupis? Aziz Ab’Saber - Há uma coisa fantástica em relação à História do Brasil, que precisa ser mais divulgada. Os grupos tupis que entraram, talvez há 7 ou 8 mil anos, pelo noroeste da Amazônia e foram descendo lentamente, pararam em torno do pantanal mato-grossense e depois transpuseram o planalto, chegando ao litoral. O interessante é que, com todas essas marchas, o grupo de língua tupi acabou por dar nomes a rios, serras, riachos, plantas e animais em uma área de 7 milhões de km², que se estende da Amazônia ao Uruguai. É´ a coisa mais impressionante em termos de expansão de uma língua pré-histórica que aconteceu no mundo. Por exemplo, Ubatuba era o porto canoeiro dos tupis; Mantiqueira, quer dizer “mãe das águas”, águas que correm para o Vale do Paraíba, para o alto Rio Grande, para o interior de São Paulo. E fico pensando: eles tinham o hábito de dar nomes significativos para fatos geográficos. Drauzio – Eles tinham uma geografia própria? Aziz Ab’ Saber – Uma geografia simbólica e prática. E definitiva no sentido do conhecimento global de todas as tribos que tinham a mesma língua. Note bem: quando os portugueses chegaram, trouxeram com as caravelas e os ideais, um sentido religioso que se refletiu permanentemente em suas produções toponímicas. Então, em vez de caracterizar as regiões como faziam os tupis, deram-lhes nomes vinculados ao catolicismo: Salvador, Bahia de Todos os Santos, São Vicente, São Paulo, cujo nome era Piratininga em tupi. Drauzio - Professor, com sua enorme experiência, a vida inteira pensando na forma como as coisas foram e são organizadas no mundo, seria possível traçar uma linha evolutiva do Universo e do nosso planeta até chegarmos à possibilidade de existência da vida, assim como a conhecemos hoje? Aziz Ab’ Saber - O problema da vida na Terra é um dos que mais preocupa os intelectuais da ciência. Por que e como, num pedaço de astro saído do Sol primitivo, foi possível o surgimento de seres vivos? Quando os planetas se destacaram do Sol, em verdadeiros estilhaços, suas temperaturas chegavam a 6 mil graus de calor ou mais. Tudo estava fundido. Não é possível pensar que houvesse vida, embora já existissem os elementos físico-químicos fundamentais que um dia, numa combinação absolutamente extraordinária, iriam fundá-la. No começo, o invólucro gasoso era muito quente. As chuvas eram quentes e arrasavam as partes que estavam semiconsolidadas, depositando sedimentos nas bacias. Com o resfriamento do planeta, formaram-se camadas sedimentares marinhas. A vida surgiu num momento muito especial, nos mares rasos e lodosos, repletos de sedimentos. Ela nasceu, literalmente, em explosões decorrentes de uma combinação de fatos físico-químicos, incluindo, provavelmente, vulcanismos e terremotos. De repente, alguma coisa pequenina veio à vida e evoluiu até chegar ao homem. Nesse início, a vida era micro-orgânica. A primeira forma de vida deve ter surgido dentro da terra, criada no lodo. Houve certos tipos de micro-organismos que puderam viver sem ar. Eram seres anaeróbicos, pois o ar que respiramos foi formado durante a história da atmosfera terrestre. Por isso, podemos afiançar que a primeira forma de vida foi anaeróbica. Como sabemos, há processos aeróbicos,que dependem da presença de ar, e anaeróbicos, que não necessitam de ar. A história da vida mistura-se com os estágios iniciais da superfície terrestre, quando existia outra atmosfera e outra temperatura na superfície. Depois, por processos dos mais variados, a vida se diversificou e invadiu as terras. Drauzio – Pelas coisas que o senhor está dizendo, foram inúmeras as coincidências no curso da vida, nos 3,6 bilhões de anos da história da vida na Terra. O senhor acredita na possibilidade de existir vida em outros lugares? Aziz Ab’ Saber – A única coisa que sabemos é não ser possível existir qualquer tipo de vida nos pedaços de astros que são estrelas em virtude da elevada temperatura. Todavia, na formação dos planetas, podem ter aparecido componentes que, se combinados, dariam origem à vida. Se os processos fisiográficos, porém, forem parecidos com o período pré-cambriano, anterior à vida, a suposição é improcedente. Mas, se forem similares à combinação que criou a vida em mares rasos, não é impossível que haja um tipo de vida, muito primário, em locais diversos. No entanto, pensar que essa vida teria sofrido processos tão parecidos com os da Terra, a ponto de chegar à linguagem, ao cérebro dos homens, é um pouco demais. Nesse caso, cabe à crítica científica, cuidadosa e enérgica, a obrigação de evitar que idéias falsas sejam espalhadas como verdade. Tomemos, como exemplo, o desaparecimento dos grandes animais, entre eles, os dinossauros. Temos de pensar onde eles estão hoje, em que camadas do solo encontramos seus fósseis, pois, na época em que viveram, as terras eram mais baixas, havia outra vegetação. Quando mudou o clima e, por consequência, a vegetação, todos os grandes animais morreram. Encontramos seus fósseis nas camadas mais profundas do atual subsolo terrestre, o que nos permite afirmar que essas foram as principais razões do seu desaparecimento. Agora, falsos cientistas espalham teorias explicando a extinção dos grandes animais como decorrência da queda de um meteoro na Terra, um verdadeiro absurdo. Drauzio – Pode-se imaginar qual o futuro reservado para a vida no planeta Terra? Aziz Ab’ Saber – O principal na questão da vida é que o planeta Terra tem de ser considerado o planeta vivente, por excelência. Temos de lembrar, a todo momento, que as condições para a vida nem sempre foram as mesmas e que abrangeram um gigantesco período de tempo. Tudo isso deve ser estudado com leitura crítica, porque nós não conhecemos todas as etapas do processo evolutivo da atmosfera. Mesmo as etapas evolutivas dos grupos animais são desconhecidas por faltarem folhas no livro da história da Terra. Para mim, no momento, é muito mais importante tentar compreender qual será o futuro do planeta Terra, tendo como referência os fatos que estão acontecendo hoje nas grandes metrópoles. Penso, porém, numa escala de tempo diferente da usada pelos economistas, por exemplo. A economia busca entender períodos cada vez mais curtos: eram triênios, passaram para biênios, depois para meses e, agora, dependem de acontecimentos diários. Meu tempo é o do ecologista, que pode chegar a previsões de centenas, milhares de anos. Tenho de pensar de forma muito mais abrangente. Tenho de pensar, inclusive, que acontecimentos extraordinários possam eliminar a vida, como já ocorreu antes. Hoje, a humanidade conhece incontáveis tecnologias para dominar as mudanças que podem ser promovidas pela natureza. Mesmo assim, sem pensar no pior, podemos prever muitos problemas sérios, porque as grandes cidades continuarão a crescer e a destruição da biodiversidade vai continuar. É com base nessas informações que trabalho. Esse é o tempo do ecologista. |
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| Secom divulga foto oficial de Dilma com a faixa presidencial | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 14/01/2011 às 15:38:11 | ||||||||||||||
Dilma Rousseff sorridente com um blazer bege e brincos de pérolas ![]() Foto: Roberto Stuckert Filho (Agência Brasil)
Da Agência Brasil - 14/01/2011 Brasília – A foto oficial da presidenta Dilma Rousseff, com a faixa presidencial, que será afixada em prédios e salas da administração federal foi divulgada hoje (14) pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República. Tendo ao fundo o Palácio do Alvorada, residência oficial da presidenta, a foto traz Dilma Rousseff sorridente com um blazer bege e brincos de pérolas. A fotografia foi feita no dia 9 de janeiro em sessão que durou uma hora e meia e Dilma fez a escolha final da foto que é de autoria do fotógrafo oficial da presidência, Roberto Stuckert Filho. A imagem está disponível no site www.info.planalto.gov.br. |
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| Ibaraki reconhece morte de estagiário por excesso de trabalho | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 12/01/2011 às 12:11:59 | ||||||||||||||
O estagiário fez mais de 100 horas extras Japão / Ibaraki: Ipcdigital.com – 12/01/2011 A secretaria de Trabalho da província de Ibaraki reconheceu na quarta-feira (12), a morte de um estagiário chinês por excesso de trabalho. O estagiário teria morrido em 2008 de um ataque cardíaco depois de fazer mais de 100 horas extras em uma fábrica na cidade de Itako. Segundo a agência Kyodo, o Escritório de Normas Trabalhistas de Kashima informou que o estagiário tinha 31 anos de idade e trabalhava desde 2005 em uma fábrica de processamento de placas de metal. Tinha esposa e filho menor de idade. Essa é a primeira vez que uma autoridade pública reconhece a morte de um estagiário estrangeiro por excesso de trabalho. |
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| Correios poderão usar trem de alta velocidade para transportar encomendas | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 10/01/2011 às 07:52:57 | ||||||||||||||
O empreendimento tem um custo estimado de R$ 33 bilhões Com Agência Brasil - 09/01/2011 Brasília – A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) poderá utilizar o trem de alta velocidade (TAV) para fazer o transporte de cartas e encomendas. De acordo com o Ministério das Comunicações, o ministro Paulo Bernardo solicitou ao presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, que inicie conversas com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para discutir o projeto. Segundo o ministro, cerca de 80% do tráfego de serviços dos Correios estão concentrados nas áreas metropolitanas do Rio de Janeiro e de São Paulo. A ideia é ter um vagão exclusivo para as mercadorias dos Correios, que podem ser um cliente fixo do trem. O trem de alta velocidade irá ligar as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. O empreendimento tem um custo estimado de R$ 33 bilhões. O leilão para as obras do TAV está marcado para o dia 29 de abril e a previsão de conclusão é para 2015. |
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