Saito, Milton iniciou no jornalismo publicando coluna sobre cinema no Correio da Sorocabana de Presidente Prudente. Na cidade trabalhou no jornal O Diário, colaborou com a assessoria de imprensa da prefeitura divulgando releases sobre Cultura, atuou como colaborador da coluna social Nikkey News do Oeste Notícias e como repórter no programa TV Dicas, do Japão, exibidos pela IPC/TV, afiliada internacional da Rede Globo. Como membro do Ciate [Centro de Informação e Apoio ao Trabalhador no Exterior] produziu releases para imprensa nacional e internacional. Publicou artigos no Espaço do Dekassegui do colunista social Sinomar Calmona do O Imparcial. É geógrafo licenciado, bacharelado e com mestrado pela Universidade Estadual Paulista de Presidente Prudente [UNESP]. Desenvolveu pesquisa no Japão que culminou na dissertação: “Japoneses aqui, brasileiros lá?: Uma leitura sobre (e dos) Dekasseguis.
Cristiane Nagafuti foi colunista social do jornal Oeste Notícias de Presidente Prudente produzindo a Nikkey News. No Japão a Nikkey News foi veiculada pelo jornal Folha Mundial.
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| MEC compra 135 milhões de livros didáticos para escolas públicas | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 02/09/2010 às 19:34:50 | ||||||||||||||
As obras começam a ser entregue nas escolas em outubro, pelos Correios Da gência Brasil - 02/09/2010
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| Concurso Garota Brazilian Day 2010 | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 01/09/2010 às 12:56:44 | ||||||||||||||
A eliminatória da região de Kanto *Por Michelle Mayumi Wakukawa A Disco Vip’s Music Hall, da cidade de Ota, em (Gunma), foi o palco no último sábado (28/08), da etapa eliminatória da região de Kanto do concurso Brazilian Day Japan 2010. ![]() Michelle em desfile...
Das treze candidatas participantes, cinco se classificaram para a etapa final do concurso que acontece neste próximo sábado, (04/09), dentro da programação do Brazilian Day Japan 2010, no Parque Yoyogi, em Tokyo. Inclusive eu! Este concurso é uma realização da IPC/TV, juntamente com Hirai Production, Night Café e Mega Watts e reuniu as mais belas garotas de todo canto do Japão. O evento contou com lindas garotas, e um público super animado. Confira as fotos - crédito Portal Mie: ![]() As classificadas para a final...
![]() As meninas aguardam o resultado no camarim...
![]() As candidatas e a equipe do Hirai Production
![]() Michelle: minha torcida organizada...
![]() Michelle: minha torcida organizada...
Michelle Mayumi Wakukawa, 16 anos, reside na cidade de Otawara, na província de Tochigi - Japão, e cursa o ensino médio na S.E.B.S. (Sociedade Educacional Brazilian School). |
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| “Quanto às pessoas físicas, ou o povão, aí a coisa complica” | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 30/08/2010 às 11:51:24 | ||||||||||||||
Polêmico, o blogueiro José Comessu participa do ciclo de entrevistas com os candidatos ao CRBE Por Portal WebNews – 30/08/2010 – Entrevista Com 49 anos, vinte dos quais vividos no Japão, o blogueiro José Comessu se candidatou anonimamente ao Conselho dos Representantes dos Brasileiros no Exterior (CRBE) do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Hoje ele é um dos candidatos mais conhecidos devido à sua ostensiva campanha na internet. ![]() O blogueiro José Comessu (Foto: Portal WebNews.com)
Ele é um dos fundadores da Associação Brasil Fureai, entidade criada durante a crise de desemprego no final de 2008. Ele era responsável pelo blog da entidade, que trazia informações para os brasileiros no Japão sobre as medidas do governo japonês para diluir os efeitos da crise. Ele afirma que sua experiência na imprensa da comunidade brasileira lhe forneceu informações para propor sugestões que beneficiem os brasileiros. Comessu não poupa críticas e apresenta propostas. Popular, ele também é proprietário de uma barraca de churrascos itinerante, que está cada dia num local diferente. WebNews: Por que você decidiu se candidatar a representar os brasileiros no Conselho? José Comessu: Decidi me candidatar porque acho que tenho propostas viáveis para serem levadas ao governo brasileiro. Como trabalho com a mídia e tenho contato estreito tanto com os brasileiros e com a sociedade japonesa, sei o quanto a informação pode fazer a diferença em termos de projetos sensatos. Dizem que informação é poder, mas informação sem potencial de utilização não deixa de ser uma inutilidade. Meu blog pequenascousas.com é o espelho do que eu penso e divulgo. Muitas informações que posto lá não são coisas cosméticas e decorativas. Sem falsa modéstia, me considero um ¨think tank¨ dos decasséguis. Tem candidato por aí que se diz humilde, que estudou em escola noturna caindo aos pedaços, mas a humildade declarada não deixa de ser uma vaidade disfarçada. WebNews: Em que áreas você considera que a atuação dos órgãos diplomáticos deixa a desejar? Comessu: Cabe aí uma diferenciação, um órgão diplomático como a embaixada tem a função de representar o estado brasileiro. O papel dos consulados está regulado pela convenção de Viena que entre outras funções traz no artigo 5 item e: prestar ajuda e assistência aos nacionais, pessoas físicas ou jurídicas do estado brasileiro. Quanto à assistência às pessoas jurídicas, os consulados brasileiros no Japão fazem muito bem o seu serviço, principalmente se a pessoa jurídica for um banco brasileiro ou uma grande empresa. Agora quanto às pessoas físicas, ou o povão, aí a coisa complica. Muita gente pensa que os consulados apenas devem emitir documentos, mas essa é apenas uma parte de suas atribuições. Acompanho quase semanalmente as movimentações das verbas gastas em repatriações dos consulados pelo Portal da Transparência, alguns deles com o de Nagoia tem sido usadas com certa frequência. Em outros consulados raramente ocorre. Outra função dos consulados está no mesmo artigo 5, item c que diz que o consulado deve se informar sobre a evolução da vida comercial, econômica, cultural e científica do país receptor e informar as pessoas interessadas. Bem com promover as relações comerciais, culturais e científicas entre os dois países. Essa função os consulados também não cumprem satisfatoriamente. Nos sites dos consulados não tem quase nada que seja de fatos relevante sobre esses assuntos. Ou seja se depender dos consulados, os brasileiros no Japão vão continuar ignorantes. Bem como os japoneses que querem investir no Brasil e deveriam encontrar no consulado um lugar de informações relevantes. WebNews: Quais questões da Comunidade do Japão precisam ser priorizadas? Comessu: Acesso à informação ao mesmo nível de um nativo japonês. Eu costumo dizer que se você não consegue ler um jornal do local onde você mora, você é um cidadão de segunda categoria. Eu já disse lá em cima, que informação é poder. Sem informação você fica nas mãos dos manipuladores. É o que acontece no Japão. O famoso ¨eu ouvi falar¨ deveria se substituído pelo ¨eu li no jornal x¨. Já que nem todos conseguem ler os jornais locais japoneses, minha sugestão é que os consulados ou a TV Brasil Internacional faça uma parte desse trabalho que as mídias brasileiras no Japão deixam a desejar, por causa do perfil comercial. WebNews: Você já tem propostas para levar ao Conselho? Quais? Comessu: Tenho mais de 12 propostas que estão no meu blog. Vão desde a renovação do visto brasileiro nos consulados para os estrangeiros, como os isseis que são obrigados a voltar ao Brasil a cada 2 anos, passando por fiscalização e controle das mudanças internacionais, e incluindo também a sugestão de uma copa do mundo de futsal para imigrantes, uma idéia que o próprio técnico da seleção brasileira, o Paulo Sorato achou válida. Tudo isso está no meu blog – (www.pequenascousas.com/). WebNews: Estando no Japão, a senhor acha possível analisar e encaminhar propostas relacionadas aos brasileiros que estão, por exemplo, em Angola ou na Indonésia? Comessu: A maioria das minhas propostas são válidas para qualquer brasileiro, esteja no Afeganistão, China. Já tenho o apoio de brasileiros de Hong Kong, onde saiu uma matéria sobre mim em inglês em um site local. Com a internet e as redes sociais, as distâncias inexistem, qualquer proposta pode ser colocada na net para ser discutida e levada ao CRBE. WebNews: No bloco que você quer representar (Ásia, África, Oriente Médio e Oceania), o país com maior concentração brasileira é o Japão, com cerca de 280 mil. Porém existem outras comunidades brasileiras por exemplo os 37 mil da África, 31 mil no Oriente Médio e 22.500 na Austrália e Nova Zelândia. Quais questões destas comunidades você considera mais urgentes? Comessu: Tem candidato que está querendo enfocar a questão da educação como foco principal para ser levado ao CRBE. Mas a educação básica no Japão cabe ao Ministério da Educação do Japão resolver. Estão querendo usar o CRBE para fortalecer o lobby das escolas privadas brasileiras. O que esse pessoal quer na verdade é verba do governo brasileiro para tocas as suas escolas. Quando eles ganharam rios de dinheiro nunca pensaram em dividir o que ganharam. Agora que estão no prejuízo querem que alguém ajude a pagar as suas contas. Já fiz várias matérias em escolas brasileiras, e cheguei a uma conclusão: As crianças são sempre usadas como desculpas por erros de gestão de ¨educacionistas¨ que se dizem preocupadas com o seu futuro. Na verdade eles estão é preocupados com o seu próprio futuro financeiro. Farinha pouca, meu angu primeiro. |
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| Os centros urbanos, até 2030, podem abrigar cerca de 60% da população mundial | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 29/08/2010 às 03:30:44 | ||||||||||||||
Seminário Internacional Cidades: futuros possíveis ![]() Foto/Arte: Divulgação
No primeiro dia, o seminário receberá nomes como Guy Saez, da Univertisé Pierre Mendès France, e o arquiteto e urbanista Sérgio Magalhães, distribuídos em duas mesas-redondas, que tratarão da cultura urbana e da convivência formal e informal entre cidades. Já o segundo dia será aberto por uma palestra com o indiano Arjun Appadurai, da New York University. O fechamento ficará por conta dele e Guy Saez, em workshop para discutir formas de articulação e ações conjuntas. Cidades: Futuros possíveis é uma realização do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC/UFRJ), Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, Instituto Contemporâneo de Projetos e Pesquisa e o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC/Candido Mendes). Haverá transmissão ao vivo e tradução simultânea pela internet e as inscrições podem ser feitas pelo e-mail: seminário.cidades@gmail.com. |
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| Decisão do STJ sobre correção de poupanças deixa de fora 99% dos aplicadores | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 26/08/2010 às 03:15:05 | ||||||||||||||
Agência Brasil/Stênio Ribeiro - 25/08/2010 Brasília – A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre a correção monetária dos depósitos de poupança, nos quatro planos econômicos editados entre 1987 e 1991, é válida para todas as ações semelhantes que correm em qualquer instância jurídica, e delas não cabe mais recurso. Esse é o entendimento do relator dos dois recursos especiais julgados hoje (25) pela Segunda Turma do STJ, Sidnei Bebeti, cujo voto foi acompanhado pela maioria dos ministros. Eles julgaram que os bancos devem devolver as diferenças não aplicadas na época, nas correções. Foi um ganho comemorado pelos poupadores prejudicados, mas, ao mesmo tempo, lamentado pela gerente jurídica do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Maria Elisa Novais. Segundo ela, a definição de prescrição para as ações individuais em 20 anos e de cinco anos para as ações coletivas prejudica a grande maioria dos consumidores. Segundo os cálculos do Idec, cerca de 1,5 mil ações civis públicas (coletivas) foram prejudicadas porque o entendimento do STJ invalida todas as ações conjuntas movidas depois de 1994, que envolvem quase 99% de todos os poupadores com cadernetas de poupança à época. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) ressalta, porém, que são 1.030 ações, das quais só 15 foram movidas antes dos cinco anos. A expectativa, agora, é de que a jurisprudência firmada pelo STJ acelere os julgamentos dos próximos recursos, que devem ser decididos em massa. Ao todo, a Febraban estima que existam em torno de 800 mil processos tramitando em tribunais de todo o país contra agentes do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Alguns bancos arrolados como réus nem existem mais, como os bancos estaduais privatizados ou desestatizados. |
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| O sal da terra | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 25/08/2010 às 09:48:12 | ||||||||||||||
Destaques/CartaCapital Postado por Luiz Antonio Cintra – 24/08/2010
![]() Dominada por grandes empresas produtoras de frutas, a Chapada do Apodi, em Limoeiro do Norte (CE), sofre com a contaminação das águas e a asfixia dos pequenos produtores
Foto: José Leomar “Gabriel, meu filho, bora lá ver onde o pai virou estrelinha”, diz Maria Lucinda Xavier na porta da venda modesta construída no cômodo da frente da casa da família, no Tomé, distrito de Limoeiro do Norte, a 205 quilômetros de Fortaleza. Branquinha, como é chamada pelos amigos, pega o menino no colo e leva o repórter a uma curva da estrada próxima que liga Limoeiro ao distrito. No dia 21 de abril deste ano, José Maria Filho, 44 anos e dois filhos com Branquinha (Gabriel, de 4 anos, e Márcia, de 19), voltava da Câmara Municipal quando foi executado. Em um trecho ermo da estrada, levou um tiro de espingarda calibre 12, seguido de 17 tiros de pistola calibre 40. Quatro meses depois, o inquérito – presidido por um delegado da capital destacado para o caso – não apontou nenhum suspeito. O mais provável, diz quem acompanha a apuração, é ficar por isso mesmo: mais um caso de pistolagem na região sem mandante identificado, uma triste rotina a que os moradores da região parecem habituados. “O que revolta foi o jeito como mataram o Zé Maria, como se fosse bandido”, diz Branquinha, acrescentando que ele sempre foi “desenrolado”, maneira de dizer que não tinha medo de enfrentar os problemas. Líder comunitário aguerrido, que nos últimos tempos encontrou apoio do MST, da Igreja e de pesquisadores locais, Zé Maria voltara há dez anos para a Chapada do Apodi, onde fica Tomé e outros distritos menores. Trata-se de uma região que, desde o tempo da Sudene de Celso Furtado, nos anos 60, foi objeto de projetos de desenvolvimento irrigado. “Antes disso, os grandes latifúndios viveram por décadas da carnaúba, então abundante na região, de onde era extraída a cera, mas também da produção de lenha para a indústria cerâmica e o cultivo do algodão”, diz a geógrafa Bernadete Coêlho Freitas, professora na universidade local. O plástico substituiu a carnaúba, levando os barões à crise e ao socorro do Estado. E o náilon derrubou o preço do algodão, contribuindo para desvalorizar as terras. Nos últimos dez anos, contudo, a história mudou de rumo. Parte da região do Baixo Jaguaribe, a chapada virou objeto de desejo de empresas fruticultoras de médio e grande porte, algumas internacionais, como a costarriquenha Del Monte, cujas ações são negociadas na Bolsa de Nova York. Depois de trabalhar por mais de duas décadas em São Paulo, a maior parte do tempo em uma empresa de isolamento térmico, foi nesse contexto que Zé Maria se viu metido oito anos atrás, quando voltou à região com o irmão Adauto, que mais de uma vez o alertaria dos riscos de ir à rádio local denunciar os efeitos do uso inadequado de agrotóxicos nos quase 3 mil hectares de plantação de banana que as “empresonas” levaram para lá. Foram atraídas por incentivos fiscais criados pelo governo estadual, durante o governo Tasso Jereissati (PSDB) e nos seguintes, cujo motivo era estimular as exportações. Desde esse período, os incentivos para as empresas foram crescendo – incluindo a desoneração fiscal dos agrotóxicos –, enquanto os pequenos eram tragados por desvio de dinheiro na cooperativa local, ainda nos anos 90, além da falta de apoio técnico e financeiro, da especulação fundiária e das disputas por terras. Mas de todas as batalhas, enfrentar a contaminação da água provocada pela pulverização aérea dos bananais foi o que deu visibilidade a Zé Maria – e há quem acredite que tenha sido o estopim da emboscada, ainda que os problemas fundiários sejam relevantes e aguardem uma solução definitiva da Justiça. Como outros problemas da região, o descaso do poder público, no caso a prefeitura, é evidente, como relata a promotora do Meio Ambiente de Limoeiro, Bianca Leal: “É uma aberração usar o canal da irrigação para captar as águas que serão consumidas. Isso jamais deveria ocorrer”. Mas é rotina há anos nas comunidades locais. A aberração é ainda maior porque o canal corre a céu aberto por 14 quilômetros, desde a sua origem no açude do Castanhão, outra obra iniciada no período Jereissati e construída para dar suporte ao agronegócio. “O problema é que os bananais ficam em alguns casos a poucos metros das casas, e o vento frequente na região trata de levar o veneno para o canal e de lá para as torneiras residenciais. Além disso, há a chamada deriva técnica, que, em média, significa a perda de 19% do veneno pulverizado pelos aviões”, afirma a médica Raquel Rigotto, professora da Universidade Federal do Ceará e coordenadora de uma pesquisa sobre a contaminação da água na Chapada do Apodi. Entregue ao Ministério Público em uma cerimônia na quinta-feira 19, ocorrida na sede de uma faculdade local e diante de uma plateia de mais de 300 pessoas, uma parcela deles militante do MST, o evento serviu para lembrar os quatro meses do assassinato. “Nas 13 amostras colhidas em diferentes pontos ao longo do canal foram identificados de três a 12 princípios ativos, alguns considerados tóxicos e outros altamente tóxicos, e sempre persistentes, ou seja, com efeito prejudicial à saúde por um tempo muito longo”, anota o relatório final, que conta com a colaboração de quase 30 pesquisadores de instituições como a Universidade Federal de Minas Gerais, que fez a análise das amostras, Universidade de Brasília e Fundação Oswaldo Cruz. Também foi encontrada água contaminada em poços artesianos, no lençol freático e nas torneiras das casas. “No mundo todo, calcula-se em cerca de 7 milhões o número de intoxicações decorrentes do uso do agrotóxico e 70 mil mortes. A maioria dos casos se concentra nos países em desenvolvimento, para onde as empresas multinacionais estão migrando. Além disso, o uso na chapada está contaminando o Aquífero Jandaíra, um verdadeiro tesouro para o semiárido”, afirma a pesquisadora, que contou com o apoio do CNPq para levar adiante o trabalho. “Além da contaminação da água, verificamos que os agrotóxicos são vendidos sem os receituários e que não há um manejo adequado das embalagens, que precisam viajar mais de 100 quilômetros até chegar em Mossoró, onde fica o posto de coleta mais próximo.” A pesquisa relata ainda o caso de um funcionário de uma multinacional que morreu de uma doença no fígado após trabalhar por alguns anos no almoxarifado onde os defensivos eram armazenados. “Todos os indícios sugerem que a morte tem a ver com os agrotóxicos.” Na dúvida, há um ano José Anchieta Xavier e sua família preferem beber água mineral em vez de consumir a água que chega do canal, ou das 12 caixas d’água que a prefeitura mandou instalar em 2009, diante da argumentação de que não teria os 7 milhões de reais para erguer uma adutora exclusiva para a água potável. “Essa água também vem da barragem, do mesmo lugar onde sai a água do canal”, diz Xavier, enquanto mostra as bananeiras de um dos sítios que possui, num total de 23 hectares de bananal. Sem recursos para pagar a pulverização aérea, ele está ciente de que a ausência do “veneno” e de orientação técnica para corrigir o solo representa uma queda de 50% na sua produção. “Os frutos ficam menores, é verdade, e muitos clientes não gostam. Mas também é verdade que o sabor das minhas bananas é melhor e elas duram mais.” Um produtor de médio porte e influente na região é João Teixeira Júnior, proprietário da Fruta Cor. Ele mora em Fortaleza, mas passa dois dias da semana em Limoeiro, onde cultiva banana. Teixeira mostra-se incomodado com a fama que a cidade amealha nos últimos tempos. “Acontece que aqui o desenvolvimento econômico está chegando, mas não o desenvolvimento social. O povo não tem educação, não tem saúde, e aí começam a criticar o agronegócio. Mas as grandes empresas andam dentro da lei, são os pequenos que criam os problemas e não sabem lidar com os agrotóxicos, muitas por falta de conhecimento.” Alguns fatos recentes e de amplo conhecimento na cidade não confirmam a afirmação do empresário. No ano passado, depois de muitas reclamações, Zé Maria conseguiu que um vereador local apresentasse uma lei, inspirada em uma legislação aprovada poucos meses antes pelo Parlamento Europeu, proibindo a pulverização aérea dos bananais, diante da inquestionável contaminação. A promotora do Meio Ambiente, contudo, teve de entrar com uma ação pública diante da continuidade das pulverizações aéreas pelas médias e grandes empresas. A briga só não foi adiante porque a mesma Câmara decidiu revogar a lei seis meses após a sua aprovação, argumentando que não havia prova dos riscos à saúde, apesar dos laudos técnicos em contrário. |
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| Hamamatsu terá primeiro Undokai realizado pela comunidade | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 24/08/2010 às 08:48:48 | ||||||||||||||
Evento pretende promover a integração entre japoneses e brasileiros Por Redação Portal WebNews – 24/08/2010 A cidade de Hamamatsu (Shizuoka), que mais concentra brasileiros em todo o Japão, comemora em outubro do próximo ano os 100 anos de seu reconhecimento como cidade. Para promover a celebração e a integração entre os japoneses e os brasileiros que vivem nessa cidade, a diretoria da Aliança de Intercâmbio Brasil Japão anunciou na última reunião com os associados, no dia 20 desse mês, promover o primeiro Undokai (gincana esportiva). De acordo com Tetsuyoshi Kodama, vice-presidente da associação, será uma oportunidade para integração através da prática de atividades físicas. “Mesmo quem não entende a língua japonesa poderá participar”, garante Kodama. O brasileiro, que mora e trabalha em Hamamatsu há quase 20 anos, sempre esteve ligado à promoção de atividades esportivas e já realizou diversos torneios de artes marciais na região. “Acredito que o esporte é uma boa opção para reunir pessoas de diversas nacionalidades. Sempre acreditei nas artes marciais como forma de atividade para adolescentes que, por um motivo ou outro, estão sem expectativas”, explica o professor de artes marciais. Detalhes como local e a data do evento, que contará com o apoio da prefeitura de Hamamatsu, ainda serão definidos nos próximos meses, mas Kodama adianta que o objetivo é proporcionar atividades direcionadas também para os adultos. “No undokai do Japão, a maioria das gincanas é para crianças e tem pouca participação dos adultos, mas queremos que fazer o evento mais parecido com o do Brasil, realizado pelas colônias nikkeis, onde crianças, jovens, adultos e idosos podem se divertir”, explica Kodama. Ele ressalta também que o evento contará com tradutores intérpretes. E para isso, está buscando a partir dos próximos dias, voluntários que possam participar traduzindo instruções das atividades no dia do evento. |
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| Sebastião Salgado e os olhos da humanidade | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 20/08/2010 às 10:42:58 | ||||||||||||||
A importância da obra no país da fotografia *Por Bruno Yukio Honma Pinto O livro “África”, de Sebastião Salgado, lançado em 2007, repercutiu de maneira positiva no cenário da fotografia do Japão. Os amantes da arte da fotografia não se cansam de citá-lo e divulgá-lo. Comprar tal relíquia para compor o acervo, mesmo tendo que importá-los, não se traduz em barreira para os fãs. A obra retrata, a partir de suas fotografias, a beleza e as dificuldades do continente e da nação africana. ![]() Sebastião Salgado
Sebastião Salgado, 66, formou-se em economia pela Universidade de São Paulo, mas mudou o rumo de sua carreira após uma viagem para o continente africano, na qual levara apenas a câmera da sua esposa. Neste trabalho o fotógrafo mostra ao mundo a capacidade de recuperação do ser humano. Retrata imagens do pós-guerra, estilo de vida, dentre outros temas de igual relevância e significado. O livro é o resumo de 30 anos de trabalho na África. As imagens em preto e branco não tiram o brilho do autor. Pelo contrário, para os amantes da arte da fotografia, este trabalho possui um perfil de beleza única. ![]() Biografia Bruno Yukio Honma Pinto, 17 anos, reside na cidade de Otawara (Província de Tochigi - Japão), e cursa o segundo ano do ensino médio na S.E.B.S. (Sociedade Educacional Bazilian School). Aluno da escola de fotografia Camera3. |
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| Guerra é paz: brasileiros do Japão e as armas de bolinhas | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 18/08/2010 às 02:09:46 | ||||||||||||||
Jovens e adultos aderem o Airsoft *Por Kleber Keniti Ito Kohori O Airsoft é um jogo de guerra praticado com armas de bolinhas de plástico. A brincadeira acontece em espaços isolados e apenas pessoas acima de doze anos podem participar. ![]() A falsa guerra dos brasileiros no Japão
A regra é simples. Formam-se dois times com número aleatórios de participantes e a guerra de bolinhas pode ser determinada por tempo ou pela derrota dos adversários. É imprescindível o uso de óculos para proteger os olhos. Grupos de jovens da cidade de Otawara (Tochigi), fanáticos ao Airsoft, realizam competições em alguns pontos da província, em especial na cidade de Utsunomiya. Mas jovens de Gunma e outras províncias já se organizam para passar horas de lazer na prática desta atividade. Confira algumas fotos cedidas pelos praticantes: ![]() Jovens praticam o Airsoft em Tochigi
![]() Roupas e armas na mira da paz
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| NPO cria o Colégio Cooperativo Internacional de Shizuoka | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 14/08/2010 às 16:39:59 | ||||||||||||||
Sistema pretende viabilizar baixo custo com qualidade de ensino *Por Milton Saito A NPO (entidade sem fins lucrativos) da província de Shizuoka que atua na área de educação criou nesta última sexta-feira (13), o Colégio Cooperativo Internacional de Shizuoka. ![]() NPO reuniu brasileiros e japoneses
Marcos Hidenobu Shimabukuro, presidente da entidade, deve anunciar nesta próxima semana mais detalhes sobre o projeto educacional que terá a NPO de Shizuoka como mantenedora. Um dos objetivos do Colégio Cooperativo, segundo Shimabukuro, é atender crianças e adolescentes da região que sofrem com o fechamento de unidades escolares e acabam tendo como única opção estudar seus filhos em escolas distantes da cidade de Iwata, sede da unidade educacional. Mas, a principal meta, revela Shimabukuro, é atender os anseios da comunidade que é ter um perfil de escola com qualidade de ensino e baixo custo para os pais. A ideia de se criar uma escola em sistema cooperativo, que já tinha apoio de setores empresariais e educadores, brasileiros e japoneses, enfim se concretiza, explica o presidente, que espera ainda contar com ajuda e apoio de outros segmentos sociais para adquirir recursos necessários para a melhora das condições de trabalho dos professores e do processo de ensino aprendizagem dos alunos. Serviço: Colégio Cooperativo Internacional de Shizuoka ![]() Grupo de estudo, pesquisa e planejamento
![]() Sede do Colégio Cooperativo Internacional de Shizuoka
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| Diplomata fala sobre o desafio de organizar a Casa do Trabalhador | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 10/08/2010 às 07:15:13 | ||||||||||||||
O diplomata fala que o acordo da previdência entre o Brasil e Japão já está gerando expectativas na comunidade Por Portal WebNews – 10/08/2010 O Primeiro-Secretário Paulo de Souza Amado, 47 anos, não é um novato no Japão. Já esteve à frente do Consulado-Geral de Nagoia entre 2002 e 2005 quando foi Cônsul-Adjunto. Nesse período estudou a língua japonesa com afinco conseguindo o certificado do nível 2 do Teste de Proficiência (Noryoku Shiken). Ele também prestou o Teste de Aptidão de Ideogramas do Japão, mais conhecido como Kanji Kentei, que vai do nível 10 (o mais fácil) ao nível 1. Esse exame foi feito para os japoneses, e poucos estrangeiros fazem o teste. Paulo Amado conseguiu a aprovação no nível 4, que corresponde ao conhecimento de leitura de 13.00 kanjis e de escrita para 900 caracteres, equivalente a um aluno do segundo ano do ginásio (chugakko). “Como já tinha conhecimento da língua turca, que aprendi quando servi na Embaixada de Ankara na Turquia, o aprendizado do japonês foi facilitado, pois ambas as línguas são partes da mesma família linguística, a altaica”, explica o diplomata que é formado em Letras. Mineiro de Belo Horizonte, Paulo Amado trabalhou como redator publicitário e já foi assessor do então prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias, antes de prestar o concurso para a carreira diplomática em 1996. Ele também já serviu em Lima, no Perú e o seu último posto foi no Consulado-Geral de Miami nos Estados Unidos. ![]() Convidado para organizar o Escritório Experimental da Casa do Trabalhador, o diplomata Paulo Amado já atuou no Consulado-Geral do Brasil em Nagoia, em Lima, no Peru, e acaba de ser transferido de Miami, nos Estados Unidos (Foto: Webnews)
“Foi durante o evento Focus Brazil, um congresso de mídia e cultura realizado em Miami no mês de abril, que os Embaixadores Oto Agripino Maia e Eduardo Gradilone, da Subsecretaria Geral das Comunidades Brasileiras no Exterior fizeram o convite para que eu assumisse a coordenação do projeto experimental da Casa do Trabalhador do Japão”, conta ele. Casa do Trabalhador inicia atuação como projeto experimental O conhecimento da língua local e a experiência anterior no país foram fatores que ajudaram na escolha do diplomata para chefiar o escritório inaugurado no último dia 31, em Hamamatsu (Shizuoka), próximo ao Consulado-Geral do Brasil em Hamamatsu. Sobre os motivos da criação do projeto experimental da Casa do Trabalhador e não da escolha de uma entidade local para administrá-la, o chefe da Casa diz que “o governo brasileiro teve a percepção da dificuldade de encontrar uma entidade local que tivesse um papel agregador para gerenciar a Casa, e resolveu assumir o projeto, pelo menos na fase experimental, que estava previsto para terminar em outubro, mas será estendido até dezembro”. Ele faz uma ressalva: “Isso não quer dizer que a Casa não fará parcerias com entidades que fazem um trabalho sério na comunidade. A Casa está aberta para propostas, basta nos procurar”, diz o Paulo Amado. O diplomata fala que o acordo da previdência entre o Brasil e Japão já está gerando expectativas na comunidade. “Grande parte das ligações que recebemos diariamente são de dúvidas sobre o cálculo do valor da aposentadoria”, revela ele. “Ainda não temos a resposta, porque o acordo ainda não foi ratificado pelos congressos dos dois países, e portanto, não existe uma norma técnica, que deverá sair após a ratificação prevista para o fim desse ano”, diz Paulo. A Casa do Trabalhador terá futuramente atuação em todo o Japão. Atualmente cinco atendentes já recebem consultas presenciais ou por telefone. Mas uma página na internet está sendo preparada para fornecer informações em português e japonês. “Nós não podemos fazer a intermediação de empregos, tarefa do Hello Work, órgão que nos tem dado muito apoio e com a qual temos boas relações. O foco da Casa será nas questões trabalhistas. Já temos inclusive advogados japoneses que dão consultas aqui” explica o Chefe Paulo. A Casa disponibilizará também informações do mercado de trabalho brasileiro. Os atendentes já estão capacitados a prestar informações sobre as ocupações com as maiores demandas do Brasil, inclusive com as médias salariais. Publicações sobre a realidade brasileira estão disponíveis para os interessados. Ele explica que no caso de brasileiros que pensam em retornar para país e possuem conhecimentos técnicos e experiência, por exemplo, como soldador, pode buscar através do sistema do ministério do Planejamento, as regiões do Brasil com maior demanda para esse tipo de profissional. “Isso pode até ajudar o brasileiro a escolher um curso de qualificação no Japão voltado para um novo trabalho no Brasil”, sugere Paulo Amado. O atual responsável pelo escritório experimental revela que existe uma expectativa de que a Casa do Trabalhador possa preencher uma lacuna de interlocução com o governo japonês. “Temos várias associações e entidades, que cuidam dos brasileiros de forma local. Mas não tem uma associação que cuida do brasileiro em todo o Japão. E o governo local tem dificuldade de identificar quais são as associações idôneas e as que têm longo alcance. Nosso objetivo é fazer uma ponte entre os diversos interlocutores, seja ele o trabalhador, o governo japonês ou o brasileiro”, garante. Serviço Escritório Experimental da Casa do Trabalhador Brasileiro no Japão Endereço: 〒430-0916 Shizuoka-ken, Hamamatsu-shi, Motoshiro-cho, 115-1 – Sumitomo Seimei Building [1] 5º andar (em frente à Prefeitura de Hamamatsu e próximo ao Consulado-Geral do Brasil em Hamamatsu) Horário de funcionamento: Segunda à Sexta - das 8h30 às 17h / Sábado: das 8h30 às 15h |
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| Japão: curso de culinária na grade curricular | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 06/08/2010 às 08:14:14 | ||||||||||||||
Mestre-cuca na grade curricular dos alunos
A Sociedade Educacional Brazilian School inseriu neste ano de 2010 na grade curricular de seus alunos um curso prático de culinária. Participam desta experiência as crianças de primeira à oitava série do Ensino Fundamental, que dividem a cozinha com o chefe Claudionor Roma Pinto. ![]() O Mestre-cuca Roma ladeado pelos alunos Rodrigo e Letícia do ensino fundamental II
![]() A coordenadora pedagógica Marta Severo Ribeiro acompanha uma das aulas
![]() Os alunos Camila, Dereck e Éric lavam vasilhas e talheres
![]() Alunos manejam os alimentos
![]() Grupo comprova o resultado do trabalho
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| Alunos do ensino médio de 450 escolas públicas terão aulas de educação financeira | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 06/08/2010 às 02:33:57 | ||||||||||||||
Aulas de educação financeira fazem parte do currículo escolar de 60 países, entre eles, Holanda, Japão e Estados Unidos ![]() No Japão as aulas são um sucesso
Com Agência Brasil Dicas simples de como gastar bem o salário ou a mesada, ajudar a organizar as despesas da família e evitar gastos desnecessários são lições que começam a fazer parte da rotina de estudantes de 450 escolas públicas do país. A partir da próxima segunda-feira (9), um projeto piloto de educação financeira, elaborado por órgãos reguladores do sistema e instituições privadas, será aplicado em colégios do ensino médio de São Paulo, do Rio de Janeiro, do Tocantins, do Ceará, do Distrito Federal e de Minas Gerais. A ideia é inserir, nas aulas de português, matemática, sociologia e história, com apoio de material didático específico e um site na internet, informações sobre riscos e vantagens de compras a vista, a prazo, explicar como funciona o juro e como fazer um orçamento. "O conteúdo será um tema transversal nas diferentes disciplinas, não será algo específico do conteúdo de matemática, tampouco uma disciplina a mais", explicou o superintendente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), José Alexandre Vasco. O curso completo será dado a alunos do segundo ano do ensino médio e vai durar um ano e meio. Além das aulas, o projeto inclui a participação dos pais por meio de workshops e da avaliação dos resultados por uma consultoria especializada, com acompanhamento do Banco Mundial (Bird). Somente a etapa de avaliação custará R$ 1 milhão e envolverá mais 450 escolas onde o curso de educação financeira não será aplicado (para fins de comparação), totalizando 900 colégios no projeto - durante apresentação da iniciativa, não foi informado o valor total da iniciativa. Os professores que levarão esse conteúdo para sala de aula participaram de capacitação durante o primeiro semestre do ano e terão suporte para as aulas. Eles são de escolas que já participavam de outros projetos com os organizadores e se candidataram voluntariamente. Aulas de educação financeira fazem parte do currículo escolar de 60 países, entre eles, Holanda, Japão e Estados Unidos. Para o representante do Banco Central no projeto, José Linaldo, as informações vão ajudar a população a não se influenciar pelas armadilhas das propagandas ou do crédito fácil. A próxima etapa do projeto prevê a extensão do curso para o ensino fundamental em 2011. "Estamos elaborando o material didático", contou José Alexandre Vasco. |
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| Japão: Brazilian School promove 8° Festa Junina com inovação | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 02/08/2010 às 12:11:30 | ||||||||||||||
Folclore, tradição e história: diversidade que agrada e impõe novos paradigmas *Por Milton Saito A 8° Festa Junina realizada pela Sociedade Educacional Brazilian School de Tochigi, no dia 27 de junho, nas dependências do Parque Karasugamori, na cidade de Otawara (Tochigi), inova quando propõe novos paradigmas e resgata aspectos folclóricos, culturais e históricos. ![]() O Grupo Negro Velho do Engenho exibe a arte da capoeira
Teatro e mímica (Charles Chaplin), músicas folclóricas, capoeira (Grupo Negro Velho do Engenho), dança de rua (Grupo de Hip Hop Stret of Angela), funk, rock, e música ao vivo com a participação dos grupos (Músicos Babilônicos e Axé Bonde Kebradera), e a tradicional quadrilha, deixaram os participantes da festa com um ar de “quero mais”. As novidades não param por aí. Os pratos típicos marcaram presença ao lado de uma culinária adaptada à realidade dos brasileiros no Japão. Doce de coco, paçoca, bolo de fubá e outras iguarias, resgataram a história da culinária típica dos festejos juninos. Mas, o tradicional pastel e o churrasquinho de carne de boi e linguiça lideraram a preferência do público. Na ausência do quentão, o Chope e o refrigerante (guaraná) deram o tom moderado para a festa.
A escola assume na realidade um importante elo de socialização e integração entre estrangeiros e japoneses. No âmbito educacional, reforça o sentido comunitário em todas as etapas da organização por meio de intensa participação dos alunos e suas respectivas famílias. Memória e história O teatro, que contou com a participação dos atores Aloísio Kioharo Nakayama e Grazielle Haruno Nakayama (Chaplin e sua Bonequinha), mostrou que a arte da mímica é pura magia, que consegue despertar sentimentos dos mais diversos nos expectadores e ainda paralisar o recinto de curiosidade e silêncio. A ousadia dos organizadores inspira novos paradigmas para este perfil de encontro. Confira as fotos do evento por meio das lentes do fotógrafo Claudionor Roma Pinto:
![]() Ao som do berimbau
![]() Arte brasileira no Japão
![]() Duplas se revezam e encantam brasileiros e japoneses
![]() Negro Velho do Engenho é tradição
![]() Músicos Babilônicos animam a festa
![]() Repertório da banda caracteriza-se pela versatilidade
![]() Chuva não atrapalha a animação do público
![]() Público da região prestigia a festa
![]() Crianças participam de concurso de miss
![]() Vencedoras posam para foto
![]() Miss Caipirinha ladeada pelas participantes
![]() Bonde Kebradera agita a galera
![]() Pose para foto
![]() Grupo Street of Angela em ritmo empolgante
![]() Criatividade e ousadia
![]() Chaplin (Aloísio) e sua bonequinha (Grazielle)
![]() Pai e filha em sintonia perfeita
![]() Cenas provocam emoção e compaixão
![]() Casamento caipira recupera a tradição
![]() Público dança, assiste e registra
![]() Traje típico se mistura com a modernidade
![]() Chaplin dança quadrilha
![]() Um túnel de acesso difícil
![]() Chaplin entrega o premio para a vencedora do bingo
![]() Público se protege como pode da chuva
![]() Barracas protegem participantes
![]() A coordenadora pedagógica Marta Severo Ribeiro motiva os alunos
![]() Barraca do Churrasquinho (César e Adenílson)
![]() A professora Lúcia no comando da barraca do pastel
![]() Professora Simone e a química das delícias da culinária
![]() Doces e delícias
![]() Shiniti orienta os pescadores
![]() Barraca de refrigerantes substitui o quentão
![]() Célia e a professora Neide
![]() Quadrilha posa para foto
![]() A diretora Alice Massako Oda recepciona o médico da Brazilian School
![]() Mãe e filhas em festa
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| Carlos Lupi inaugura Casa do Trabalhador Brasileiro no Japão | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 31/07/2010 às 20:42:43 | ||||||||||||||
Por Priscila Hayashi Portal Webnews. com - 1/08/2010 Mais uma conquista para os brasileiros que vivem no Japão foi registrada em Hamamatsu (Shizuoka) no último sábado (31). Após a assinatura do acordo previdenciário no dia 29, a comitiva composta por ministros de Estado e outras autoridades, participaram da inauguração do Escritório Experimental da Casa do Trabalhador, o primeiro fora das fronteiras territoriais brasileiras. ![]() Foto: Priscila Hayashi
A comunidade aproveitou o encontro para sugerir projetos para a capacitação profissional do brasileiro e tirou dúvidas sobre o acordo previdenciário assinado na última quinta-feira (29). ![]() Foto: Priscila Hayashi
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| Brasil assina acordo de Previdência Social com o Japão | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 31/07/2010 às 00:15:30 | ||||||||||||||
O acordo irá melhorar a qualidade de vida dos cidadãos dos dois países Com Notícias MPS
![]() Foto/Arte: Divulgação
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| Infância hiperativa não atrapalha o potencial de Michael Phelps na piscina | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 29/07/2010 às 02:31:17 | ||||||||||||||
Disciplina e o treinamento especial, explicam os recordes e as conquistas
![]() Phelps exibe medalhas das Olimpíadas de 2008 (Foto: Divulgação)
Eleito por três anos consecutivos o melhor nadador do ano (2003, 2004 e 2005), o atleta também é um grande colecionador de recordes mundiais. Nas Olimpíadas de 2008, realizadas em Pequim (China), Phelps conquistou oito medalhas olímpicas. Hiperatividade Ainda jovem, diagnosticou-se que Phelps tinha transtorno do déficit de atenção com hiperatividade. Ele que começou a nadar com sete anos de idade, influenciado pelas irmãs que já praticavam a natação, bateu seu primeiro recorde com dez anos. Daí por diante, passa a escrever seu nome dentro de diversas competições americanas e internacionais. Formado em marketing esportivo e gerência, Phelps também se destacou como aluno da Universidade de Michigan (2004 e 2008), em Ann Arbor (Michigan). Além da dieta absurda de 12mil calorias diárias, o corpo do nadador é especialmente adaptado para esportes aquáticos. Com 1,93 metros de altura, e envergadura de 2,01 metros (braços), tem pernas curtas e pés equivalentes a forma de calçado número 48. ![]() Estrutura física propicia vantagem nas competições (Foto: Divulgação)
Essas vantagens, adicionadas à disciplina e o treinamento especial, explicam os recordes e as conquistas cada vez mais impressionantes deste verdadeiro fenômeno da natação. Biografia Guilherme Buno Gouvêa, 19 anos, reside na cidade de Otawara (província de Tochigi - Japão), e cursa o segundo ano do ensino médio na S.E.B.S. (Sociedade Educacional Brazilian School). |
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| Eventos de 20 anos dos brasileiros no Japão vão reunir comunidade em três províncias | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 28/07/2010 às 06:23:18 | ||||||||||||||
Os brasileiros que estão no Japão consideram a estadia no país algo provisório e denominam-se dekasseguis ![]()
Para refletir sobre aspectos como esse da comunidade brasileira no Japão, que completa 20 anos, e ainda celebrar a data, o Setor de Comunidades da Embaixada do Brasil em Tokyo organiza uma série de eventos nesta semana. A lista inclui o seminário 20 Anos dos Brasileiros no Japão, no dia 30, em Tokyo; a abertura em caráter experimental da Casa do Trabalhador no dia 31, em Hamamatsu (Shizuoka); a Semana do Trabalhador Brasileiro, de 2 a 8 de agosto; e o Dia dos Brasileiros no Japão, no dia 1º, em Nagoya (Aichi). Antes dos eventos, na quinta-feirta (28), o governo brasileiro e japonês assinam, em Tokyo, o esperado acordo da previdência que vai permitir que brasileiros no Japão e japoneses no Brasil somem os anos de trabalho e de contribuição à previdência. Para a primeira secretária do Setor de Comunidades da Embaixada, Patrícia Côrtes, o principal motivo para se comemorar os 20 anos é o fato de muitos terem permanecido no Japão mesmo depois da crise e sob dificuldades. Sobre os eventos, explica que são uma demonstração de que o governo brasileiro se preocupa com os cidadãos do país no Japão. “Essa comunidade, por muito tempo, foi muito importante para o Brasil por causa das remessas. O governo reconhece isso e se orgulha muito dela”, disse Patrícia. Quem não for dia 1º a Nagoya pode acompanhar a transmissão ao vivo no site www.ipcdigtal.com . Uma câmera circulará pelo Port Messe e acompanhará as apresentações. O debate entre os candidatos ao CRBE (Conselho de Representantes de Brasileiros no Exterior), previsto para as 12h30, será transmitido na íntegra. |
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| Brasil e Japão assinam convênio na próxima quinta | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 27/07/2010 às 08:32:06 | ||||||||||||||
A iniciativa beneficiará cerca de 300 mil brasileiros que moram no Japão Por Portal WebNews – 27/07/2010 Brasil e Japão assinam na próxima quinta-feira o acordo para compartilhar as contribuições previdenciárias. A iniciativa beneficiará cerca de 300 mil brasileiros que moram no Japão, de acordo com informações divulgadas pela Previdência Social. Durante entrevista ao programa Revista Brasil, o ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, explicou que o sistema integrado permite ao trabalhador preservar seu tempo de contribuição nos dois países, garantindo que ele some as duas previdências e possa aposentar por idade ou invalidez. “A ideia é que o trabalhador estrangeiro residente no Brasil ou no Japão possa somar o tempo de contribuição no país de origem a sua atual moradia. Quando o contribuinte solicitar o pedido da aposentadoria, cada país vai arcar com a Previdência, de acordo com tempo de contribuição.” O ministro explica que o trabalhador não precisa contribuir simultaneamente, basta comprovar sua colaboração à Previdência que, a partir do acordo, vai correlacionar as informações. O Brasil já assinou acordo semelhantes com outros países. Em Luxemburgo (desde 1967), embora o tratado deva ser renovado por se tratar de uma legislação antiga; Grécia (1990), Cabo Verde (1979), Chile (1994), Portugal (1995) e Mercosul (Argentina, Paraguaia e Uruguai) desde 2005. O governo brasileiro também está prestes a firmar o acordo com os Estados Unidos. O ministro disse que aguarda apenas uma confirmação do governo americano para agendar uma data, seja no Brasil ou nos EUA. Caso seja assinado, o documento beneficiará aproximadamente 1,3 milhão de brasileiros no território norte-americano. |
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| Ferrari ordena, Massa abre e Alonso vence corrida | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 25/07/2010 às 10:56:59 | ||||||||||||||
Equipe italiana pede "desculpas" a brasileiro por atitude na 49ª volta do GP ![]() Massa e Alonso após o treino classificatório (Foto: Tazio/UOL)
Publicado em 25/07/2010 - (tazio.uol.com.br/) Uma atitude constrangedora da Ferrari decidiu o GP da Alemanha de F-1. Após 49 voltas de um duelo emocionante, a equipe italiana ordenou a troca entre Felipe Massa e Fernando Alonso, dando a vitória ao bicampeão.
Final 1°. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), 1h27min38s864 ( 67 voltas ) |
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| Japão: brasileiro acusa entidade pública de discriminação | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 24/07/2010 às 12:03:56 | ||||||||||||||
Paranaense diz que atendente da Hello Work o aconselhou até a voltar para o Brasil ![]() Brasileiro procurou nova unidade da agência mas não foi atendido (Foto: Kyodo)
Amigos me doam 20 quilos de arroz por mês, então compro ovos, tsukemono (conservas) ou outra mistura e vou vivendo.” Assim descreve como sobrevive no Japão o paranaense P.Y.N., 60, que diz contar com apenas 500 ienes (menos de R$ 10) para suas despesas. Após 20 anos no país, ele se sente discriminado por ser estrangeiro, pela idade e pelo mau atendimento na Agência Pública de Emprego (Hello Work) de Hamakita, em Hamamatsu (Shizuoka). Para quem não acredita em sua penúria, P.Y.N. mostra a caderneta do banco com o saldo de apenas 1.167 ienes (R$ 23). O brasileiro comemorou a abertura da nova agência, pois mora a apenas 300 metros de distância dela e economizaria os 660 ienes (R$ 13) de trem que gastaria para ir à unidade do bairro Asada. Mas, em Hamakita, foi dispensado pelo atendente, pois o local era destinado apenas para os japoneses. “Mas se eu sei falar o idioma, por que não posso ser atendido aqui?”, protestou. O brasileiro dirigiu-se então a Asada, em visita acompanhada pelo International Press. Reclamou do atendimento em Hamakita, mas o atendente não se interessou pelo caso. Em seguida, foi informado de que havia uma oferta de emprego de 800 ienes (R$ 15,80) por hora para limpeza de instrumentos musicais na região em que residia. O atendente telefonou para a empresa, mas a resposta foi a mesma que muitos brasileiros recebem: “Burajirujin wa dame da” (“brasileiros, não”). “O que me causa indignação é o fato de existir emprego, mas o empregador não admitir estrangeiros por puro preconceito”, lamenta. Sem perder o ânimo, P.Y.N. decidiu passar novamente na Hello Work de Hamakita. Foi informado outra vez de que o atendimento para estrangeiros fica em Asada. A atendente o recebeu, mas insistiu que não havia vaga para não japoneses. Outro atendente ainda aconselhou seu retorno ao Brasil. A unidade contava com um intérprete de português, mas o objetivo era apenas atender os que precisavam do auxílio de retorno ao país de origem. Com 58 carimbos em sua ficha registrando suas passagens pela Hello Work desde que perdeu o emprego em abril de 2009, P.Y.N. pretende continuar indo à unidade de Hamakita. “Se os computadores são interligados, por que devo pegar o trem e ir até Asada?”, reclama. O brasileiro já conseguiu dois arubaito (bico) para limpeza na beira do rio Tenryu e do lago Hamanako, pelos quais ganhou diária de 9 mil ienes (R$ 176). Mas depois disso não obteve outros postos, pois a Hello Work alega que existe um rodízio para vagas emergenciais. Para sobreviver, P.Y.N. vendeu seu carro, um mini Pajero, por 150 mil ienes (R$ 2.930) e pagou as contas de luz e água e os aluguéis atrasados. Depois, vendeu seu computador por 50 mil ienes (R$ 976). Passou a viver então apenas com as parcelas do seguro-desemprego, de cerca de 100 mil ienes mensais (R$ 1. 953). Mas o aluguel de 45 mil ienes (R$ 879) e as despesas de casa obrigam-no a se alimentar com 500 ienes por dia. A última parcela do seguro venceu no dia 10 de março de 2010. Mesmo sem dinheiro, ele não perde a esperança. Por isso, comprou uma cartela da loteria e ganhou 11 mil (R$ 215). “É pouco, mas dá para o gasto”, diz. Graças ao prêmio, vai poder viver com mil ienes (R$ 20) por dia – nem que seja por pouco tempo. |
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| Sexismo emburrece e mata | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 24/07/2010 às 07:19:28 | ||||||||||||||
Show de horrores Posted By coliveira On 23 de julho de 2010 @ 23:17 In Blog da Mulher | 5 Comments Por: Conceição Oliveira [1], no twitter: @maria_fro [2] Há três semanas tento digerir um verdadeiro show de horrores noticiado. Os detalhes sórdidos de mais um feminicídio [3] anunciado, o de Eliza Samúdio, tomou a mídia grande, a blogosfera e até os sites pornôs. O principal suspeito é Bruno, ex-goleiro do Flamengo e possível pai do filho da vítima, que ao que tudo indica foi seqüestrada, torturada, morta e teve partes de seu corpo dadas aos cães. A barbárie se esmerou nos textos jornalísticos e nos comentários que voltaremos a discutir ao longo deste longo texto. Tomem fôlego. Houve também o caso de estupro de uma adolescente, praticado por mais três adolescentes em Santa Catarina. O crime primeiramente foi denunciado por um blog local, o Tijoladas [4], e com bastante atraso chegou à grande mídia. O estupro ocorreu na casa de um dos adolescentes agressores que é membro da família de um dos principais donos da RBS (a maior empresa de mídia do Sul do país). O outro é filho de um delegado. Segundo relatos no referido blog, com requintes exibicionistas um dos adolescentes estupradores postou em redes sociais mensagens informando que estuprou a menina. Ao ser questionado se não tinha medo de ser punido, respondeu com desdém: ‘Tá de zoeira?’. Nesse caso, que chegou a TV Record por Paulo Henrique Amorim, que se comprometeu a acompanhar de perto o desenrolar do processo, tivemos o desprazer de ouvir mais um depoimento cínico. No Domingo Espetacular, o delegado da polícia civil que investigava o caso disse que – em relação à adolescente que teve até um controle remoto introduzido em sua vagina – é possível afirmar que houve ‘relação carnal’, mas que não poderia falar em estupro na medida em que ele não estava presente. O delegado ainda insinua que o estupro de uma menina de 13 anos, realizado por três adolescentes violentos e protegidos pelos pais, teria sido na verdade uma relação sexual de comum acordo entre a vítima e os agressores. Segundo relatos, a mãe do garoto da RBS, após saber o que tinha acontecido, maquiou as escoriações do pescoço da garota (que estava sob efeitos de álcool e possivelmente outras drogas), ligou para os pais da menina para que viessem buscá-la e deu a entender que ela estava em uma ‘festinha’. O comentário do delegado catarinense é da mesma categoria do de Demóstenes Torres (DEM) que, na luta contra as cotas no Senado, afirmou que senhores escravocratas mantinham com mulheres escravizadas relações consensuais. [5] Uma semana depois das declarações na tevê, o delegado foi exonerado do cargo e o presidente da Associação dos Delegados de Santa Catarina lamentava o fato. Eu lamento o nível desses delegados. A misoginia e o sexismo andaram soltos também na verve de cartunista, ‘jornalista’ e ex-presidente. Nani, cartunista da velha guarda do Pasquim, jornal de resistência à ditadura militar, retratou a coligação do PT com o PMDB como prática de prostituição. Desenhou a candidata Dilma Rousseff rodando bolsinha na esquina e pôs na boca dela expressões de prostituta. Curioso que a coligação do PSDB com o DEM não mereceu o mesmo tratamento. Josias de Souza, blogueiro da Folha/UOL, que já havia associado Dilma e Marta Suplicy aos termos ‘vadias’ e ‘vagabundas [6]’, expõe a charge no seu blog, acrescida do título que Nani não deu originalmente: “Candidata de programa!” Nani havia dado o seguinte título: “Programa de Dilma depende dos partidos”. Ambos são lamentáveis, mas Josias se esmerou na detratação. O que todos esses casos têm em comum? Todos eles estão permeados de sexismo, todos são resultados de como nós mulheres somos vistas numa sociedade que ainda mantém fortes traços de patriarcalismo. Da Esquerda à Direita os ‘companheiros’ se esmeram no sexismo Há exemplos a perder de vista de uma linguagem e comportamento chauvinista em nossa sociedade. Para não cansar os leitores com muitos exemplos, recordo apenas alguns casos. Em março de 2010, para atacar FHC, Ciro Gomes disse que o ex-presidente tinha uma ‘inveja feminil’ [7] de Lula. Não bastou a Ciro qualificar o ex-presidente como uma pessoa invejosa, ciumenta. Para tornar mais ácido seu ataque ao adversário político, ele associou o sentimento de inveja ao sexo feminino. Fez uso de uma idéia fortemente presente no senso comum de que as mulheres são seres ‘invejosos por natureza’. Desse modo, reforçou o preconceito e atingiu o seu objetivo de desqualificar o adversário, não apenas no campo político, mas também no universo dos machos que dominam o campo da política institucional do Brasil. Fernando Henrique Cardoso e seus aliados de partido não deixam por menos. É recorrente no discurso do demotucanato que Dilma é ‘sombra’, ‘boneco’, ‘retrovisor’, ‘poste’ de Lula. Enfim, em vários textos e discursos, antes mesmo da largada para a campanha eleitoral, pululam termos que buscam desqualificar a mulher e a política Dilma Rousseff como uma candidata sem méritos próprios. Em fevereiro de 2010, FHC, em artigo publicado na imprensa nacional, disse que “eleições não se ganham com o retrovisor [8]“, comparando Dilma a um ‘boneco manipulado’ pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Naquele mesmo mês, na tribuna do Senado Tasso Jereissati (PSDB-CE) disse que a petista “é uma liderança falsa, de plástico, de silicone”. FHC esqueceu a elegância da Sorbonne e até da sociologia de que tanto se orgulha e novamente focou a imagem feminina de Dilma com veios de ironia: “a encenação para a eleição de outubro já está pronta. Como numa fábula, a candidata do governo, bem penteada e rosada, quase uma princesinha nórdica, dirá tudo o que se espera que ela diga, especialmente o que o mercado e os parceiros internacionais querem ouvir”. O ex-presidente, que nem o PSDB sabe o que fazer com ele, pinta Dilma como uma mulher fútil, que é só aparência, vazia de conteúdo, não é um sujeito histórico, não pensa por si, é facilmente manipulada, mas não pára por aí. Sua misoginia [9] usa também da ironia em relação à idade de Dilma. A candidata do PT é uma mulher que brevemente será avó e, mesmo assim, sua figura é comparada à imagem de uma ‘princesinha’. Os mais ogros, sem os subterfúgios do discurso fhceniano, usam outros termos para se referir às mulheres maduras na política. Eduardo Guimarães [10] fez um texto interessante chamando atenção sobre isso. Quanto ao ‘nórdica’ nem precisamos dizer que seu uso também é proposital: uma forma de destacar a origem étnica e social de Dilma — uma mulher branca, bem educada. O recurso de FHC, aqui, é negativar e descolar a origem social da candidata do PT em contraponto com as origens populares de Lula, na medida em que todo o preconceito social repetido e reproduzido contra Lula, o ‘analfabeto’ não surte mais efeito na maioria da população, diante de um presidente que bateu todos os recordes de popularidade na história do Brasil e que ganhou a projeção e respeito internacional das quais FHC jamais se aproximou. Marcos Coimbra [9] ao analisar aquele texto de FHC problematiza: se o adversário político dos tucanos na disputa eleitoral pela presidência da República fosse um homem, FHC certamente não se preocuparia com a aparência. Concordo com ele, não vejo na fala das poucas mulheres presentes na política institucional o uso de atributos físicos ou ausência deles para desqualificar seus adversários. Exemplos como o de Soninha Francine, que desenvolveu um ódio visceral de Marta, são mais raros. As mulheres que ocupam cargos públicos costumam não destratar as demais, desqualificando-se mutuamente, reforçando preconceitos de gênero. Isso me parece ser prática comum aos políticos do sexo masculino. É saudável, para toda sociedade brasileira, termos candidatas disputando o pleito de 2010 e com condições de vitória. E quanto ao Nani? O cartunista, após a publicação da charge sexista, chegou a se defender das críticas dos comentaristas de esquerda, lembrando que já tinha retratado Serra e FHC como ‘prostitutas’. A fixação de Nani pelo tema da prostituição como algo condenável e a associação recorrente que o cartunista faz da prostituição à prática política não podem ser usadas como desculpas para falta de humor travestido de preconceito. Alguns amigos jornalistas de esquerda também demonstraram surpresa com o fato de um cartunista do ex-Pasquim ter sido tão apelativo e preconceituoso. Não me surpreendi. Convivo com muitos amigos de esquerda que têm grande dificuldade de entender o mundo para além da luta de classes. Muitos deles de fato se esforçam cotidianamente para vencer sua cultura machista. Já conseguem enxergar que a dominação masculina sobre as mulheres é estrutural, conseguem perceber a necessidade de se respeitar a construção de outras identidades. Mas abolir de nossas vidas preconceitos é um exercício cotidiano que nem todos estão dispostos. A turma do Pasquim fez uso do humor, da ironia e irreverência para resistir à ditadura militar, mas seus cartunistas e editores foram bastantes conservadores em relação à emancipação feminina e se opuseram firmemente a toda e qualquer luta das mulheres nesta direção. Às denuncias das feministas brasileiras sobre o caráter estrutural da dominação, expresso nas relações da vida cotidiana, o Pasquim respondia com sarcasmos e zombarias. Como mostra o excelente artigo de Rachel Soihet [11], “Zombaria como arma antifeminista: instrumento conservador entre libertários”, o jornal que lutava contra o regime de exceção: “(…) voltou-se, igualmente, contra as mulheres que lutavam por direitos ou que assumiam atitudes consideradas inadequadas ao modelo tradicional de feminilidade e às relações estabelecidas entre os gêneros. Ridicularizavam as militantes, utilizando-se dos rótulos de ‘masculinizadas feias, despeitadas’, quando não de ‘depravadas, promíscuas’, no que conseguiam tais articulistas grande repercussão. Depreende-se dessa conduta o temor da perda do predomínio masculino nas relações de poder entre os gêneros, no que evidenciavam forte conservadorismo, contrastante com a atitude vista como libertária de alguns desses elementos em outras situações.” Geni insepulta: pré-julgada pelo currículo sexual, viva ou morta Como disse, passei essas últimas semanas com o estômago embrulhado diante das notícias em portais, blogs, e sites pornôs (sim, fiz questão de visitá-los para ver até onde ia a barbárie sexista). Mas não vou me ater a espetacularização irresponsável da polícia e da imprensa, que anda facilitando a vida da defesa do ex-goleiro Bruno, sendo ou não ele culpado pela morte de sua ex-namorada. A este respeito indico dois bons textos. O primeiro é do procurador da República, o professor Vladimir Aras, especialista em Direito Criminal, (aqui [12]) que nos lembra que há muita tecnologia para ser usada nas investigações. Ele argumenta que diante do fato dos suspeitos estarem utilizando o direito ao silêncio, o Ministério Público/MG pode, por exemplo, propor acordo de delação premiada ao suspeito certo, pois isso ajudaria a remontar os eventos e localizar o cadáver da vítima ou as provas necessárias para condenar os executantes do crime, mandantes etc. O segundo é o texto do jornalista José Cleves Silva, especialista em investigações de corrupção policial, envolvimento da polícia com tráfico de drogas, armas e assalto a bancos em Minas Gerais. Ele tem larga experiência no contato com a polícia mineira e também foi vítima dessa polícia que não difere muito das dos demais estados: adoram um holofote. Vale a pena ler o seu texto sobre a ação da polícia mineira no caso Bruno [13], considerando também que o jornalista foi acusado de ter matado sua própria esposa [14] e foi inocentado por unanimidade. Não foi apenas o espetáculo grotesco da mídia grande impressa e televisiva, que adora as lucrativas notícias de assassinatos brutais envolvendo sexo e celebridades, que causaram espanto a todos aqueles que têm consciência de que vivemos em uma sociedade chauvinista, mas também os comentários grotescos de machistas moralistas e, igualmente, de mulheres que contribuem para disseminar o machismo. “(…) Se essa maria chuteira não tivesse pegado tanto no pé do Bruno, não teria morrido. Disse a Margarida neste espaço, e foi muito contestada, que se você vê um maremoto sai correndo. Eliza já havia sido ameaçada de morte e, mesmo assim, continuou pegando no pé do Bruno. Ela podia reivindicar seus direitos na Justiça sem ir de Range Rover ao sítio do doidão. Mas, provavelmente, ela era do tipo chiclete.(…) (Trecho de comentário no Viomundo). Veja e alguns comentaristas do Viomundo – que adoram criticar o jornalismo ‘de esgoto’ daquele semanário — encontraram-se no mesmo sentimento de ignorar o fim trágico de Eliza, culpá-la pela própria morte e lamentar o fato de um ex-favelado, que finalmente ascendeu socialmente, ter jogado o ‘seu futuro’ pela janela, só por causa de uma ‘biscate’. Em todos eles, expressões como: ‘Maria Chuteira’, ‘interesseira’, ‘piranha’, ‘pegajosa’, ‘chiclete”, ‘puta’ etc. se mesclavam e se complementavam. Mayara Melo [15] fez um excelente texto a respeito deste tratamento ignóbil dado à vítima Eliza Samúdio e teve a paciência de elencar alguns, dissecando-os. “Trouxa, você fez filho pra pegar pensão? Então cala a boca! Puta é isso. Mulher que faz filho pra mamar dinheiro dos outros, seja quem for! Vagabunda se ferrou!” ou “Estou triste pelo jovem Bruno, um homem realizado na vida profissional e financeira e acabar tudo por causa de um envolvimento com mulher de programa, filho é feito em mulher decente e de honra que isso sirva de exemplo para os homens”. Ainda há aqueles que disparam, sob moderado pudor: “Era uma aproveitadora, mas ninguém tem o direito de tirar a vida de outra pessoa, por pior que ela seja.” Wladimir Aras [16] definiu com precisão a condenação pública da vítima: “Eliza Samudio é uma Geni insepulta. Provavelmente está morta. Mas continua apanhando!” Nem sua morte foi capaz de calar seus detratores moralistas. Eliza, ainda grávida, foi seqüestrada, sofreu agressões físicas, foi obrigada a tomar substâncias abortivas e quando pediu socorro ao Estado, porque sua integridade física e a do seu filho foram ameaçadas, não obteve proteção garantida pela Lei 11.340/06 (Lei Maria da Penha), porque uma juíza conservadora julgou moralmente a mulher Eliza e ignorou o art. 5º, inciso III: “Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabitação.” (Fonte: Wladimir Aras). Como este texto pode ter sido interpretado de outra maneira no caso de Eliza Samúdio? O preconceito incrustado na mente de nossos juízes pode explicar a decisão. Eliza foi pré-julgada pelo seu currículo sexual, condenado moralmente: seu comportamento tornou-a uma pessoa cuja vida vale menos que a das demais. Para que pudéssemos refletir e agir sobre uma doença social que torna as mulheres vítimas da violência de seus companheiros ou ex-companheiros o Estado teria de fazer valer as leis que garantam nossos direitos. Nossa imprensa poderia ajudar fazendo menos bandalheira e recorrendo mais às análises históricas, antropológicas, sociológicas, políticas sobre as causas do sexismo. Mas restou aos leitores conservadores e consumidores de tragédias as reduções psicologizantes e empobrecedoras que pulularam em todos os meios de comunicação. Ao abordar este feminicídio Fátima Oliveira [17] fez a crítica a esta abordagem irresponsável, criticou seus pares e mostrou como o conservadorismo de uma juíza que prejulgou a conduta de Eliza, negando-lhe a proteção do Estado, tornou o próprio Estado co-autor de um crime: (…) é antiético que psicólogos, psiquiatras e psicanalistas se encarapitem na mídia, como papagaios de piratas, chutando que fulano, sicrano ou beltrano é isso ou aquilo outro. “Nem todo homicida é sociopata. Nem todo sociopata mata, mas pode virar assassino se a lei não comparece para punir outros delitos, pois portam personalidades a quem só a lei dá limites (…) Eterno ser imperfeito, objeto de prazer, consumo ou de pancada de outrem Seria saudável para todos nós se tragédias anunciadas como a morte de Eliza Samudio ou o estupro da adolescente de 13 anos por outros três adolescentes na casa de um deles, servissem para que Estado e sociedade como um todo refletissem e agissem para diminuir o número escandaloso de mulheres assassinadas ou estupradas por seus companheiros diariamente no Brasil. Teríamos menos Elizas, Mércias, Eloás, Julienes e seus bebês [18], Marias Islaines, Orestinas [19]… Nossa taxa de feminicídio é bem superior à média de outros países. Segundo o Mapa da Violência no Brasil [20] no período de 1997 a 2007 dez mulheres foram assassinadas por dia, na maioria por seus companheiros atuais ou antigos maridos ou namorados. Segundo Mayra Kubik Mano [21], a cada quinze segundos uma mulher é espancada no Brasil! A antropóloga Debora Diniz [22] com muita propriedade argumenta: “A violência não é constitutiva da natureza masculina, mas sim um dispositivo cultural de uma sociedade patriarcal que reduz os corpos das mulheres a objetos de prazer e consumo dos homens.” Quando temos consciência de que não é natural o desrespeito e, não raro, a violência física, moral, psicológica com que somos tratadas e denunciamos, somos ridicularizadas com o velho e recorrente discurso que nem mesmo os editores e chargistas do Pasquim abriram mão. De nós é exigido um corpo belo mesmo que não sejamos modelos ou atrizes pornôs. Não basta que, como qualquer ser humano, tomemos banho todos os dias, escovemos os dentes, lavemos as mãos, cortemos as unhas. Tudo em nós é visto e tratado ‘por natureza’ como algo imperfeito que precisa ser arrumado, extraído, modificado: unhas precisam ser ‘feitas’, cabelos precisam ser alisados ou enrolados ou tingidos, os pêlos extraídos das pernas, virilhas, axilas, buço, sobrancelhas, a pele precisa passar por seções torturantes de extração de cravos, manchas; as rugas precisam desaparecer, assim como gorduras, estrias, celulites. Nosso corpo ainda é coisificado e muitas vezes nos cansamos e nos adequamos. Vivemos, aceitamos e cultuamos a juventude e um determinado padrão de beleza (geralmente branco, magro, loiro e de olhos azuis) e relegamos ao segundo plano todo ser ‘imperfeito’ fora deste padrão. Permitimos que meninas negras com apenas sete anos sejam eletrocutadas no banheiro devido a um curto circuito em uma maldita chapinha usada para transformar seus cabelos crespos ‘imperfeitos’ em algo ‘apresentavel’. Fazemos as mulheres depois dos quarenta serem muitas vezes tratadas como ridículas, porque querem recuperar sua juventude a qualquer custo. Se a mulher exige de nós o direito de envelhecer com dignidade alcunhamos a de ‘tia velha, mal-humorada’. Se tem consciência de que sua experiência sexual permite que todo o seu corpo, com ou sem gordurinhas e celulites, ou alguns fios de cabelo branco, exerça desejos; se ela sabe que nada disso a impossibilita de dar e obter prazer junto ao seu companheiro, também não é valorizada. Não criamos caprinos, devemos formar homens e mulheres saudáveis Pré-julgamos mulheres que não seguem as normas impostas pela falocracia, mas consumimos o corpo feminino oferecido em diferentes suportes midiáticos [23]. Nossos valores tão deturpados permitem que jovens adolescentes tenham, por vezes, seu primeiro contato com a prática sexual expondo seu corpo e da parceira no mundo virtual. A rede SaferNet, por exemplo busca orientar pais e responsáveis sobre exposição da sexualidade: Não há nada de errado em falar e discutir sobre sexualidade. O erro é não se proteger e não se informar sobre como manter relações saudáveis dentro e fora do ciberespaço; Proteja seus direitos sexuais e não facilite agressões; Pais: dialoguem com seus filhos para conhecer o que fazem online e orientá-los. Os valores e limites de sua família precisam ser discutidos também em relação aos comportamentos online. Converse com seus filhos sobre as noções de privacidade e de comportamento de risco para construir limites como proteção e não como proibição; Pais e educadores: Saiba que você não precisa ser expert em tecnologia, basta transpor a cidadania também para este novo ciber-espaço público; SaferNet explica que o sexting [24], prática na qual adolescentes de 12, 13 anos de idade e jovens usam seus celulares, câmeras fotográficas, emails, chats, comunicadores instantâneos e sites de relacionamento para produzir e enviar fotos e vídeos sensuais de seu corpo nu ou seminu – assim como mensagens eróticas para namorados, pretendentes ou amigos – já se tornou moda entre adolescentes por aqui. Reportagem do Terra Magazine [25] mostra a chegada no Brasil de um concurso no qual adolescentes e jovens gravam suas relações sexuais e postam no youtube. Ganha o que tiver mais acesso. A prática não é incomum entre estudantes de escolas de classe média desde pelo menos meados da década de 1990 quando ainda se usava fita VHS. Com a rede, os vídeos apenas são distribuídos em novos suportes e em nível planetário. Diante desta exposição e permissividade a velha máxima patriarcalista que reduz nossas crias a caprinos em pastos – ‘segurem suas cabras, pois meu bode está solto’ – adquire novas colorações moralistas, renova-se em outros discursos, mas continua em voga. Reprimimos as meninas, reproduzindo os velhos papéis sociais desde a sua mais tenra infância, desde a escolha dos brinquedos. Meninos recebem carrinho, bola, é permitido a eles até alguns excessos nas lutas com os amiguinhos. Aos leitores pacientes desde longo texto: faz algum sentido a idéia da violência, da valorização da força física no universo masculino parecer algo da essência dos homens? Meninas recebem apetrechos de cozinha, bonequinhas para desde cedo adequarem-se a um papel naturalizado às mulheres: donas de casa, mães…. Não nos passa pela cabeça que, em pleno século XXI, as mulheres podem, se assim desejarem, jogar futebol e serem atletas excelentes como a Marta, que faz inveja a muito marmanjo apaixonado por futebol, ou que elas tornem-se exímias e cuidadosas motoristas e tenham, inclusive, descontos nas apólices de seguros de automóveis pelo seu comportamento mais civilizado no trânsito. Mesmo assim, elas continuam ouvindo dos ogros que não se civilizam – e acham que trânsito é praça de guerra: ‘volta para o tanque, Dona Maria!’ Os ogros são incapazes até de atualizarem suas ofensas: a venda de eletrodomésticos bate recorde atrás de recorde no Brasil e até as ‘donas Marias’ já compraram sua máquina de lavar roupas. Para além de combater uma cultura midiática que estimula crianças e jovens a serem consumistas não apenas de objetos, mas de imagens femininas como produtos de consumo, é urgente que pais e professores revejam o quanto são responsáveis pela reprodução de uma educação sexista. Da mesma forma, é preciso refletir também na construção da identidade masculina, a valorização do macho como ‘provedor’, ‘ pegador’, ‘comedor’, desprovido de afeto. Vários pesquisadores vêm se dedicando à temática da reprodução de preconceitos e discriminações no âmbito escolar. Marília Pinto de Carvalho [26], em pesquisa de campo junto a professores dos primeiros anos do Ensino Fundamental, investigando o fracasso escolar de meninos negros nas escolas públicas (grupo que permanece há décadas em primeiro lugar nas estatísticas), aponta-nos, por exemplo, que professoras têm imagens cristalizadas do que seriam comportamentos próprios e/ou adequados aos meninos e meninas, aos negros, aos brancos e aos pobres. Percepções sobre comportamento de gêneros, pertencimento étnico-racial e origem social interferem na avaliação e expectativa dos professores em relação à disciplina e desempenho escolar das crianças e por, sua vez, na construção de suas identidades. Dos meninos, as professoras não costumam cobrar capricho nos cadernos e quando se deparam com um caderno limpo, bem cuidado, desenhado, que não pertence a uma menina se surpreendem. Muitas têm como pressuposto que os problemas de disciplina apresentados por crianças negras, especialmente meninos, estão invariavelmente relacionados ao: “histórico da família desses alunos, alunos que moram em ambientes mais pobres, favelas, estão mais expostos a coisas cruéis, os modelos de adultos que essas crianças têm são pessoas mais rudes” (Depoimento de professora à Marília Carvalho). Ao longo do trabalho a pesquisadora discutiu com as professoras entrevistadas os resultados parciais da pesquisa. Marília destaca que as professoras eram ‘jovens, comprometidas, sérias em seu trabalho pedagógico’, foram ‘corajosas e perspicazes ao longo de todo o processo’. Mesmo assim, suas avaliações em relação às crianças revelaram-se hierarquizadas: “Mas se elas não eram abertamente preconceituosas nem discriminadoras, se gostavam de seus alunos e se dedicavam a eles, como suas avaliações revelaram-se tão marcadas por hierarquias de gênero, classe e raça?” (Marília Carvalho). Precisamos tornar realidade princípios caros aos educadores: educar para autonomia, para o respeito e para a convivência solidária. Isso não pode ser apenas discurso vazio, tem de se tornar prática social. A filósofa Hannah Arendt, refletindo sobre a crise da autoridade, grosso modo, argumenta que toda geração adulta é responsável pela que a sucede. E adultos que abram mão desta tarefa crucial, deveriam também abrir mão de serem pais e professores. Somos a maioria desempoderada e despolitizada Nós, mulheres, somos maioria na população brasileira e, entre os cerca de 135 milhões de eleitores aptos a votar, representamos 52% contra 48% dos eleitores do sexo masculino, mesmo assim somos subrepresentadas: “O balanço de registros em 2008 divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que a participação feminina na disputa por cargos eletivos é bem abaixo do percentual masculino. De um total de 375.655 registros de candidaturas para cargos nas prefeituras dos municípios brasileiros (prefeito, vice-prefeito e vereadores), apenas 74.837 (20,96%) eram de mulheres.” (Sandra Cruz [27], UNE). Considerando as estatísticas de anos de estudo, as mulheres brancas são as mais educadas, mesmo assim, nem elas estão majoritariamente na política. Sandra Cruz aponta que nos cargos de maior nível hierárquico no parlamento, governos municipais e estaduais, secretarias do primeiro escalão do poder executivo, judiciário, sindicatos e reitorias as mulheres não chegam a 20%. Se além do gênero, consideramos o recorte étnico-racial, seja entre mulheres candidatas ou eleitas, o quadro de subrepresentação é ainda mais grave: as negras estão em minoria e as indígenas praticamente ausentes. Nosso voto fará a diferença e é preciso que tenhamos muito claro quais as políticas propostas que realmente visam combater o sexismo e outras formas de discriminação. Estejamos atentas às políticas que possam nos empoderar, que permitam que nossas crianças tenham acesso às creches, a uma boa educação, ao lazer, à cultura, a uma infância digna. São fundamentais as plataformas políticas que defendam a saúde pública no país, a humanização da medicina e que não se exima de discutir, por exemplo, de modo amplo e democrático a discriminalização do aborto (que, mais uma vez, mata as mais pobres e dentre elas, as mulheres negras, em sua maioria sem recursos para clínicas médicas clandestinas). Também são importantes o papel de representação das mulheres na mídia, as cotas, micro-créditos, renda mínima cuja gestão dos recursos esteja nas mãos das mães de família etc. Nestas eleições temos duas candidatas do sexo feminino. As duas com trajetórias políticas em partidos de esquerda. Dilma Rousseff, que ainda muito jovem lutou contra a ditadura militar, foi presa e torturada, e Marina Silva, ex-PT, que iniciou sua luta política com os seringueiros da Amazônia. Para além das diferenças partidárias (que na atualidade as opõem), elas têm feito um debate de alto nível. Dilma tem enfrentado uma campanha detratora e sexista, porque está na frente nas pesquisas eleitorais e porque não se exime de debater, por exemplo, a discriminalização do aborto como uma questão de saúde pública. Marina tem mais dificuldade para expressar uma posição objetiva em relação a esse tema devido suas crenças religiosas, mas não nega que seja uma questão de Estado. Para encerrar, recorro a outro artigo do sociólogo Marcos Coimbra [28], que questiona uma falácia presente na grande mídia e no senso comum conservador. Trata-se da que afirma que mulheres não votam em mulheres. Nesse artigo Coimbra discute a preferência do eleitorado a partir do recorte de gênero. O texto é de abril, quando Ciro ainda aparecia nas pesquisas de intenção de voto. Há três meses nas pesquisas eleitorais, Dilma e Marina, em todos os estados, tinham desempenho menor entre as eleitoras do que Serra e Ciro. A diferença, inclusive, entre Dilma e Serra era o voto feminino, já que a preferência do eleitorado masculino entre os dois candidatos era igualmente distribuída. À época, Coimbra argumentava que um fator crucial para explicar as performances dos candidatos era o nível de conhecimento que os eleitores tinham deles. Ou seja, o fator relevante era a informação. Quando homens e mulheres possuíam nível de informação semelhante essas diferenças desapareciam: “As pesquisas atuais refletem a distribuição desigual da informação entre os gêneros, que deriva, por sua vez, dos papéis sociais diferentes que homens e mulheres desempenham.” (Marcos Coimbra) Posso garantir que este é um dado importantíssimo. Sou uma mulher educada, com acesso à informação, ativista, politizada. Mas também sou mãe, filha mais velha com pais idosos, tenho uma atividade profissional que demanda longo tempo de concentração, sou blogueira, twitteira, orkuteira, facebookeira. Para conseguir fazer tudo isso, conto com ajuda da Ana, mensalista que trabalha em minha casa. Ana está de férias. Nos primeiros dias quase enlouqueci para dar conta de todas as demandas, como este texto que agora entrego a vocês e que foi redigido a conta-gotas entre lavar quintal do cachorro, controlar a máquina batendo roupa, ir às reuniões preparatórias do encontro de blogueiros, fazer almoço para a filha (que pegou na vassoura também)… Então, mulherada, se vocês realmente acham que não podemos mais ser tratadas como seres eternamente imperfeitos, despolitizados, vadios e saco de pancadas, à luta, olho vivo e ação contínua para educar nossos companheiros e nossos filhos, meninos e meninas, para serem pessoas autônomas, colaborativas, respeitosas, mais livres e felizes. Homarada, a formação de nossos filhos se concretiza quando o modelo está em sintonia com o discurso. O modo como tratam suas parceiras reflete na forma como seus filhos construirão suas futuras relações. Assim como, para que possamos nos informar e escolher a melhor candidatura que continue transformando positivamente o Brasil, precisamos de tempo livre. Saibam, portanto, que suas meias de futebol não vão sozinhas para a máquina de lavar roupas, sua comida não fica pronta se não for preparada e nem as panelas são auto-limpantes. Se vocês também desejam que sua mãe, irmã, parceira e/ou filha sejam seres bem informados, politizados e autônomos, que tal sair da frente desta tela, convidá-las a ler este texto e se oferecer para lavar aquela pia de louça suja? Sexismo emburrece e mata. Repensar os papéis sociais cristalizados para mulheres e homens nos liberta, permite que mudemos nossas atitudes, possibilita-nos fazer escolhas mais conscientes tanto na política quanto na vida. Article printed from Viomundo – O que você não vê na mídia: http://www.viomundo.com.br |
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| Entidades advertem brasileiros sobre uso de praia em Ibaraki | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 21/07/2010 às 12:48:19 | ||||||||||||||
Os problemas começaram a surgir há cerca de 10 anos ![]() (Foto: Web News)
Por Portal Web News – 21/07/2010 No feriado de agosto de “obon” – finados, pela língua japonesa – mais de 10 mil pessoas frequentam a praia de Takahagi. Entidades da província de Ibaraki proíbem o acampamento na praia de Takahagi. No verão, o local é bastante frequentado pelos brasileiros de outras províncias que são atraídos pelas areias brancas do ponto turístico. Cartazes na língua portuguesa, que incluem outras restrições, estão sendo distribuídos inclusive em localidades distantes. Os problemas começaram a surgir há cerca de 10 anos, quando os primeiros brasileiros começaram a visitar a cidade litorânea de Takahagi. Desde então, as queixas dos moradores se intensificaram de tal maneira que funcionários da prefeitura são obrigados a se deslocar por mais de 170 km para distribuir panfletos que informam sobre as medidas. Os pontos de distribuição mais distantes são as cidades de Oizumi, Ota e Isesaki. Os sacos de lixo, que eram deixados na praia, eram dessas localidades da província de Gunma. O conteúdo dos sacos indicava que o lixo pertencia aos brasileiros. Além do problema de acúmulo de lixo, os carros eram estacionados de uma maneira que impediam o tráfego. Em situações de emergência, até as ambulâncias não tinham acesso livre pelas ruas em torno da praia. Ainda, a presença de pessoas que armavam barracas e acampavam no local, incomodava os moradores. A decisão foi tomada em conjunto com Associação de Turismo, Escritório de Administração Civil, Delegacia de Takahagi, Corpo de Bombeiros e Administração Florestal de Ibaraki. Multas e até detenções poderão ser efetuadas. |
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| Jornada de trabalho no Japão é detalhada em lei | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 18/07/2010 às 09:29:31 | ||||||||||||||
Japão registra aumento de horas extras Ipcdigital: (www.ipcdigital.com/br) Japão – 18/07/2010 Jornada de trabalho é o nome dado ao período em que o trabalhador executa o trabalho a pedido do empregador, não incluindo o descanso. As horas de preparação e arrumação são consideradas como hora de trabalho. Segundo a Lei de Normas Trabalhistas (Roodoo Kijun Hoo), a jornada de trabalho no Japão não pode ultrapassar oito horas diárias ou 40 horas semanais. Qualquer hora trabalhada a mais é considerada hora extra ( jikan-gai roodoo, como é chamado o zangyoo na lei). Empresas que adotam horários de trabalho não regulares (henkei roodoo jikan) não são obrigadas a pagar remuneração adicional se a jornada de trabalho não ultrapassar o tempo estabelecido em acordo com os funcionários. Por isso o empregado deve pedir que a empresa explique os detalhes do sistema adotado. Essas informações devem estar claramente descritas no regulamento interno. Caso esse regulamento esteja ferindo a lei, ele se torna automaticamente inválido, mesmo que o trabalhador o tenha assinado ou saiba de sua existência. Nos últimos meses, o Japão registrou aumento no pagamento de horas extras, o que tem impacto no desemprego. Em vez de contratar, os empregadores pedem aos funcionários que permaneçam mais tempo no trabalho. A medida evita o aumento de gastos na folha de pagamento. Mas pode desgastar os funcionários que, cansados, são menos eficientes e acabam se envolvendo em acidentes de trabalho ou desentendimentos provocados por estresse. O trabalhador que ultrapassa a jornada máxima deve receber adicional de 25% do valor normal, relativo às horas extras. O percentual para horas trabalhadas no turno da noite (22h às 5h) é de 25%. Já no caso do trabalhador ser chamado para trabalhar em dias de folga, é de 35%. Nos casos em que o trabalhador já cumpriu a jornada normal de oito horas e as horas extras são feitas no período de 22h às 5h, o valor por hora tem acréscimo de 50%. Caso o total de horas extras some mais de 60 horas por mês, o trabalhador passa a receber 50% a mais do que o valor base pelo tempo trabalhado além desse limite. Em alguns países, a carga horária máxima em alguns setores é de 35 horas semanais, como na Alemanha. No Japão, a jornada determinada por lei passou a ser de oito horas diárias ou 40 horas semanais em 1997. Em empresas com menos de nove funcionários das áreas de comércio, saúde, entretenimento, restaurantes e hotelaria, a jornada semanal é de 44 horas desde 2001. O menor de 18 anos contratado como efetivo (seishain) não pode fazer horas extras. Caso precise ou queira, ele terá de assinar um acordo com o empregador chamado de Rooshi Kyootei. No entanto, esse acordo precisa ser aprovado pelo Escritório de Inspeção de Normas Trabalhistas (Roodoo Kijun Kantokusho). Mulheres que precisam cuidar de crianças na fase pré-escolar ou trabalhadores que têm familiares que necessitam de cuidados especiais não podem ser obrigados a fazer mais de 24 horas mensais ou 150 horas anuais de hora extra. Trabalhadores noturnos também podem pedir dispensa de qualquer trabalho além da jornada normal. Os intervalos (kyuukei jikan) servem para que o trabalhador se desligue física e mentalmente do trabalho. Quando a jornada for superior a seis horas, o tempo mínimo de descanço é de 45 minutos. Quando for maior que oito horas, o tempo mínimo de descanso é de uma hora. |
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| Morre Paulo Moura: um verdadeiro gênio da música popular brasileira | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 13/07/2010 às 02:58:10 | ||||||||||||||
Moura era trompetista, saxofonista, compositor e arranjador ![]() João Donato e Paulo Moura (Arquivo Pessoal)
Com Estadão - 13/07/2010 O músico Paulo Moura, 77 anos, morreu no fim da noite desta segunda-feira no Rio de Janeiro em decorrência de um linfoma, um câncer no sistema linfático. Paulista, natural de São José do Rio Preto, Moura era trompetista, saxofonista, compositor e arranjador. O músico, considerado um dos maiores instrumentistas da música brasileira, tocou com grandes nomes da música brasileira, como Ary Barroso, Tom Jobim, Elis Regina e Raphael Rabello. A melhor maneira que encontro para lembrar Paulo Moura, um dos maiores músicos que já conheci, é ouvindo sua música. ![]() Mafalda Minnozzi e Paulo Moura (Arquivo Pessoal)
![]() O eterno Paulo Moura (Arquivo Pessoal)
![]() Paulo Moura deixa um legado fantástico (Arquivo Pessoal)
![]() Paulo Moura e Oscar Niemeyer (Arquivo Pessoal)
![]() Paulo Moura homenagea estrelas da música brasileira (Arquivo Pessoal)
![]() Show 110 anos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas na Sala São Paulo (Arquivo Pessoal)
![]() Show São José do Rio Preto
![]() Tocando sax soprano para platéia japonesa, Tóquio, 1979 (Arquivo Pessoal)
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| Japoneses dão nota 6,5 à própria felicidade | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 12/07/2010 às 08:07:44 | ||||||||||||||
O número é inferior à média europeia Japão - Tokyo – 12/07/2010 Ipcdigital: (www.ipcdigital.com/br)
Os dados mostraram que o povo japonês deu nota 6,5 a sua felicidade na escala que varia de zero a 10. O número é inferior à média europeia de 6,9 pontos, registrada num levantamento semelhante realizado em 2008, e também aos índices dos principais países da União Europeia como Grã-Bretanha (7,4), Alemanha (7,2) e França (7,1). Em comparação com o resultado da pesquisa europeia, que mediu o índice de felicidade de 28 países, o Japão fica entre Eslováquia e Letônia, que ocuparam 20ª e 21ª posição, com 6,6 pontos e 6,4 pontos, respectivamente. A Dinamarca liderou o ranking com 8,4 pontos, seguida pela Finlândia, com 8,0 pontos. A Bulgária ficou em última posição com 5,2 pontos. A pesquisa no Japão foi realizada em março deste ano como parte do programa do governo de criar um novo índice econômico baseado na felicidade e satisfação do povo. Asondagem contou com 2,9 mil pessoas na faixa etária de 15 a 79 anos escolhidas aleatoriamente, que responderam ao questionário que perguntou o grau de felicidade que variava de 0 (muito infeliz) a 10 (muito feliz). Em média, os participantes deram 6,47 pontos. O resultado mostrou que as mulheres se sentem mais felizes dos que os homens, com uma nota média de 6,69 pontos. No grupo feminino, 59% das participantes deram notas maiores de 7 pontos. Entre os homens, 48% deram notas acima de 7, e a média foi de 6,24. Por faixa etária, as pessoas de 30 a 39 anos deram a melhor nota, de 6,73, enquanto os mais velhos se mostraram menos felizes. O grupo dos participantes de 60 a 69 anos registrou uma nota média de 6,29, enquanto os idosos com mais de 70 anos tiveram o pior índice, de 6,23. A saúde foi o fator mais importante na hora de avaliar a felicidade, que 69,7% dos participantes responderam ter levado em consideração. O segundo item mais votado foi a família (66,4%), seguido por condições financeiras (65,4%), tempo livre e bem aproveitado (46,7%), emprego (41,7%) e amizade (38,5%). Conforme a pesquisa, o futuro da aposentadoria é um dos assuntos que mais preocupam os japoneses. No quesito que perguntou quais são as metas que o governo deve priorizar para tornar a população mais feliz, 69,2% apontaram a “criação de um sistema previdenciário justo e seguro”. Quanto à satisfação com o atual sistema previdenciário, os participantes deram apenas 2,01 numa escala que varia de 0 a 5. No mesmo quesito, a “criação de uma sociedade que ajuda a ter e criar filhos com segurança” foi o segundo assunto mais votado (64,9%) entre outros 20 colocados no questionário para participantes assinalarem. A “garantia de moradia e emprego” ficou em terceiro lugar com 48,1% de votos. Alguns economistas do Japão defendem que o país deveria se preocupar menos com o crescimento do seu Produto Interno Bruto (PIB) e se inspirar mais no exemplo do Butão. Este pequeno reino do Himalaia é famoso por priorizar mais outro tipo de indicador, a Felicidade Nacional Bruta (FNB), que mede a felicidade individual de cada cidadão. |
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| O compositor com asas e sonhos | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 19/06/2010 às 01:57:42 | ||||||||||||||
*Por Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4 ![]() Celso Viáfora (Foto: Barbara Crepaldi)
Criação da capa, Elifas Andreato. Concepção da iluminação, Marcelo Linhares.
BATUQUE DE TUDO |
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| Forte tremor de 5 graus abala Fukushima | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 13/06/2010 às 16:15:24 | ||||||||||||||
Todo o norte do país e a região de Kanto sentiram o abalo
Um forte terremoto atingiu a costa de Fukushima às 12h33 de domingo (13). O tremor marcou grau 5 forte na escala Shindo e 6,2 na escala Richter. Não há notícia de vítimas. A cidade mais abalada pelo tremor foi Sonma. O terremoto ocorreu a 40 quilometros de profundidade sob o mar na costa da província. Em Miyagi, Yamagata, Ibaraki e Tochigi o tremor alcançou grau 4 na escala Shindo. Em toda a região norte e de Kanto a agência de Meteorologia registrou grau 3 na mesma escala. |
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| McLaren faz dobradinha e Hamilton vira o novo líder | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 13/06/2010 às 15:24:43 | ||||||||||||||
*Por Tazio ![]() McLaren
Em uma prova marcada pela baixa resistência dos pneus, o que provocou muitas disputas e emoções, Lewis Hamilton liderou a segunda dobradinha consecutiva da McLaren, desta vez no GP do Canadá.
Acesse: (tazio.uol.com.br) |
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| Batuque de Tudo: CD e DVD de Celso Viáfora | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 10/06/2010 às 05:35:54 | ||||||||||||||
*Por Mauro Dias ![]() Em palavras simples, o que se aprende com a obra de Celso Viáfora é que o mundo só vale a pena – só se realiza, concretiza-se plenamente, justifica-se e chega ao termo melhor possível – com a participação de todos os que estejam disponíveis, os que sejam suscetíveis à beleza, os que se empenhem na construção da utopia de um tempo harmonioso. E que estejam engajados na causa de tornar o tempo harmonioso. E que se disponham a lutar mais uma vez quando a tentativa falhe e saibam que, sim, é preciso tentar e tentar e tentar. E, ainda, que sejam, como ele, Celso, generosos com a diferença e desejosos de ampliar o círculo, trazendo novos sonhadores para a roda. É um traço que se torna mais nítido a cada novo trabalho e que, neste Batuque de Tudo, conjunto de CD e DVD gravados em julho de 2009, já se explicita no título. Sem redundância, pois a expressão “batuque de tudo”, ao que tudo indica cunhada pelo compositor, é vaga o bastante para caber em toda situação de confluência (de toques, ritmos, ideias, ideais) e contundente o bastante para servir de carão a quem separa branco de preto, preto de índio, novo de velho e assim por diante (porque uma vez que se começa a separar, tudo é separável. E o mundo acaba).
Um estúdio que é mais que estúdio Batuque de Tudo não é tese, ou hipótese, mas síntese, resultado. Consegue, de uma forma raramente natural, não didática, ser exemplo prático do que faz rezar no discurso poético. A ver: Celso juntou todos os participantes – todos os batuqueiros de todos os batuques – no estúdio SolLua, em Alambari, no interior de São Paulo, estúdio esse de propriedade de um parceiro e participante do disco e do DVD, ainda produtor executivo do trabalho. Estúdio que é mais que estúdio – uma pousada onde todos ficam juntos de manhã à noite, do café da manhã à cerveja da madrugada. Foi para lá gente do Rio, de São Paulo, de Belém, de Teresópolis e de outros cantos, gente do samba e do marabaixo, da canção e do batuque, gente nova começando a pôr o pé na estrada e gente com estrada corrida de não se ver o início – ao mesmo tempo, de uma vez só, para dias de criação e da confraternização. Disco e DVD foram sendo gravados ao mesmo tempo, não para um banal making of, mas para o registro da atmosfera de cumplicidade, respeito criativo, ousadia respeitosa. O roteiro foi desenhado por Celso ao longo de dois anos. Algumas canções são mais antigas do que isso. Outras foram terminadas em cima da hora do registro. O samba de abertura, letra de Zé Edu Camargo, lembra, e, guardado o espírito da obra, celebra: “Coco não é daqui/ Banana não é daqui/ Manga não é daqui/ Branco e preto aqui não tinha” – e nessa radiografia quase óbvia (como o ovo em pé famoso) estipula quem somos nós, filhos do bom aproveitamento das coisas novas, expressões da mistura, da miscigenação, da aproximação criativa, do contato que vai vencer os preconceitos. O caráter metafórico da música de abertura abre caminho para explorações mais incisivas – “Favelado não é tudo traficante/ Milionário não é tudo prepotente/ Maltrapilho não é tudo meliante/ Elegante não é, necessariamente, tudo competente” (Que nem a Gente) ou “Não gosto do negro só porque ele é negro/ (....) /Gosto de quem gosta de gostar assim de graça/ (...) /Gosto de quem gostando do outro não se poupa” (A Pessoa), ambas só de Celso, declarações de princípio: esquive-se da visão estereotipada de que o mundo é maior e o tempo nem tão grande.
Um momento emocionante A instrumentação pode ser pesada, como nessas faixas, em que se casam os tambores amazônicos do Trio Manari, o violão-ícone do samba de Carlinhos Sete Cordas, a guitarra lancinante de Webster Santos, o saxofone urbanamente áspero (delicadamente áspero) de Vinicius Dorin, o contrabaixo afirmativo de Sizão Machado – e assim por diante – ou resumir o mundo da canção na conversa de doze cordas, dois violões, da Conversa ao Pé da Porta, escrita, tocada e cantada por Vicente Barreto e Celso. Naquela fazenda que abriga o estúdio cabe também o encontro mítico das divindades que nos vieram de outros continentes – num momento emocionante, os oriundi Rafael Alterio e Celso Viáfora casam deus e zambi (Dio-Zâmbi) num sincretismo que é também poético e melódico e a todos abriga: “Sono io per te/ E tu per me/ Siamo noi e Dio/ Niente più”). Celso estréia parceria com o brilhante e novato compositor Caê Rolfsen em No Tambor de Crioula, que prepara terreno para a faixa título, escrita pelo titular do trabalho a quatro mãos com o macapaense Joãosinho Gomes. Aqui, a comunhão de letra e música se dá em molde de pura magia, melodia e poesia em aliterações como poucas vezes se ouviu: “Dança o batuque que entoca o que é triste/ Boto maraca no maracatu/ Batuque que tu em Quito pediste/ A este que te mostrou o lundu”. Também do norte, de Belém, vem o parceiro da canção seguinte, Nilson Chaves (Roda dos Tambores): “Botou congo na canela/ Angola na panturrilha/ Pôs na cintura Benguela/ E o balangar das Antilhas” – e a roda pegou fogo, ou não pegaria, na dança dela? A visão do mundo que gira harmônico é contagiosa e pega a nova geração pelo cangote, pelo suspiro, pelas cordas sensíveis, e assim é que Rafael Alterio e o filho Pedro Alterio dividem com Celso a parceria de Mãe e Só, caipiras e cosmopolitas contando que a mãe deixou de fazer beiju para levar sinhazinha no candomblé, mãe que foi guerrilheira no Alto Araguaia e faz sinal da cruz no terreiro negro, mãe txucarramãe que também é maia e inca, trapezista checa, tri-atelta, bamba no taekwondo, mameluca e somelier.
Quando vi meu pai chorar Esta mãe multifacetada abre o bloco temático que fala da família, com Quando Vi meu Pai Chorar , Neném (ambas só de Celso), e Tudo Santo (Pedro Viáfora e o pai, Celso). Cada uma delas merece um tratado, mas é fundamental que se examine com mais cuidado a parceria de pai e filho. Aqui, opõem-se e igualam-se os que pretensamente têm o dom do milagre (e tudo podem) e o outro, comum, que se revela tão seu igual: São Carlos Borromeu & Seu Pedro do Toró; São Tertuliano, São Mateus, & Seu Sebastião do Cabrobó - já que tem santo que morreu, ressuscitou, era ateu, se converteu, que se creu a mão de deus e matou. Outro parceiro novo que Celso nos revela é o argentino Beto Caletti, que fez com ele Desesquecidos; na divertida Cada Um Com seu Cada Qual, participa da execução o Quinteto em Branco e Preto. Volta à cena, não apenas como parceiro na composição mas, também, num dueto vocal de ímpar alegria, um companheiro de longa estrada, Ivan Lins, co-autor da vibrante Boa Nova – aliás, uma das melhores composições novas do grande pianista e compositor carioca. Há um terceiro par de mãos na parceria, Beto Betuk. E o disco se fecha com mais uma trama tecida em dupla com Vicente Barreto, adequadamente chamada Voltar pra Casa. É a canção que encerra o disco e o DVD, mas este tem alguns números extras, cantados em torno da mesa, a turma toda reunida. Com direção sensível de Gabo Nunes, o registro em imagem consegue trazer para o espectador a atmosfera de vibração emocionada, de expectativa criadora, de ternura no olhar e nos gestos de cada um – dá, sim, vontade de ter estado ali. E entre dezenas de frames emocionantes, dois instantes precisam ser salientados: a graça de caras e bocas de Tatiana Parra contracantando com Celso o gaiato Desesquecidos; e a declaração de Ivan Lins de que, se nascido em momento mais oportuno, Celso Viáfora seria reconhecido em gênio e importância como são Chicos e Caetanos e seus pares. Coisa de que todos sabemos, mas que não custa ser repetida. BATUQUE DE TUDO ![]() Batuque de Tudo não é tese, ou hipótese, mas síntese, resultado (Foto: Barbara Crepaldi)
Serviço: compre o DVD e CD de Celso Viáfora através do e-mail - viamusica.viamusica.@uol.com.br. Acesse: site oficial CELSO VIÁFORA - (www.celsoviafora.com.br/) |
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