Meu perfil

Saito, Milton iniciou no jornalismo publicando coluna sobre cinema no Correio da Sorocabana de Presidente Prudente. Na cidade trabalhou no jornal O Diário, colaborou com a assessoria de imprensa da prefeitura divulgando releases sobre Cultura, atuou como colaborador da coluna social Nikkey News do Oeste Notícias e como repórter no programa TV Dicas, do Japão, exibidos pela IPC/TV, afiliada internacional da Rede Globo. Como membro do Ciate [Centro de Informação e Apoio ao Trabalhador no Exterior] produziu releases para imprensa nacional e internacional. Publicou artigos no Espaço do Dekassegui do colunista social Sinomar Calmona do O Imparcial. É geógrafo licenciado, bacharelado e com mestrado pela Universidade Estadual Paulista de Presidente Prudente [UNESP]. Desenvolveu pesquisa no Japão que culminou na dissertação: “Japoneses aqui, brasileiros lá?: Uma leitura sobre (e dos) Dekasseguis.

Cristiane Nagafuti foi colunista social do jornal Oeste Notícias de Presidente Prudente produzindo a Nikkey News. No Japão a Nikkey News foi veiculada pelo jornal Folha Mundial.

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O fim do mundo será em 2012?
Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 25/11/2009 às 05:06:42
 

Criatividade sem limite... (Internauta anônimo)

Decida o que é fato e o que é lenda...

A criatividade do povo brasileiro não tem limite. Melhor assim. Brasileiros residentes no Japão já planejam retornar ao país para assistir a “Copa do Mundo” em 2014, e as “Olimpíadas” em 2016. Fica a indagação: o fim do mundo será em 2012?


Do Site do filme: “Fim do mundo em 2012”

Muito provavelmente o mundo que vivemos não vai acabar em 2012. O que estamos presenciando é o final do mundo do modo que conhecemos.

Afinal, o que vai acontecer em 2012? Descubra aqui os mistérios, coincidências, fatos, relatos e informações sobre a possível data final - 21 de dezembro de 2012. Decida o que é fato e o que é lenda.

Existe a idéia que o Calendário Maia é mais complexo e preciso que o nosso. Os Maias previram importantes fatos históricos utilizando o seu calendário. O mais conhecido é a chegada de Hernan Cortez, em 8 de novembro de 1519.

O mesmo calendário prevê uma mudança radical para o solstício de inverno (verão no hemisfério sul) de 2012. Em 21 de dezembro de 2012 acontecerá um fato que mudará o nosso planeta da forma que conhecemos. Terceira Guerra Mundial, Crise Econômica se transformando em Depressão Econômica Mundial, Cometa, Planeta, Nova Ordem Mundial? Só Deus sabe!

O fato é que várias outras previsões se relacionam com a data de passagem do Calendário Maia. Alguns estudiosos do "I Ching" com a teoria de "Time Wave Zero" prevê o final dos tempos também em 21 de dezembro de 2012.

O I Ching, ou Livro das Mutações, é um dos mais antigos textos clássicos chineses que ainda podem ser lidos. Antigamente este livro de sabedoria era chamado apenas pelo ideograma I, que significa entre outras coisas "mudança" ou "mutação". Depois foi acrescentado o "Ching" (Clássico).

Além do I Ching previram ou teriam previsto algo grandioso para a data semelhante em 2012 o mago Merlin; a Bíblia; Sibyl, oráculo romano; Delfos, na Grécia; Web Bot Project (programa que faz previsões a partir do que é escrito na Internet); entre outros profetas.
Cristo Redentor destruído no pôster do filme 2012

Foram divulgados os cartazes do filme 2012 pela Columbia Pictures. O Rio de Janeiro é um dos destaques. No cartaz do Rio de Janeiro para o filme 2012 a cidade é destruída por um mega-tsunami e mostra os maiores ícones da cidade sendo levados pelas ondas. 

Mais detalhes: www.fimdomundo2012.com/

 
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Bonenkai: festa de confraternização entre amigos e parceiros
Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 23/11/2009 às 01:50:54
 

“Bonenkai de Empresários” (Japão)

O “Nigth Café” e a “Rádio Mais” promovem o “Bonenkai de Empresários” (Festa de confraternização entre amigos e parceiros), na próxima sexta-feira (27/11), com início às 19h30, no Nigth Café, em Komaki, Província de Aichi.

O evento, informa Carol Abe, é uma oportunidade para gerar novos contatos, consolidar parcerias e propiciar momentos de confraternização com diversão e qualidade.

Na noite do bonenkai a casa oferecerá aos participantes completo serviço de drinks (suaves) e buffet, os quais os convidados poderão desfrutar a vontade, adquirindo ingresso que custa ¥ 3,500. Belly dance e dança de salão complementam a noite. Convites e reservas antecipadas pelos fones: 090-8541-0090 e 090-8739-0330.
 

 
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Japão declara oficialmente que está em deflação
Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 20/11/2009 às 07:15:56
 

A declaração no relatório oficial sugere o temor do governo de que a queda dos preços provoque uma recessão de duplo mergulho

AE-DOW JONES Agencia Estado – 20/11/2009

O governo do Japão declarou oficialmente nesta sexta-feira que o país entrou em deflação, e alertou que as contínuas quedas de preço podem trazer problemas para a nascente recuperação econômica. A fraqueza da demanda doméstica levou a segunda maior economia do mundo a entrar numa "fase deflacionária moderada", disse o governo, em seu relatório econômico mensal de novembro.

Esta é a primeira vez desde meados de 2006 que as autoridades dizem que o Japão está acometido por persistentes quedas de preço, que podem prejudicar a economia porque derrubam o lucro das empresas e aumentam o peso de suas dívidas. Isso leva os administradores das companhias a reduzir a força de trabalho e a adiar os investimentos. A declaração no relatório oficial sugere o temor do governo de que a queda dos preços provoque uma recessão de duplo mergulho.

Pelo segundo mês consecutivo, o governo deixou inalterada sua avaliação de que a economia está melhorando, de que a recuperação não está sendo puxada basicamente por fatores domésticos e de que permanecem os fatores de preocupação, como a taxa de desemprego relativamente alta.

Os preços têm caído durante grande parte do ano, mas recentemente emergiram sinais de que a deflação pode estar piorando, por causa da fraqueza econômica. Os dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados na última segunda-feira mostraram que um indicador dos preços locais, o deflator da demanda doméstica, teve a maior queda em mais de 50 anos. As informações são da Dow Jones.
 

 
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Universal Studios Japan: opção e lazer no coração de Osaka
Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 19/11/2009 às 12:30:34
 

Espaço oferece diversão e lazer que atraí crianças e adultos

A Universal Studios Japan, localizada no coração de Osaka, recebe visitantes de todas as idades, do Japão e do mundo. Recheada de atrações, a Universal, assim designada pela comunidade de brasileiros, é ponto de visita obrigatório.

As 22 atrações oferecidas deixam o visitante com a sensação de quero mais. O acesso para qualquer modalidade provoca em média filas de duas horas de espera, o que obriga os frequentadores a retornarem mais vezes.

Nos finais de semana, feriado ou férias escolares, há expressivo aumento de público. Mesmo quem visita a cidade nos dias da semana enfrenta superlotação.

A aquisição de um passaporte especial pode encurtar o tempo de espera. Com ele, os visitantes adquirirem o direito de furar filas convencionais. Mas se esbarram nas filas dos excursionistas das agências de turismo e escolas que também usam este passaporte.

Para o usuário que se desloca de carro para a cidade Universal é possível a aquisição do passaporte especial no guichê. Confira a tabela de preços abaixo.

Tabela de Preços

Dica para enfrentar as filas

A primeira dica é vestir trajes confortáveis e adequados às condições climáticas. Recomenda-se também substituir os sapatos por tênis, e ter muita paciência com as filas. Isso os japoneses têm de sobra. O inseparável aparelho de celular serve de passatempo. Por meio dele é possível navegar na internet e ler, jogar games, enviar e-mails, dialogar com amigos ou parentes, assistir televisão, fotografar ou gravar os momentos.

Outros levam bolsas tiracolo com muita bebida e comida. Quando bate a sede ou a fome, não precisa enfrentar as filas dos restaurantes. Assim, saem das filas somente para utilizar banheiros. Também há os que preferem carregar pouca coisa, já que ficar de pé enquanto aguardam horas nas filas portando peso é desconfortável.

Um ritual seguido por crianças, adultos, idosos, e que ninguém reclama. O esforço parece valer. Enfrenta-se duas ou mais horas na fila para usufruir apenas três minutos de prazer, com as devidas exceções.

Atrações de destaque

Algumas das atrações oferecidas atraem a preferência dos frequentadores. São aquelas que concentram emoção e adrenalina, a exemplo: Hollywood Dream, Jurrasic Park, Back to the Future, o Homem Aranha, Terminator 3 D, dentre outras.

Uma consulta entre os frequentadores brasileiros sobre quantas atrações conseguem usufruir em um dia na Universal - das 9h às 22h - com passaporte comum, responderam: apenas três ou quatro das 22 atividades. Os mais ousados cinco ou seis atividades.

Conheça a relação oficial de atrações oferecidas pela Universal Studios no site www.usj.co.jp/e/ .
O site oferece informações importantes sobre dias e horários de funcionamento e serviços como: estacionamento, guarda-volumes, dentre outros.

O Blog disponibiliza agora uma relação de fotos da Universal Studios Japan de Osaka. Vale à pena conferir:

Placas de trânsito sinalizam o caminho para a Universal
Entrada principal: Universal Studios (Osaka)
Filas para compra do passaporte (comum ou especial)
Grandes filas e muita espera
Hollywood Dream, o convite de entrada
Parte interna da Universal: ruas congestionadas
Halloween escolhido como tema de ornamentação
Cinema 4-D
Som, cores e diversão
Carros antigos fazem parte do espetáculo
A maciça presença jovem
Palcos recebem decoração especial
Músicas de Michael Jackson em Neverland
Intensas filas (inúmeras curvas)
Visão parcial - Universal
Entrada para o Jurassic Park
Réplicas perfeitas (Dinossauro)
Saída do Jurassic Park (Banho inevitável)
Comércio (Lembranças)
Lembranças (Detalhe)
Filas agradáveis
O espetáculo acontece nas ruas
Congestionamento até na área de fumantes
A América dentro do Japão
Quando bate o cansaço
Cardápio variado
O Espaço do Spider-Man
Preparando o palco de apresentações
Restaurante (Arte em detalhe)
Grande público prestigia show de rua
Espetáculo infantil
Fila da pipoca
Banho para refrescar o calor
Barco imerso
Coxa (Carne defumada de Peru)
Fila (Carne de Peru defumada)
Fim de tarde (ruas lotadas)
Registrando o momento
Detalhes (Noturno)
Snoopy Studios
Personagens brilham
Magical
Crianças e adultos aproveitam a noite
Restaurante especial
Subindo para despencar
Pausa para o descanso
Descansando na Calçada da Fama
Hard Rock (Universal)
Pose para foto de recordação
Universal (Detalhe/noturno)
Jardim externo (Universal)
 
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Faltam livros nas bibliotecas das escolas brasileiras do Japão
Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 17/11/2009 às 06:13:17
 

*Por Milton Saito

Eis aí um descompasso evidente entre a política educacional brasileira e japonesa. As escolas brasileiras do Japão possuem bibliotecas tacanhas, e há unidades escolares que nem biblioteca possuem.

Parte deste desajuste pode ser atribuída à distância. As editoras brasileiras ainda não exploram este mercado adequadamente. Por sua vez, as lojas que comercializam produtos brasileiros, o fazem apenas com obras de autores mais populares. Assim, as obras literárias, os livros didáticos e paradidáticos, ficam em segundo plano ou inexistem nas prateleiras.

Outro motivo pode ser a adoção, por parte da maioria das escolas, por apostilados oferecidos pelos grupos que comercializam um completo sistema de educação que envolve apostilas, aulas online, cadernetas eletrônicas, dentre outros produtos. Um modismo que atravessou mais facilmente as fronteiras.

Além do custo elevado, pois, são franquias, possuem outros inconvenientes no âmbito metodológico: os conteúdos não estão adequados a realidade de vida das crianças que há anos vivem no Japão, e que desconhecem por completo a dinâmica de vida do Brasil. Uma lacuna cultural que se traduz em desinteresse e exige abstração sem paralelos comparativos.

Há grupos que orientam o quadro docente a chamarem as apostilas de livros. Ou seja, os alunos têm acesso a livros fragmentados, resultado de uma somatória de conteúdos que falseia a visão de totalidade. São colagens extraídas das teorias científicas resumidas para atender as etapas dos apostilados. Mensalmente são substituídos por mais fragmentos contidos nas apostilas seguintes, o que empobrece e omite a visão processual.

Estes fragmentos não são úteis, nem mesmo para um trabalho de consulta, relação ou comparação. Pois cria-se o péssimo hábito nos alunos, que, mediante a chegada da nova apostila, descartam a apostila anterior. É como se o conteúdo dela estivesse assimilado e aprendido, ou seja, não há necessidade de retomá-lo em futuras consultas, pois o que ali está estabelecido soa como verdade absoluta, pronta e acabada. Interrompe-se o processo de compreensão e análise, perverte-se o conceito de totalidade eliminando a possibilidade de o aluno relacionar, comparar, dentre outras qualidades que somente um livro propicia.

Enquanto as crianças brasileiras ficam restritas às apostilas, com acesso precário a poucos livros, leia a seguir como a estrutura de educação do Japão dá maior ênfase à leitura, o que facilita o acesso aos livros e possibilita a leitura mínina de 35 livros por ano, enquanto a criança brasileira lê uma média de 5 livros anualmente. A matéria foi extraída da revista Made in Japan, Edição 16 de novembro de 2009.


Crianças japonesas lêem média de 35,9 livros por ano

Segundo estudo, estudantes de escolas primárias leram um livro a cada dez dias

Made in Japan - 16.11.2009

O Japão possui 3.465 bibliotecas pública (Foto: Revista Made in Japan)

Uma pesquisa do Ministério da Educação, Ciências e Tecnologia do Japão mostra que os estudantes de escola primária retiraram uma média de 35,9 livros por criança em bibliotecas públicas do país, em 2007. É um número recorde.

A partir da estatística, é possível constatar que as crianças de escolas primárias japonesas leram, em média, um livro a cada dez dias. Para termos comparativos, os brasileiros (entre adultos e crianças) leram uma média de 4,7 livros por ano em 2008.

A pesquisa é conduzida a cada três anos desde 1954. Segundo o último estudo, o número de bibliotecas públicas no Japão era de 3.165 em outubro de 2008.
 

 

 
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Ensino em liquidação
Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 16/11/2009 às 09:57:26
 

Para filósofo que instigou Sartre, a mercantilização impede a escolarização nacional: "Eis nossa catástrofe"

Fausto Castilho enxerga muitas medidas paliativas e poucas decisórias ... (Foto: Gustavo Magnusson/AE)

Mônica Manir O Estado de S. Paulo - 14 /11/2009

Num domingo de Ferroviária x Santos no Estádio Fonte Luminosa, Jean-Paul Sartre chegou de kombi a Araraquara, interior de São Paulo, para incendiar mentes de um time de intelectuais que incluía d. Ruth Cardoso, FHC e Antonio Candido.

Acompanhado, a contragosto, por Simone de Beauvoir e Jorge Amado, fora responder in loco à pergunta feita por um jovem professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da cidade. Fausto Castilho, então com 31 anos, havia usado um amigo como correio elegante para questionar Sartre, na passagem dele pelo Recife, sobre os fundamentos de esforço de aproximação entre o existencialismo e o marxismo. Resumindo, queria saber o seguinte, no bilhete escrito em francês: é possível superar a filosofia sem realizá-la?

"Ele disse aos jornais que iria a Araraquara fazer uma conferência sobre a pergunta mais difícil que havia ouvido no Brasil", conta o inquisidor, lembrando o 4 de setembro de 1960, quando a igreja do município, aterrorizada com a chegada de um pensador de esquerda, gritou pregações pelo rádio contra o francês. "A conferência acabou com a minha carreira na USP", brinca Fausto, que ainda percorreria longa trajetória acadêmica pela Unesp e pela Unicamp até se tornar professor emérito da última.

Entusiasta do pensamento educacional dos anos 20, ele participou decisivamente da criação do campus radial da Universidade de Campinas, transformando-se em crítico de faculdades estanques, utilitárias, mercantilistas. Para ele, universidades verdadeiras são pouquíssimas. Eleições para reitor, mera rotina administrativa. A USP Leste, uma excrescência. Quer uma mexida estrutural no eixo educacional brasileiro, que ele explica nesta entrevista e em detalhes no livro O Conceito de Universidade no Projeto da Unicamp. A quem possa interessar, a Ferroviária ganhou de 4 a 0 de Pelé no dia da conferência.

Mas, a quem deseja saber se Sartre, afinal, respondeu àquele dilema a 300 km da capital, ele contemporiza: "Aí é que está, minha filha. Isso são outros quinhentos. Eu nunca quis revelar a resposta".

Esta foi a primeira vez na história da USP que as eleições para reitor se realizaram fora da Cidade Universitária. A transferência, em razão dos protestos dos alunos, funcionários e moradores de favelas, é uma vergonha para a universidade, como afirmaram alguns professores?

Não acho que seja uma vergonha. Mostra descontrole da situação. A reitoria não consegue estabelecer normas de funcionamento para a universidade. É o que se verifica.

As críticas mais contundentes nos protestos foram quanto ao segundo turno, que é decidido por um colégio restrito de professores. Isso faz dessas eleições um processo antidemocrático?

Há um ponto que legitima todo esse processo: a escolha do governador, que entra no último momento, na lista tríplice, mas que afinal de contas foi eleito por maioria pela totalidade do eleitorado paulista. Exigir uma democracia interna é impossível aqui porque a carreira universitária prevalece sobre qualquer outro aspecto. O mestre depende do doutor, o doutor do livre-docente, e assim por diante. É o fundamento da produção científica. Essa carreira depende mais da titulação por trabalho acadêmico do que por tempo de serviço, por exemplo. A democracia que os sindicatos e mesmo uma parte dos alunos pedem não existe em universidade nenhuma no mundo.

Avaliando mais detidamente as propostas dos que se candidataram a reitor...

Eu não vejo muita diferença entre elas.

Pois então, foi praticamente consensual que a USP do século 21 tivesse espírito mais formativo, com estímulo à atitude empreendedora em relação à própria educação.

Muito bem, eu acho que isso é correto desde que você passe a considerar, como indicaram os educadores dos anos 20, toda a escala da escolarização a partir da criança de 4 anos até a pós-graduação. Tem de reconsiderar a totalidade do eixo educacional. Enquanto isso não for feito, não haverá mudança nenhuma na educação brasileira. Todas essas medidas sugeridas hoje são paliativas. A própria substituição de reitores é meramente uma rotina de gestão administrativa. Trocar aqui, eleger ali, isso não leva a nada. É preciso que o Estado retome o controle nos termos que os educadores dos anos 20 propunham.


Por que remontar aos anos 20?

Porque eles detêm a chave interpretativa da universidade brasileira. A interpretação marxista, que peguei na minha juventude, tendia a estudar a USP a partir da Revolução de 32, como se fosse uma reação dos paulistas à derrota na revolução. Não tem nada disso. Mostro no meu livro que a concepção da ideia de USP é de 1925. Mais ainda: que a consolidação ocorreu em 1926.


O que foi essa chave interpretativa?

Os educadores dessa época, entre eles Fernando de Azevedo, tinham uma proposta de escolarização que desapareceu porque em 1965 a ditadura resolveu mercantilizar o aparelho de educação. Aí começa a catástrofe brasileira. A mercantilização não permite a escolarização nacional. Para esses educadores dos anos 20, a instância da democratização não é a universidade, mas o lycée francês, o gymnasium alemão; é isso que estava a caminho de ser instalado no Brasil, isto é, o liceu público para a toda a população jovem e não para um segmento, como faz a mercantilização. Você não pode firmar o processo de universalização formadora da educação formativa na universidade. Assim você a transforma numa instituição de ensino apenas. E ela não pode ser uma instituição de ensino.

O que ela precisa ser?

Precisa ser uma instituição de estudo, porque o ensino é consequente à pesquisa, ele não vem antes do estudo. Ao contrário. Só quem estuda é capaz de ensinar, ao passo que no Brasil, por interesse comercial, você enfatiza o ensino. O ensinismo inverte a equação, deixando a situação cada vez pior, cada vez pior... O cara que vai ser professor não precisa estudar, não precisa produzir. Ele simplesmente se apoia num manual qualquer. É o gráfico que se estabeleceu em cima da hora-aula. É isso que chamam de curso.

Como funcionaria o liceu no Brasil?

Como funciona na França e na Alemanha, o que nos anos 20 se chamava de universidade ampla. Ele acompanharia toda a população porque não faz diferença de classe. Na França e na Alemanha, tanto o filho do operário quanto o filho do magnata vão para o liceu. Quem é o proprietário desse liceu? É o Estado. Não existe o particular nesse jogo. Eis o foco dos educadores dos anos 20, que ainda não eram mercantilistas. Lembro que participei da campanha em defesa da escola pública já no final dos anos 50 sob a liderança de Júlio de Mesquita Filho. Perguntei a ele como explicava sua posição antagônica em relação à do seu amigo Carlos Lacerda, autor da proposta privatista de Lei de Diretrizes e Bases. Ele me respondeu o seguinte: educar é tarefa do Estado.

O que constaria do currículo do liceu?

Na França, há dois currículos: um chamado tradicional e outro chamado profissional. Dos 4.339 liceus, 2.449 são tradicionais e 1.890 profissionais. Por paradoxal que seja, a população prefere o tradicional, que tem grego, história, arte, literatura. É por isso que nesses países há um eleitorado diferenciado. Ele tem muita capacidade de decisão. Os operários também preferem o currículo tradicional. A inteligência não escolhe classe de renda.

Quanto ao que aconteceu na Uniban...

Isso é fait divers, não tem importância.

Mas faço uma pergunta, professor: quando a Uniban revogou a expulsão da aluna, o reitor disse que a medida havia deixado de ser disciplinar para se transformar numa ação educativa. A expressão?educativa? teria a capacidade de redimir arbitrariedades?

Olha, começo não reconhecendo pelo mero proprietário de uma firma comercial a apropriação do título de reitor. Não há esse direito na legislação brasileira de um dono de escola se intitular reitor. Onde é que já se viu uma coisa dessas? Ele faz isso e outros donos de cursos também. Tudo é culpa dos políticos. Os políticos que toleram tudo isso são os culpados por essa mercantilização geral do aparelho educacional.

O que o senhor acha das exigências da Nova Lei de Estágios, que demandam mudanças importantes nos cursos de graduação, licenciatura e bacharelado que preveem esse dado nos currículos?

O governo federal é responsável atualmente pela maior parcela do financiamento do mercantilismo, por meio das bolsas de estudo. Essas bolsas são um expediente para financiar os mercantilistas. Elas é que dão dinheiro para sustentar essas universidades particulares, que não são universidades. Aliás, as universidades federais também não são universidades. São arranjos das oligarquias locais em cada um dos Estados brasileiros.

A Universidade Federal de São Paulo, inclusive?

Isso é uma invenção surgida a partir de uma faculdade de medicina. Imagine você se pode uma escola de medicina ser uma universidade! Só mesmo por interesse eleitoreiro. Essa transformação do núcleo inicial, que é de pura medicina, em universidade, eu ainda estou aguardando, estou observando para ver se é possível.

E a USP Leste?

Ela é uma excrescência.

Por quê?

Para que isolar do centro maior? O centro maior da USP é no Butantã. Deveriam ter reforçado o centro. Se você tem um, é para que a função central seja exercida, e não para que fique simplesmente numa declaração. Você nunca vai poder fazer interdisciplinaridade, nunca! A universidade tem de estar em um único campus porque ela depende da enciclopédia do ponto de vista interdisciplinar. Eis é o ponto chave. A vocação da universidade é ser uma comunidade de trabalho interdisciplinar na pesquisa e no conhecimento. No Brasil, a tendência é multiplicar os campi. Acham que isso é grandeza.

Qual era a vocação primeira da USP?

Sempre foi o estudo, a pesquisa. A USP é a primeira universidade brasileira concebida segundo o modelo proposto por Humboldt ao criar a Universidade de Berlim, que durante o século 19 se difundiu pelo mundo inteiro, nos EUA, no Japão... O problema é que o plano uspiano não pôde ser realizado. A posição política da história da USP e do Brasil de integrar à Universidade de São Paulo escolas preexistentes, como a Faculdade de Direito e a de Medicina, acabou com o plano.

Por quê?

Porque o plano da USP foi pensado, pela primeira vez no Brasil, como uma estrutura universitária focada num centro, que é a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Essa concepção vai depois servir de referência à Universidade de Brasília e à Universidade de Campinas. A comissão nomeada pelo governador não conseguiu mostrar qual seria a articulação entre o centro e as universidades dependentes. Essa foi a primeira grande falha teórica.

Qual foi a segunda?

A demora na construção da Cidade Universitária. O plano previa que ela fosse erguida nos anos 30, o que só aconteceu no final dos anos 50. Isso destruiu a USP porque, em vez de passarem a tarefa ao urbanismo ? a disciplina que deveria prenunciar a Cidade Universitária dentro do campus ? entregaram o projeto a engenheiros e arquitetos ligados à edificação de obras. Virou isso: reconstrução de obras, com departamentos que chegam a um quilômetro de distância entre si. Como essa turma pode ter ideia do que seja uma universidade? São estranhos a isso.

A Unb seguiu o modelo centrado à risca?

Ela optou por dotar todos os institutos num mesmo prédio. Ora, não pode. É preciso ter área para se expandir. Tem que ser como na Unicamp. Do contrário não pode crescer.

A Unicamp, então, conseguiu levar adiante o sistema radial?

Na Unicamp, fizemos tudo para o que o contato com as disciplinas básicas fosse feito a pé. Você não precisa motorizar. Ali, o campus não se confunde com a cidade universitária. O campus é a enciclopédia espacialmente estruturada, enquanto a cidade universitária abrange, por exemplo, os organismos administrativos e financeiros. Agora, se a Unicamp terá sucesso nessa empreitada, não sei dizer. Vai depender da força do sistema brasileiro de ensino superior, que é antiuniversidade.
O sistema brasileiro de ensino superior foi implantado por D. João VI para desfazer as realizações do Marquês de Pombal. É um processo que persiste desde o século 19 e se infiltra em todas as universidades: são os advogados, os engenheiros, os médicos, profissionais de mercado que nada têm nada a ver com a universidade. Eles querem um papel que tenha o nome da universidade sem nunca terem frequentado a própria. Foram apenas à faculdade deles. A universidade verdadeira se distingue pelo homem de ciência, alguém que seja capaz de ensinar.
 

 
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Educação: alunos do Japão versus alunos da UNIBAN
Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 12/11/2009 às 14:56:48
 

*Por Milton Saito

Crianças utilizam uniforme com naturalidade (Foto/Search)

Alunas japonesas mantêm vestes de desafio aos talibans...

Enquanto no Brasil trava-se uma discussão sobre a atitude conservadora e machista por parte de alguns alunos da Universidade Bandeirantes (Uniban), que agrediram e desrespeitaram a aluna Geisy Arruda, as alunas japonesas mantêm vestes de desafio aos talibans ao frequentar a escola com uniformes que variam entre saias curtas ou longas. E os alunos, em traje social, estilo militar ocidentalizado, usado por bandas e fanfarras.

Detalhe: segundo o site Nipocultura, “em 1920, uma escola para mulheres em Fukuoka começou a usar um uniforme diferente, modelado à semelhança do uniforme usado pela então marinha britânica. Nascia o tão conhecido sailor fuku (seera fuku), na pronúncia japonesa. A saia com pregas, gola triangular e o laço no pescoço surgiram nessa época, e se tornaram desde então, as marcas registradas desse tipo de roupa”.

Segundo informações da época, “a diretora da escola havia estudado na Inglaterra, e por isso resolveu adotar o modelo”. Este tipo de uniforme permanece até hoje na estrutura educacional de base do Japão, ou seja, usado por alunas dos ensinos primário, fundamental e médio. O uso do uniforme é obrigatório.

Para os estudantes, “o uniforme serve para criar e manter um vínculo forte com a escola, além de reforçar sua identidade dentro da sociedade japonesa como estudantes”, afirma o site.

No verão ou no inverno, faça chuva ou faça sol, andando ou de bicicleta, os estudantes são respeitados e considerados cidadão responsáveis pelo futuro do país. É bom lembrar que aqui os pais evitam fazer o transporte dos alunos por determinação da escola. Portanto, eles são educados a irem caminhando ou de bicicleta. E o mais importante, sem sofrer qualquer tipo de constrangimento nas ruas. As alunas que optam pela bicicleta, mesmo de saias curtas, o fazem naturalmente.

Concepção educacional

Adolescentes usam saias até uma altura variável (Foto/Exunited)

O pai que insistir em levá-los de carro é advertido. Na concepção educacional japonesa, os alunos devem enfrentar os obstáculos naturais e sociais desde cedo. E essa concepção de educação contribui para a formação de um perfil de cidadão que no futuro utiliza bicicleta para quase tudo: ir à escola, para o trabalho, fazer compras, exercício ou lazer. E isso acontece no país dos automóveis e da tecnologia.

Os adultos, comumente vestidos em trajes sociais, não perdem os hábitos adquiridos na escola. Portanto, torna-se comum parte dos trabalhadores homens vestirem terno, sapato social e sair pedalando.

O mesmo ocorre com as mulheres; saias ou vestidos, longos ou curtos, e sapatos de salto alto, não são empecilhos para o uso da bike. Locomovem-se pelas calçadas, ruas e avenidas sem aborrecimentos. Frente aos automóveis, os pedestres ou ciclistas têm prioridade. Portanto, atenção e respeito por parte dos condutores de veículos aqui é fundamental.

Apesar do rótulo de país conservador e de práticas e resquícios machistas, no Japão, as mulheres já conquistaram importantes garantias como: dirigir caminhões, ônibus, táxi e não serem incomodadas pelas vestes ou trajes que usam.

Aplicam-se punições severas para quem transgredir os direitos da mulher. Assédio sexual aqui, nem pensar. Dá prisão, multa e pedido de desculpas.

Apesar do apelo sexual por parte de alguns setores sociais em relação aos uniformes femininos, até agora não há indício de mudança.

Fica no ar a indagação: Que tipo de cidadão algumas faculdades brasileiras formam? Será que estes alunos que agrediram a colega Geisy vivem sob a influência dos homens que antecedem o ano de 1920? 

Meninos usam uniformes elegantes e gravata (Foto/Made in Japan)
Alunos usam uniformes em todas atividades (Foto/DSC)
Estudantes se identificam usando o uniforme (Foto/Raul KW)
Organização, disciplina e respeito a hierarquia são práticas comuns
Algumas escolas permitem o uso de saias mais curtas (Caution Band)
Professor de História em aula de campo em pleno domingo e alunos uniformizados
Meiguice colegial provocada pelo uniforme (Foto/Boom Scan)
Uniforme impecável (Foto/Made in Japan)
Sugestão do internauta...
 
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Cônsul de Hamamatsu recebe grupo que criou projeto educacional alternativo com prefeitura japonesa
Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 05/11/2009 às 10:32:37
 

O projeto foi elaborado por professores, representantes da Secretaria Municipal de Educação de Kakegawa, empresários e pessoas de diversos segmentos sociais.

O Cônsul-Geral do Brasil em Hamamatsu Luiz Sergio Gama Figueira (Foto/IPC Digital)

A crise continua provocando o fechamento de escolas brasileiras no Japão. Mas a atual conjuntura serve também de estímulo para um grupo heterogêneo de pessoas preocupadas com o futuro educacional das crianças brasileiras no país. Eles formaram uma equipe e se dedicam na criação de um projeto alternativo em parceria com a Prefeitura de Kakegawa, Província de Shizuoka.

No intuito de conhecer à proposta pedagógica elaborada por essa equipe, o cônsul de Hamamatsu, Luiz Sergio Gama Figueira, recebe nesta sexta-feira (06/11) pela manhã, coordenadores do programa que teve como mentora a diretora Ilma Tokunaga, da "Escola Mundo Novo".

O projeto foi elaborado por professores, representantes da Secretaria Municipal de Educação de Kakegawa, empresários e pessoas de diversos segmentos sociais. Segundo Tokunaga, a proposta pedagógica será detalhada e divulgada em futuro próximo pela assessoria de imprensa da Prefeitura de Kakegawa.

Ilma ladeada por pais de alunos, empresários e colaboradores do projeto em visita a uma unidade escolar em Kakegawa

Por enquanto, adiantou a diretora, "estamos caminhando para a criação de uma escola com perfil multiétnico e multicultural e com baixo custo operacional, sem perder o principal objetivo que é a qualidade no ensino. A parceria com a prefeitura, torna o projeto viável. Pretende-se atender crianças que estão fora das escolas e também as que estudam e pagam mensalidades incompatíveis à realidade financeira dos pais. A realidade  dos trabalhadores terceirizados, a exemplo dos brasileiros, peruanos, argentinos, dentre outros, é de descapitalização acentuada", diz a diretora.
 

Infraestrutura de uma unidade escolar - Kakegawa (Shizuoka)
Espaços amplos e diversificados
Espaços temáticos
Espaço de esportes e hortaliças
Escola japonesa - Kakegawa
 
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Toyota confirma sua saída da Fórmula 1
Escrito por Saito e Cristiane Nagafuti em 04/11/2009 às 11:26:42
 

Equipe japonesa não resiste à crise econômica e ratifica informação antecipada por jornal do Japão

Tadashi Yamashina chora ao fazer o anúncio - Foto: Agência/Reuters

Agência/Reuters e G1- 04/11/09

Toyota, maior fabricante mundial de veículos, anunciou oficialmente nesta quarta-feira que, por razões econômicas, está se retirando da Fórmula 1, que a partir da próxima temporada não terá escuderias japonesas. Em comunicado, a empresa confirmou as informações publicadas anteriormente pelo jornal japonês "Mainichi".

A Toyota se une a outras marcas japonesas que decidiram abandonar o automobilismo, como Honda na Fórmula 1, ou Suzuki e Subaru no Mundial de Rally. A maior montadora mundial de automóveis dá prosseguimento assim à redução de gastos, após a expressiva queda nas vendas. A empresa já limitou o número de funcionários com contrato temporário, assim como a capacidade das fábricas.

A Toyota já anunciara em julho que abria mão de organizar o Grande Prêmio de F-1 do Japão a partir de 2010 no circuito de Monte-Fuji, também por razões orçamentárias.

"Ao considerar as atividades de competição para o próximo ano e além, em médio prazo, Toyota Motor decidiu retirar-se da Fórmula 1, levando em conta a grave situação econômica atual", afirma o fabricante japonês, que leva dois anos fiscais consecutivos de perdas.

A equipe japonesa começou a participar da Fórmula 1 em 2002 e seus planos eram continuar até 2012, mas a "grave situação econômica atual", como assinala na nota, provocou uma retirada antecipada da modalidade mais famosa do automobilismo mundial.

Em 2009, a Toyota foi a quinta colocada no Mundial de Construtores e teve como dupla de pilotos durante grande parte do ano o italiano Jarno Trulli (32,5 pontos) e o alemão Timo Glock (24 pontos). Nas corridas finais, no Brasil e em Abu Dhabi, Glock, que ainda se recuperava de uma lesão na vértebra sofrida no GP do Japão, foi substituído por Kobayashi, que foi bastante elogiado e marcou três pontos nos dois GPs.

Resultados financeiros serão divulgados nesta quinta

A empresa japonesa divulgará nesta quinta-feira seus resultados financeiros no primeiro semestre fiscal, de abril a setembro, no qual se preveem mais números vermelhos. Segundo a agência local "Kyodo", a decisão tomada pela Toyota pretende diminuir o custo milionário de sua participação na alta competição e agora espera encontrar um comprador na Europa para sua escuderia.

A Honda, que saiu da F1 no final da temporada 2008, vendeu sua escuderia à Brawn GP, ganhadora da competição desde ano com o piloto Jenson Button. Em seu comunicado, Toyota Motor agradece o apoio dos torcedores por respaldo e assegura que tratará de conseguir a melhor solução para os empregados de sua escuderia e aqueles que se veem afetados por esta decisão.

No passado ano fiscal, concluído em março, a empresa japonesa teve suas primeiras perdas líquidas e operativas de sua história, e para este ano espera repetir os números vermelhos. Entre abril de 2008 e março de 2009 a Toyota perdeu 436,937 bilhões de ienes (R$ 8,4 bilhões) e calcula que no ano que acabará em março de 2010 perderá outros 450 bilhões de ienes (R$ 8,7 bilhões).
 

 
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