Saito, Milton iniciou no jornalismo publicando coluna sobre cinema no Correio da Sorocabana de Presidente Prudente. Na cidade trabalhou no jornal O Diário, colaborou com a assessoria de imprensa da prefeitura divulgando releases sobre Cultura, atuou como colaborador da coluna social Nikkey News do Oeste Notícias e como repórter no programa TV Dicas, do Japão, exibidos pela IPC/TV, afiliada internacional da Rede Globo. Como membro do Ciate [Centro de Informação e Apoio ao Trabalhador no Exterior] produziu releases para imprensa nacional e internacional. Publicou artigos no Espaço do Dekassegui do colunista social Sinomar Calmona do O Imparcial. É geógrafo licenciado, bacharelado e com mestrado pela Universidade Estadual Paulista de Presidente Prudente [UNESP]. Desenvolveu pesquisa no Japão que culminou na dissertação: “Japoneses aqui, brasileiros lá?: Uma leitura sobre (e dos) Dekasseguis.
Cristiane Nagafuti foi colunista social do jornal Oeste Notícias de Presidente Prudente produzindo a Nikkey News. No Japão a Nikkey News foi veiculada pelo jornal Folha Mundial.
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| Choque cultural, social e econômico | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 30/05/2009 às 23:41:40 | ||||||||||||||
* Elton Takeshi Sato Na referência de uma reportagem do portal G1, a situação dos dekasseguis na volta forçada ao Brasil, devido à crise mundial, tem sido, em muitas vezes, turbulentas. A readaptação dessas pessoas na volta ao seu país natal não tem sido muito fácil. Muitos viviam na Terra do Sol Nascente por dez anos ou mais e já tinham criado "raízes" profundas por lá. Essas "raízes" seriam os fundamentos culturais, sociais e econômicos de cada um deles. Em muitos casos, o dekassegui recém-chegado ao seu próprio país não se readapta de forma alguma à situação sócio-econômica-cultural, se isolando e com sentimentos saudosistas da época "de ouro" quando este se situava por lá. Além da dificuldade de conseguir um emprego, seus filhos também sentem essa repentina mudança de país, mesmo estes também sendo brasileiros. Em vários casos, as crianças brasileiras matriculadas em escolas japonesas não estudavam a língua portuguesa, além também de história e geografia brasileira. Seus colegas eram muitas crianças japonesas, peruanas, filipinas e latinas em geral. Na situação atual, o que pensar do futuro desses filhos de dekasseguis, vivendo no próprio país, onde não se identificam com nada, com ninguém? Muitos cogitam em retornar ao Japão, assim que a crise por lá der uma amenizada, mas será que eles vão encontrar um país com as mesmas características antes da crise? Será que o salário voltará aos mesmos patamares da época? E a concorrência de outros imigrantes, como chineses e filipinos? Acredito que tais pessoas, antes de tudo, devam pensar e refletir sobre seus futuros, e analisar a situação de cada um deles mesmos, pois uma coisa é certa: O fenômeno dekassegui já não é mais o mesmo que na década de 90. Planejem sabiamente e aprofundem seus conhecimentos gerais enquanto estiverem nessa situação. Caso queiram retornar ao País do Sol Nascente, já estejam preparados pela mudança por lá. Aliás, esse post serve também para outros "dekasseguis não-nipônicos", ou seja, é válido também aos dekasseguis e ex-dekasseguis nos Estados Unidos, Europa, Austrália, etc. Referência: site G1 da Globo.com Elton Takeshi Sato retornou do Japão para o Brasil no final de 2008 e hoje realiza trabalho voluntário em curso de alfabetização de jovens e adultos e auxilia a biblioteca da faculdade Dr. Leocádio José Correia, na cidade de Curitiba. É pós-graduado em formação pedagógica. Engenheiro elétrico/eletrônico formado pela [UFPR] Universidade Federal do Paraná. Possui proficiência de idiomas em inglês e japonês. No Japão, trabalhou como docente lecionando química, informática e matemática, em escolas do grupo [EAS] Alegria de Saber/Sistema COC. Link blog do Elton: http://ochogeek.blogspot.com/ ![]() Professor Elton é o segundo, atrás, da esquerda para a direita
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| Monarquia | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 30/05/2009 às 12:42:36 | ||||||||||||||
![]() Príncipe Naruhito, Aiko vestindo traje típico (Kimono) e a princesa Masako
Filha única do príncipe Naruhito e da princesa Masako, a princesa Aiko que completou 7 anos em dezembro de 2008, iniciou seus estudos no ano passado indo para escola a pé. Segundo matéria publicada pelo IPC digital, a Agência da Casa Imperial afirmou na época que Aiko iria a pé devido à proximidade da residência dos príncipes da escola, no distrito de Shinjuku, (Tokyo). Para mais detalhes acesse www.ipcdigital.com/br. Ao contrário da princesa Aiko, boa parte dos pais que matriculam seus filhos nas escolas brasileiras do Japão, paga por serviços de transporte para os filhos. Um dos motivos alegados por eles, além da comodidade, é à distância da residência em relação à unidade escolar. Os motoristas responsáveis pelo transporte são, dependendo da escola, japoneses ou brasileiros. E são orientados a usar traje social.
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| Driblando a crise | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 28/05/2009 às 14:21:17 | ||||||||||||||
Professora demitida de escola brasileira no Japão bateu na porta de uma escola japonesa e vai ser contratada. O motivo? A falta de emprego que achata o orçamento de boa parte das famílias de brasileiros é responsável pela migração maciça de alunos para a escola japonesa. Uma fórmula adotada pelas famílias para cortar custos. Daí a necessidade hoje da presença de professores brasileiros dentro das escolas japonesas. Essa unidade escolar, especificamente, pensa na adaptação dos alunos que não dominam o japonês, o que pode aliviar a traumática mudança. Jhony, apresentador do programa Agenda +, (IPC/TV – Globo Internacional) dedicou um programa inteiro para ouvir os reclames dos alunos que sem a possibilidade de escolha são obrigados a seguir os pais no retorno ao Brasil, migrar para escola japonesa ou simplesmente abandonar os estudos no Japão. ![]() Jhony abre espaço para discussão de temas educacionais
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| Calmon Viana na ponte aérea | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 28/05/2009 às 10:40:55 | ||||||||||||||
![]() Calmon Atualpa Viana (jornalista, cantor e músico)
O consagrado e querido repórter do Portal Mie, Calmon Atualpa Viana, engrossa a fila da ponte aérea Japão/Brasil. A comunidade brasileira, acostumada com a presença dele nos eventos, com certeza sentira essa ausência. O mesmo acontecerá com os amantes da bossa nova, da MPB, do pop, do samba, pagode e forró. Cantor e músico e, grande divulgador da cultura brasileira no Japão, Calmon em parceria com o George, se apresenta para o público japonês na noite do dia 13 de junho, no Live House, da cidade de Yokkaichi, podendo ser este o último show em território japonês. Estamos de olho na agenda dele. Só nos resta desejar-lhe boa sorte e sucesso no retorno! Entre no site do Portal Mie www.portalmie.com, e acompanhe a agenda da semana apresentada por ele. Mesmo no Brasil, você pode ficar por dentro dos eventos realizados pela comunidade de brasileiros no Japão.
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| Texto de abertura | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 27/05/2009 às 10:42:14 | ||||||||||||||
O Blog do Saito e da Cristiane Nagafuti nasce com o propósito de estimular a reflexão e o exercício de cidadania no Brasil e no Japão, com ênfase na consciência de um “ser” cidadão. Se a expressão “cidadão do mundo” é uma promessa, que objetivos cercam a vida dessas comunidades, fora de seus territórios, no Brasil ou no Japão? Este emaranhado de símbolos e cores, raça e tradição, hábitos e costumes, se mistura cada vez mais, acentuando as contradições diante da perversa globalização. O resultado destes casamentos culturais você acompanha no nosso blog. E agora, com a tal “crise”, real ou fictícia, fabricada ou não pela mídia, permanecemos atentos à dimensão social e à complexidade deste fenômeno e, temos como desafio, ilustrar e analisar tais conseqüências! Saito e Cristiane Nagafuti “Nas condições atuais, o cidadão do lugar pretende instalar-se também como cidadão do mundo. A verdade, porém, é que o “mundo” não tem como regular os lugares. Em consequência, a expressão cidadão do mundo torna-se um voto, uma promessa, uma possibilidade distante. Como os atores globais eficazes são, em última análise, anti-homem e anticidadão, a possibilidade de existência de um cidadão do mundo é condicionada pelas realidades nacionais. Na verdade, o cidadão só o é (ou não o é) como cidadão de um país.” (Geógrafo MILTON SANTOS, 2001).
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| Universidade de Shizuoka debate crise | ||||||||||||||
| Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 27/05/2009 às 10:10:32 | ||||||||||||||
Com participação gratuita e debate em português, a Universidade de Arte e Cultura de Shizuoka [SUAC] realiza no dia 7 de junho, o segundo debate sobre a crise que afeta os brasileiros no Japão. O evento acontecerá na sede da instituição, na sala 176, na cidade de Hamamatsu e tem início previsto para as 13h30 e término às 17hs. Na programação destaque para as palestras de Shiguehiro Ikegami (docente de Shizuoka), Tetsuyoshi Kodama (Aliança Brasil Japão), Carlos Zaha (Associação Brasil Fureai), Luciana Akimoto (Centro de Pesquisa e Ação) e Gisele Kanashiro, estudante especialista em estudos e pesquisas sobre adaptação dos jovens brasileiros na sociedade japonesa. A coordenação do evento é da professora Eunice Akemi Ishikawa do quadro de docentes da universidade. Um dos objetivos dos organizadores é atingir um grande número de participantes e oportunizar e valorizar a apresentação de idéias e opiniões da comunidade. Para receber folder com essas e outras informações, clica aqui eunice@suac.ac.jp, e faça a solicitação. Akemi alerta os convidados para utilizar transporte público para acesso ao local – vide mapas abaixo - devido à falta de estacionamento disponível no campus no domingo de evento. Eunice Akemi Ishikawa 2-1-1 Chuo Hamamatsu-city ![]() Cartaz do evento
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![]() Mapa de acesso
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